Trono do Crisântemo

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The Takamikura throne in Kyoto Imperial Palace is used mainly for accession ceremonies (1917)
Casa Imperial do Japão
Dinastia Yamato
Imperial Seal of Japan.svg


SAI o Príncipe Mikasa
SAI a Princesa Mikasa

Trono do Crisântemo é o nome comum dado ao trono imperial do Japão. Chrysanthemum (菊 kiku em japonês), cujo nome vulgar é Crisântemo, é o escudo de armas do Imperador do Japão. Literalmente, kikukamonshō significa Selo do Crisântemo.

Este trono é a mais antiga monarquia contínua do mundo. Em Nihonshoki, é dito que o Império do Japão foi fundado em 660 a.C pelo Imperador Jimmu. Conforme a tradição, o Imperador Akihito é o 125° descendente direto de Jimmu.[1] O registro histórico remonta ao Imperador Ojin, que teria reinado no começo do século V. Apesar do fato de ter havido anteriormente oito mulheres imperadoras(termo usado quando é uma mulher que herda o trono imperial, diferentemente de imperatriz, que é a consorte do Imperador), todas o foram por um breve período e sempre em caráter de urgência.

Sob a lei imperial japonesa (promulgada pela Agência da Casa Imperial e pelo Conselho Privado), mulheres têm sido proibidas de imperar desde o final do século XIX.

Porém, pressões internacionais para que o Primogênito seja declarado Herdeiro do Trono, independente de seu sexo, têm levado a uma profunda discussão de valores tradionais na sociedade japonesa. Recentemente, nasceram apenas princesas na Casa Imperial, e mesmo depois de a Princesa Aiko ter ganhado um primo (que se tornou o segundo na linha de Sucessão), é possível que ela se torne a primeira Imperatriz de facto do Japão, por ser ela a primogênita do Príncipe Herdeiro.

O Imperador (em japonês: tennō; (天皇), "divino soberano") atua como um alto sacerdote na tradicional religião japonesa, o Xintoísmo. Entretanto, sua alegação de ter origem divina de Amaterasu foi renunciada formalmente depois da Segunda Guerra Mundial.

Sob as provisões da atual Constituição do Japão, o Imperador é um "símbolo do Estado e da unidade de seu povo". Ele não exerce, na verdade, um poder político, mas é tratado como Chefe de Estado e como monarca constitucional.[2] [3] [4] [5] [6] [7]

Referências

  1. Titsingh, Isaac. (1834). Annales des empereurs du japon, pp. 19-21; Varley, H. Paul. (1980). Jinnō Shōtōki, pp. 103-110; Aston, William George. (1998). Nihongi, pp. 254-271.
  2. Shûji, Takashina. "An Empress on the Chrysanthemum Throne?" Japan Echo. Vol. 31, No. 6, dezembro de 2004.
  3. Green, Shane. "Chrysanthemum Throne a Closely Guarded Secret," Sydney Morning Herald (New South Wales). 7 de dezembro, 2002.
  4. Spector, Ronald. "The Chrysanthemum Throne," (book review of Hirohito and the Making of Modern Japan by Herbert P. Bix). New York Times. November 19, 2000.
  5. McNeill, David. "The Sadness Behind the Chrysanthemum Throne," The Independent (London). 22 de maio, 2004.
  6. McCurry, Justin. "Baby Boy Ends 40-year Wait for Heir to Chrysanthemum Throne," The Guardian (London). 6 de setembro 2006.
  7. "The Chrysanthemum Throne," Hello Magazine.

Ver também[editar | editar código-fonte]