Soneto 9

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Soneto 9

Is it for fear to wet a widow's eye
That thou consumest thyself in single life?
Ah! if thou issueless shalt hap to die.
The world will wail thee, like a makeless wife;
The world will be thy widow and still weep
That thou no form of thee hast left behind,
When every private widow well may keep
By children's eyes her husband's shape in mind.
Look, what an unthrift in the world doth spend
Shifts but his place, for still the world enjoys it;
But beauty's waste hath in the world an end,
And kept unused, the user so destroys it.
No love toward others in that bosom sits
That on himself such murderous shame commits.

–William Shakespeare

Soneto 9 é um dos 154 sonetos de William Shakespeare.

Análise[editar | editar código-fonte]

Neste soneto, Shakespeare raciocina que o jovem que continua a ser solteiro não faz nenhuma mulher viúva e por isso ele está errado, porque se ele morrer o mundo inteiro será como uma viúva chorando pelo fato de que ele não deixou nenhuma criança para trás, ou uma cópia de sua beleza. Para Shakespeare, a viúva sempre terá a imagem de seus filhos para consolá-la depois da perda de seu marido.

Traduções[editar | editar código-fonte]

Na tradução de Thereza Christina Roque da Motta,

É por medo de causares pranto a uma viúva
Que despendes a vida como solteiro?
Ah, se morreres sem deixar um herdeiro,
O mundo te lamentará como uma esposa estéril;
Deixarás enviuvar o mundo, que ainda lamentará
Não teres legado a ninguém a tua semelhança,
Como cada viúva mantém, em memória,
Nos olhos dos filhos, as feições do marido.
Vê que desperdício há no mundo
Mudando senão de lugar, e ainda lhe aproveita;
Mas o desperdício da beleza aqui termina,
E sem uso, seu beneficiário a destrói.
Esse peito não tem amor pela humanidade
E a si mesmo lança em vergonha mortal.[1]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Thereza Christina Rocque da Motta (tradutora), SHAKESPEARE, William. 154 Sonetos. Em Comemoração Aos 400 Anos Da 1ª Edição 1609-2009. Editora Ibis Libris, 1ª edição, 2009. ISBN 8578230264
  • Alden, Raymond. The Sonnets of Shakespeare, with Variorum Reading and Commentary. Boston: Houghton-Mifflin, 1916.
  • Baldwin, T. W. On the Literary Genetics of Shakspeare's Sonnets. Urbana: University of Illinois Press, 1950.
  • Booth, Stephen. Shakespeare's Sonnets. New Haven: Yale University Press, 1977.
  • Dowden, Edward. Shakespeare's Sonnets. London, 1881.
  • Hubler, Edwin. The Sense of Shakespeare's Sonnets. Princeton: Princeton University Press, 1952.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]