Sleipnir

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Imagem que acredita-se mostrar Odin entrando em Valhalla montando em Sleipnir.

Na mitologia nórdica, Sleipnir é a montaria mágica de Odin. O lendário corcel de 8 patas é o ser mais rápido entre os planos. O seu nome significa suave ou aquele que plana no ar. Ele também é associado com as palavras esguio e escorregadio.

O nascimento de Sleipnir[editar | editar código-fonte]

Thor, O Matador de Gigantes, estava longe de Asgard matando gigantes no norte, quando um hrimthurs, disfarçado como um humano pedreiro, ofereceu-se para reconstruir a muralha em torno de Asgard em troca do sol, da lua, e da deusa Freya. Os deuses aceitaram, pensando que seria um bom negócio, uma vez que parte da muralha já estava caindo aos pedaços. Além disso, o gigante precisaria completar o seu trabalho em apenas seis meses, pois Thor retornaria no final deste prazo e o mataria.

O gigante fez somente uma pergunta: poderia usar o seu garanhão (cavalo) cinza, Svadilfari (traduzindo, "escravo", ou possivelmente "condenado"). Loki rapidamente aceitou o acordo, antes que qualquer outro deus pudesse fazer uma objeção. Usando o garanhão, o gigante começou a construção da muralha, e receberia o sol, a lua e Freya. Os deuses, vendo isso, ficaram furiosos com Loki, e disseram que, caso eles perdessem, o torturariam eternamente (o que aconteceu de outra forma). Então, enquanto Svadilfari estava carregando o último tijolo para completar a muralha, Loki transformou-se em uma linda égua branca, e atraiu o garanhão para longe, irritando o gigante, que começou a destruir a muralha de tanta raiva. Assim, enquanto destruia a muralha, Thor apareceu e esmagou o gigante com o seu martelo Mjolnir. Loki, mais tarde, deu à luz Sleipnir, a montaria de Odin, que é descendente do garanhão cinza Svadilfari e Loki enquanto "ele" era uma linda égua branca.

As Eddas[editar | editar código-fonte]

Odin montado em Sleipnir. Imagem encontrada em um manustrico na Islândia no século XVIII.

De acordo com a Edda em prosa, Loki retornou à Asgard e deu à luz o cavalo de oito patas para Odin, dizendo a ele que o cavalo era o mais ágil na Terra e levaria Odin sobre o mar, através dos céus e até à terra dos mortos. De acordo com Sigrdrífumál na Edda poética, Sleipnir possuía runas esculpidas em seus dentes.

Origem e interpretação[editar | editar código-fonte]

Foi sugerido que Sleipnir, por ter oito patas, seria a simbologia de quatro homens carregando um caixão, pois ele podia levar o seu cavaleiro até o mundo dos mortos. Há também a hipótese de que se refere a um cavalo real que possuía três patas, uma manifestação genética chamada polidactilia que, ocasionalmente, ocorre nas patas posteriores ou anteriores de um cavalo. Tal anomalia, geralmente, não representa um risco ao animal. Apesar de rara, ela já foi vista em um cavalo que Júlio César montou em diversas batalhas, reforçando esta teoria no mito.

Outras ideias[editar | editar código-fonte]

Estátua em metal de Sleipnir coincidentalmente apontando ao Norte, encontrada na cidade de Wednesbury, Inglaterra.

Ásbyrgi (literalmente, "Forte dos Aesir") no nordeste da Islândia diz-se ter sido criada quando o casco de Sleipnir encostou no chão.

Uma estátua feita de aço de Sleipnir, é um dos destaques da cidade Wednesbury (que significa Monte de Odin), localizada na terra média do Reino Unido.

Formas familiares[editar | editar código-fonte]

O nome de Sleipnir, às vezes, é traduzido como "Sleipner", especialmente, em trabalhos populares. Essa forma escrita é uma das mais utilizadas na Escandinávia.