Sandjak
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Nota: Este artigo é sobre as divisões administrativas do Império Otomano. Para a região da Sérvia e Montenegro, veja Sandžak.
Sandjak, também grafado sanjak, sinjaq e sanjaq (em turco: sançak, lit. "bandeira")[1], era o nome de uma divisão administrativa do Império Otomano. Em árabe os sandjaks eram chamados de liwas.
[editar] História
Os sandjaks eram originalmente as subdivisões de primeira grandeza do Império Otomano. Surgiram na metade do século XIV como distritos militares que faziam parte de um sistema militar-feudal. Além de um exército profissional pago, o exército otomano tinha unidades de cavalaria (cujos homens eram chamados de sipahi ou spahis) que executavam serviços militares em troca de terras concedidas pelo sultão; estas propriedades eram chamadas de zaim ou zeamet, no caso das maiores, e timar, no das menores). Os spahis se apresentavam para as guerras de acordo com o sandjak no qual viviam, e eram liderados por um oficial chamado de Sanjak-beg (ou sançak bey, equivalente aproximado a um "governador de distrito").
Com a formação de novas divisões de primeira grandeza no império, os beylerbeyliks (posteriormente eyalets e vilayets), no fim do século XIV os sandjaks passaram a ser divisões de segunda escala. O número de sandjaks no império variou muito ao longo dos séculos; as reformas do Tanzimat, ocorridas no século XIX, fizeram com que o número escalasse para mais de 400, porém costumeiramente oscilou em torno de 150.
Nem todos os sandjaks faziam parte de uma província; alguns estavam em áreas recém conquistadas, que ainda tinham de ser designadas a uma província específica, enquanto outras, como Benghazi e Çatalca, permaneceram independentes do sistema de províncias, com seus líderes prestando contas diretamente à Sublime Porta.
O nome contemporâneo da região balcânica de Sandžak deriva de seu status anterior como o sandjak otomano de Novi Pazar.