Sustentação (aerodinâmica)
Sustentação é a componente da Resultante Aerodinâmica perpendicular ao vento relativo.1 A Resultante Aerodinâmica (RA) é uma força que surge em virtude do diferencial de pressão entre o intradorso e o extradorso do aerofólio e tende a empurrá-lo para cima, auxiliada ainda pela reação do ar (Terceira Lei de Newton) na parte inferior da mesma. Ela é representada como um vetor que, quando decomposto, dá origem a duas forças componentes que são: a força de sustentação e a força de arrasto. Graças a essa força o aerofólio é capaz de erguer-se. Se este for, por exemplo a asa de uma aeronave, esta alçará vôo. A sustentação é função da densidade do ar (densidade dividida por dois), do coeficiente de sustentação, da área da asa e da velocidade de vôo elevada ao quadrado, e seu símbolo é "L" (Lift, em Inglês).
onde:
é o coeficiente de sustentação
(rho) é a densidade do ar (1.225 kg/m³ no nível do mar)*- V é a velocidade de vôo
- S ou A é a área da asa
- L é a força de sustentação produzida
Conceituação similar de sustentação pode ser desenvolvida para a locomoção em outros fluidos além do ar, destacadamente na água, como se necessita ao projetar hidrofólios.
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Em aeronáutica [editar]
Em aeronáutica é a principal força que permite que uma aeronave com asas se mantenha em vôo. Esta, ao ser maior que o peso total da aeronave, lhe permite decolar.
Para a sustentação se utiliza a notação
, do termo inglês lift, e
para o coeficiente de sustentação, o qual sempre se busca que seja o maior possível.
Além disso, a sustentação, e em consequência, seu coeficiente, dependem diretamente do ângulo de ataque, aumentando segundo aumenta este até chegar a um ponto máximo, depois do qual o fluxo de ar que passa sobre os extrados (parte superior da asa), não consegue correr em sua totalidade e manter-se aderido ao perfil aerodinâmico, dando lugar à "entrada em perda" ou estol (do termo inglês stall).
Em automobilismo [editar]
Para a sustentação se utiliza a notação
, e
para o coeficiente de sustentação, já que esta força atua paralelamente ao eixo OZ do triedro de referência que se associa ao veículo.
Para poder comparar diretamente a sustentação que produzem dois veículos nas mesmas condições, se utiliza o coeficiente
, exatamente pelos mesmos motivos que no caso da resistência aerodinâmica.
Nos veículos de passeio não se pode ter em conta nem aproveitar a sustentação e inclusive pode haver um pequeno coeficiente positivo.
Em muitos tipos de veículos de competição, como podem ser os da Fórmula 1, ocorre tudo ao contrário, buscando-se que seja negativo; ou seja, que o veículo seja empurrado contra o solo, com o objetivo de obter um melhor agarre ou apoio aerodinâmico, mediante superfícies como ailerons ou o aproveitamento do fundo plano. Um exemplo máximo do aproveitamento deste efeito, foi o advento das chamadas "minissaias", no final dos anos 1970, que foram proibidas no início anos 1980.2
Além disso, em alguns destes veículos, dependendo entre outras coisas da distribuição de massas e do tipo de tração, se buscam apoios aerodinâmicos diferentes para cada eixo, pelo que pode haver um coeficiente diferente associado a cada um deles.
Ver também [editar]
- Camada limite
- Coeficientes aerodinâmicos
- Corpo sustentante
- Efeito solo
- Efeito Venturi
- Resistência aerodinâmica
Referências [editar]
- ↑ What is Lift?. NASA Glenn Research Center. Página visitada em 2009-03-04.
- ↑ Pergunte ao GPTotal - www.gptotal.com.br

(rho) é a densidade do ar (1.225 kg/m³ no nível do mar)*
