Umbílico

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O umbílico está bem visível na concha de Xerolenta obvia à esquerda.

Umbílico (do latim umbilicus, umbigo; centro) é um espaço tubular vertical ou uma depressão circular[1] localizada dentro da concha de um molusco. O termo é usado frequentemente em descrições de conchas de gastrópodes. É uma característica presente no lado ventral de muitas conchas (mas não todas) de gastrópodes marinhos, terrestres ou de água doce.

A palavra também pode ser aplicada para referir-se a uma depressão localizada na área central das conchas de alguns cefalópodes, como os do gênero Nautilus e espécies extintas (fósseis) de amonóides.[2]

Em gastrópodes[editar | editar código-fonte]

Outra maneira de se definir o umbílico em gastrópodes é como uma cavidade ao redor da qual a superfície interna da concha se enrola, quando esse espaço não é preenchido por uma columela.

Em espécies com um umbílico largo e aberto, como Helicella itala, por exemplo, a torção espiralada interna da concha pode ser facilmente vista olhando pelo umbílico.

Ele pode variar de forma e tamanho, sendo bem estreito e perfurado, como em Petasina unidentata; ou uma depressão larga e visível, como na espécie Discus rotundatus.

Algumas espécies de vermes oligoquetas como Haemonais waldvogeli, Dero (Dero) nivea e Dero (Dero) sawayai, por exemplo, podem habitar o umbílico de gastrópodes de água doce da família Ampullariidae como Pomacea bridgesii.[3]

As conchas com umbílico são chamadas de umbilicadas ou perfuradas. As que não possuem tal estrutura são descritas como conchas imperfuradas.[1]

Algumas vezes existe uma depressão em forma de funil, conhecida como região umbilical, próxima ou na base oca da columela, onde as paredes das sucessivas espiras não se encontram tão estreitamente enroladas.

As conchas que têm o umbílico bem visível, ditas fanerônfalas (do grego phanerós, aparente + omphalos, umbigo), normalmente possuem uma columela pouco desenvolvida. Uma concha criptônfala (do grego kryptós, "escondido") e é aquela que tem a abertura do umbílico completamente tampada.

O umbílico de Cittarium pica é fácil de distinguir, por ser largo e profundo.
A concha de Neverita josephinia tem um calo umbilical que quase tampa completamente o umbílico, deixando apenas uma fenda e uma abertura estreita em um dos lados.

Em cefalópodes[editar | editar código-fonte]

Uma concha de Cleoniceras sp., mostrando claramente o umbílico central.
Umbílico da concha de Nautilus macromphalus.

Referências

  1. a b Glossário de Termos Malacológicos. In: Conquiliologistas do Brasil. Página visitada em 15 de junho de 2010.
  2. Silva, C. M. (2008). Identificação de Fósseis de Cephalopoda. In: Paleoviva. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal. 8 pp.
  3. Gorni, G. R. & Alves, R. da G. (2006) Naididae (Annelida: Oligochaeta) associados a Pomacea bridgesii (Reeve) (Gastropoda, Ampullaridae) In: Revista Brasileira de Zoologia, v. 23, n. 4

Ligações externas[editar | editar código-fonte]