Tetra-cego

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Como ler uma caixa taxonómicaTetra-cego
Exemplar de Astyanax fasciatus mexicanus

Exemplar de Astyanax fasciatus mexicanus
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Superclasse: Osteichthyes
Classe: Actinopterygii
Ordem: Characiformes
Família: Characidae
Género: Astyanax
Espécie: A. fasciatus
Subespécie: A. f. mexicanus
Nome binomial
Astyanax fasciatus
De Fillipi, 1853
Nome trinomial
Astyanax fasciatus mexicanus
De Fillipi, 1853
Distribuição geográfica
Península do Iucatão, no México
Península do Iucatão, no México

O peixe-cego, também conhecido como tetra-cego (Astyanax fasciatus mexicanus) é um peixe de água doce para aquário em crescendo de popularidade. É um membro da família Characidae (que pode atingir os 12 cm de comprimento, embora valores à volta dos 9 cm sejam mais comuns) e tal como todos os outros membros da família, é um depositor de ovos. Prefere águas duras e aquários especializados.

As suas características mais marcantes são a ausência de olhos e de pigmentação.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

De Filippi descobriu este curioso tetra no México, em 1853, baptizando-o de Astyanax mexicanus. Mais tarde sugeriu-se que este peixe desprovido de olhos e pigmentação seria uma variedade de outro caracídeo que habita à superfície, pigmentado e com olhos: o Astyanax fasciatus. No entanto esta é uma discussão que ainda decorre.

Ao longo do tempo, muitas espécies receberam designações taxonómicas diferentes. O Peixe Cego não é excepção:

  • Tetragonopterus mexicanus
  • Astyanax fasciatus mexicanus
  • Astyanax mexicanus
  • Astianax mexicanus
  • Astyanax argentatus
  • Tetragonopterus brevimanus
  • Tetragonopterus petenensis
  • Tetragonopterus fulgens
  • Tetragonopterus nitidus
  • Tetragonopterus streetsii
  • Actualmente: Astyanax fasciatus mexicanus

Distribuição e Diversidade[editar | editar código-fonte]

Cenotes e grutas em estruturas calcárias na península do Iucatão, no México. Outros habitantes do ecossistema são o Ogilbia pearsei, Rhamdia Guatemalensis e Ophisternon infernale. Coabitam também alguns crustáceos (Creaseria morleyi, Typhlatya mitchelli, Typhlatya pearsei e Creaseriella anops) e como flora (apenas nos cenotes: no sistema de grutas não há flora) Echinodorus spp. pontualmente, e Chara spp. (uma macro-alga morfologicamente semelhante às Ceratophillum spp.).

Descrição física[editar | editar código-fonte]

Despigmentado, de cor rosada devido ao sistema vascular, e forma semelhante à dos restantes tetras. É conhecido pela sua característica mais peculiar: a ausência parcial ou total de olhos. Pode atingir 12 cm de comprimento. As fêmeas são algo mais largas do que os machos, mas de resto não há mais marcas distintivas entre os géneros.

Curiosamente, os alevins nascem com olhos, que vão perdendo à medida que se desenvolvem.

Ecologia e Comportamento[editar | editar código-fonte]

Pouco exigente no que diz respeito às características da água, tolera deste águas ácidas e macias até alcalinas e duras. Temperaturas desde os 19 aos 26°C, e pH entre 6 e 7,8º. Dureza até 30 dGH. Ao contrário da variedade pigmentada, o "mexicanus" não forma cardumes.

No aquário[editar | editar código-fonte]

Activo, pacífico e pouco exigente, pode manter-se num aquário comunitário, até por aquariofilistas iniciantes, embora um aquário exclusivo para a espécie seja o mais indicado, pois podem ser agressivos na altura da alimentação. Apesar da ausência de olhos, os Astyanax fasciatus mexicanus deslocam-se com rapidez pelo aquário, desviando-se de objectos e peixes, percepcionando o que se passa em seu redor por um sistema de linhas laterais bastante desenvolvido. Omnívoros, aceitam todo o tipo de alimentos, desde flocos a alimento vivo, passando por congelados e liofilizados.

Para a reprodução é aconcelhável acondicionar com comida viva. Reproduz-se facilmente em aquários mais frios: a descida da temperatura estimula a ovulação (até aos 19, 21°C): a fêmea deposita até 100 ovos no fundo do aquário. Os ovos não devem ser manipulados, pois são particularmente delicados. Em um ou dois dias os ovos eclodirão, e os alevins nadarão em três ou quatro dias. Artémia recém-eclodida, flocos finamente triturados, ou comidas comerciais para alevins podem servir de base para a alimentação das crias.

Nomes comuns[editar | editar código-fonte]

Bibliografia e links externos[editar | editar código-fonte]