Saul Ricardo

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Saul Ricardo dos Santos Noronha (Figueira da Foz, 18 de Agosto de 1987) é um cantor de música popular portuguesa. Mora na Figueira da Foz. Foto

Índice

[editar] O início

Cedo se notabilizou no panorama musical Português com intervenções na televisão, a fazer imitações do Quim Barreiros. Viria a ganhar um concurso de talentos com isso e gravaria em 1994, uma cassete ainda com o epíteto de “o imitador”.

O seu salto para a ribalta deu-se já em 1996, quando grava o seu primeiro CD com originais, “O Bacalhau quer alho”, que é um sucesso de vendas imediato. Atinge tripla platina e o refrão das músicas é cantado em todo o lado. Ganha também o título de artista mais novo a ostentar tal galardão em Portugal, por vendas superiores a 120 mil unidades.

[editar] Carreira meteórica

Em 1997, prossegue na sua carreira meteórica com “Os Pitos”, novo CD de música popular brejeira, atingindo também a platina. Começa a fazer digressões por todo o país e no estrangeiro.

Por esta altura e, devido a um período mais conturbado, com a entrada na adolescência, Saul faz uma pausa nas gravações e o seu nome cai um pouco no esquecimento. É então que se espalha o boato que teria falecido num acidente de viação, boato esse que ainda hoje circula por algumas pessoas mais desatentas.

[editar] Novo visual

Em 2000, com um novo agenciamento, a sua imagem é renovada e para se descolar do “imitador de Quim Barreiros”, opta por lançar Gosto de Ti à brava, um disco claramente pop/étnico, com influencias de comerciais estrangeiros, com mambo, rap, salsa, música árabe, entre outros. No entanto o público não adere ao novo estilo de Saul e o disco apenas se fica pela Prata.

Por esta altura, aparece também num programa de televisão “Noites Marcianas” tentando retocar a sua imagem, e mostrando as suas capacidades vocais como cantor de Fado, tentando provar que é mais versátil do que na realidade o seu repertório poderia fazer crer à primeira vista.

[editar] O regresso às origens

Em 2002, já mais crescido, e com a voz a mudar, Saul opta por revisitar o estilo mais antigo abandonado em 1997 e lança o disco “Espeto um prego”, de novo com carácter popular brejeiro. Muito acordeão, e letras maliciosas. Ingressa em turné pelo país e recupera um pouco do capital perdido. O disco facilmente chega a Ouro e Saul relança-se.

Em 2003, já com voz de adulto (desceu uma oitava), Saul lança “Não sou mau estudante”, um disco de originais onde volta a tentar canções um pouco mais ousadas e modernas, no entanto sem fugir da linha brejeira como tentara fazer em “Gosto de ti à brava”. Neste álbum, temos faixas mais cuidadas com encadeamentos harmónicos um pouco mais complexos, arranjos mais sofisticados e até um dance music a fechar (“Chupa na palhinha”). Saul dava mostras de querer conquistar claramente a plateia adolescente. No entanto o disco acaba por mais uma vez fracassar em termos de vendas e Saul desiludido acaba por abandonar a editora Vidisco, que sempre o acompanhara até então.

Ingressa então numa turné por França, na sequência da comemoração dos seus 10 anos de carreira, e procurando conquistar a comunidade emigrante. No regresso a Portugal, no Verão de 2004, lança o álbum “As bolas do Snooker”, pela nova editora Espacial, onde se apresenta com visual renovado: cabelo descolorado, músculos à mostra e afirmações onde se apresenta como fã de Limp Bizkit e Eminem. O estilo, esse, mantém-se no registo popular do disco anterior. Mais uma vez este disco passou despercebido do grande público e Saul acabaria por retirar-se mais uma vez para uma pausa.

[editar] O ressurgimento

No final de 2005, terminada a ligação com a Espacial, lança "Sem dinheiro e sem cueca", pela Megadisco, num álbum self-titled intitulado apenas "Saúl", contendo clara alusão à burla de que diz ter sido vítima por parte da sua própria família que lhe gastou o património. Este disco, passa completamente despercebido do grande público sendo de difícil acesso nos circuitos comerciais.

Em final de 2006 tenta com o single "Hoje é dia de Jesus" (13ª faixa do disco referido) chamar a atenção para a época Natalícia mas mais uma vez fracassa nos seus intentos. Entretanto a partir de algum mediatismo obtido na internet e graças a uma entrevista ao jornal Correio da manhã, sai de novo do anonimato, aparecendo na televisão logo de seguida e tendo vários contactos para espectáculos ao longo de 2007.

Vivendo com a sua namorada na Figueira da Foz, aprendeu acordeão e foi tirar um curso de Técnico Informático, tentando refazer a sua carreira, o que foi conseguindo com algum sucesso.

Em Agosto de 2008, lança o seu mais recente álbum "A sogra". Segue-se uma digressão pela Austrália.

Depois de um ano com relativo sucesso com várias aparições na televisão e entrevistas nos media, Saul volta ao estúdio para gravar mais um álbum de originais. Desta vez com ligação à Editora Cunha Velha de Aveiro, lança "E o Rabo do Seu Bacalhau" em 2010. Cria um site oficial na internet "www.artistasaulricardo.com" com área reservada aos fãs e está definitivamente embalado para relançar a sua carreira por mérito próprio.

Com uma carreira de mais de 18 anos, Saúl nunca baixou os braços perante as adversidades, e sabendo dar a volta por cima, regressa às luzes da ribalta e apresenta um álbum que promete ser uma presença musical constante nas festas e romarias de Portugal, e igualmente ser um CD obrigatório na animação das colectividades e comunidades lusas espalhadas um pouco por todo o mundo. “Fábrica de Chouriça” são 12 canções que surpreendem pela irreverência e simpatia de Saúl. Quem não se lembra de ver Saúl a cantar “O bacalhau quer alho” depois de todos estes anos, o “pequeno grande” cantor cresceu e com ele cresceu igualmente o seu talento como se pode escutar em temas como “Ele tá teso”, “Malhão da crise”, “A minha criada” ou ainda “Tirei os três” ou “Não quero um garfo desses”.

[editar] Discografia

  • 1994 - O imitador
  • 1996 - O Bacalhau quer alho
  • 1997 - Os Pitos
  • 2000 - Gosto de ti à brava
  • 2002 - Espeto um prego
  • 2003 - Não sou mau estudante
  • 2004 - As Bolas do Snooker
  • 2005 - Saúl [Sem dinheiro e sem cueca]
  • 2008 - A Sogra
  • 2010 - E o Rabo do Seu Bacalhau
  • 2011 - Fábrica de Chouriça

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