Theo Angelopoulos

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Theo Angelopoulos em 2009

Theodoros Angelopoulos, mais conhecido como Theo Angelopoulos (Atenas, Grécia, 17 de abril de 1936 - 24 de janeiro de 2012) foi um diretor de cinema grego.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Theo Angelopoulos teve uma longa trajetória até se envolver com cinema. Primeiramente cursou Direito em Atenas, mas não chegou a concluir o curso. Em seguida estudou Literatura, na Universidade de Sorbonne, em Paris. Depois de formado começou a estudar Cinema, mas antes de se graduar entra em conflito com os professores e é expulso da escola em que estava matriculado.

Ao voltar para a Grécia, começa a trabalhar como crítico de cinema, em um jornal de esquerda chamado "Mudança Democrática". Com o golpe militar de 1967, fica desempregado. No entanto, em 1968, realiza um antigo sonho ao dirigir seu primeiro filme, "A Emissão", um curta-metragem.

Em um curto período de tempo, apesar da falta de recursos, consegue finalizar dois filmes. Com seu terceiro longa, "A viagem dos comediantes", de 1975, consegue sucesso internacional. A partir daí torna-se o diretor grego mais reconhecido no mundo, colecionando, mais tarde, diversos prêmios internacionais, entre eles, a Palma de Ouro, por A Eternidade e Um Dia.

Seus filmes são conhecidos pelas longas cenas sem cortes (plano-sequência), pelo silêncio, alegorias e referências mitológicas, além da temática que percorre os caminhos da melancolia na civilização moderna - de maneira mais específica em duas fases: a primeira mais marxista-brechtiana, e a segunda, a partir de "Viagem a Citera", com abordagens mais emocionais e subjetivas.

Angelopoulos foi atropelado por um motociclo no Pireu, sul de Atenas, em 24 de janeiro de 2012.[1] Levado para o hospital, ficou na unidade de cuidados intensivos mas acabou por não resistir aos múltiplos ferimentos sofridos no acidente, tendo falecido no mesmo dia.[2]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Prémios e nomeações[editar | editar código-fonte]

  • Recebeu uma nomeação ao European Film Awards de Melhor Realizador, por "Trilogia I: To Livadi Pou Dakryzei" (2004).
  • Recebeu uma nomeação ao Goya de Melhor Filme Europeu, por "To Vlemma tou Odyssea" (1995).
  • Ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, por "Mia aioniotita kai mia mera" (1998).
  • Ganhou o Grande Prémio do Júri no Festival de Cannes, por "To Vlemma tou Odyssea" (1995).
  • Ganhou o Prémio Ecuménico do Júri no Festival de Cannes, por "Mia aioniotita kai mia mera" (1998).
  • Ganhou o Prémio de Melhor Argumento no Festival de Cannes, por "Taxidi sta kithira" (1984).
  • Ganhou três vezes o Prémio FIPRESCI no Festival de Cannes, por "O thiassos" (1975), "Taxidi sta kithira" (1984) e "To Vlemma tou Odyssea" (1995).
  • Ganhou o Prémio FIPRESCI - Menção Especial no Festival de Berlim, por "Anaparastassi" (1970).
  • Ganhou o Prémio FIPRESCI do Fórum do Novo Cinema no Festival de Berlim, por "Meres tou 36" (1972).
  • Ganhou duas vezes o Prémio Interfilm do Fórum do Novo Cinema no Festival de Berlim, por "O thiassos" (1975) e "Topio stin omichli" (1988).
  • Ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, por "Megaleksandros" (1980).
  • Ganhou o Leão de Prata no Festival de Veneza, por "Topio stin omichli" (1988).
  • Ganhou o Prémio FIPRESCI no Festival de Veneza, por "Megaleksandros" (1980).
  • Ganhou o Prémio OCIC no Festival de Veneza, por "Topio stin omichli" (1988).

Referências

  1. Realizador Theo Angelopoulos morre em acidente de viação SAPO. Diário Digital (24 de janeiro de 2012). Página visitada em 24 de janeiro de 2012.
  2. Theo Angelopoulos' Death Ekathimerini.com.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]