ARA San Juan (S-42)

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ARA San Juan (S-42)
Carreira
Operador Argentina Armada Argentina
Construção Nordseewerke
Emden, Alemanha Ocidental
Comissionamento 19 de novembro de 1985
Rota De Ushuaia
à Mar del Plata
Comandante(s) Pedro Martín Fernández
Fatalidade Desaparecido no oceano Atlântico
desde 15 de novembro de 2017
Características gerais
Tipo de navio TR-1700
Classe Santa Cruz
Comprimento 65,93 m[1]
Boca 8,36 m
Calado 7,34 m
Propulsão Diesel elétrica (Siemens)
Velocidade 25 nós (46 km/h, submerso), 15 nós (28 km/h, na superfície)
Autonomia 22 000 km (a 8 nós)
Armamento 6 tubos de torpedos (533 mm)
Sensores Radar Thompson CSF Calypso
Sonar Atlas Elektronik CSU 3/4, Thompson Sintra DUUX-5
Tripulação 37 tripulantes[2]

ARA San Juan (S-42) foi um submarino tipo TR-1700 que serviu a Marinha Argentina de 1985 até 2017.

Características

Sua propulsão era a diesel e energia elétrica convencional com sistema de snorkel, projetado para ataques contra forças de superfície, submarinos, tráfego mercante e operações com minas e capacidade para alcançar uma profundidade de até 260 metros.[3]

Foi construído a partir de 1983 na Alemanha, sendo incorporado à Marinha da Argentina dois anos depois. Entre 2007 e 2014 passou por uma grande reforma, o que aumentaria sua vida útil em 30 anos.[4]

Desaparecimento

Em 15 de novembro de 2017, desapareceu quando se dirigia para Mar del Plata, com 44 membros da tripulação a bordo.[5][6] Antes de desaparecer, foi comunicada a entrada da água do mar pelo sistema de ventilação do submarino.[7] Uma força-tarefa composta por aviões e embarcações dos Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e outros países foi estabelecida para tentar localizar o submarino e resgatar sua tripulação.[8]

A 23 de novembro, a Marinha Argentina confirmou que provavelmente houve uma explosão a bordo,[9] baseado em dados coletados por estações hidroacústicas da Organização do Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares (CTBTO). Essas estações captaram um barulho "incomum", condizente com uma explosão provindo de uma região próxima ao último paradeiro conhecido do submarino.[10][11]

Rota do submarino e local do último contato.

O último contato do submarino, foi em 15 de novembro de 2017, onde o submarino, informava que uma entrada de água pelo sistema de ventilação provocou um princípio de incêndio na casa de baterias [12].

Naufrágio e buscas

No dia 15 de novembro de 2017, a Organização do Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares (CTBTO) captou uma 'anomalia hidroacústica' curta e violenta consistente com uma explosão, a cerca de 30 milhas ao norte do ultimo local em que se teve notícias da embarcação, além disso o submergível tinha a capacidade de permanecer apenas sete dias submerso.[13]

A localização dos destroços da embarcação, ainda é desconhecida, portanto, diante de tais condições, já fora confirmado não haver mais expectativas de que algum tripulante do submarino tenha sobrevivido[14][15] ao seu naufrágio. Suspeita-se que os restos do submarino possam estar a cerca de 3 mil metros de profundidade.[16]

Autoridades da Argentina negaram qualquer indício de que a embarcação tenha sofrido algum ataque.[17]

Em 30 de novembro, a marinha argentina formalmente afirmou que havia desistido de tentar conseguir encontrar o submarino com a tripulação viva. As operações navais passaram a ser apenas para encontrar a embarcação e não seria mais tratada como uma "missão de resgate".[18]

Em 5 de dezembro, o governo argentino confirmou oficialmente a morte de todos os 44 tripulantes do submarino.[19]

Ver também

Referências

  1. Sylvia Colombo. «Macri visita familiares de tripulantes do submarino argentino». Folha de São Paulo. Consultado em 20 de novembro de 2011 
  2. https://www.telesurtv.net/news/Submarino-argentino-llevaba-mas-tripulantes-de-lo-permitido-20171126-0042.html
  3. Podem restar 12 horas de oxigênio Revista Veja - acessado em 22 de novembro de 2017
  4. «Argentina diz que sinais captados não eram de submarino». Terra 
  5. Submarino argentino com 44 tripulantes está desaparecido no Atlântico Sul EBC - Agência Brasil
  6. Argentina segue buscas a submarino que desapareceu com 44 tripulantes a bordo G1/Globo.com
  7. «ARA San Juan: revelada a última mensagem do submarino antes de desaparecer». Poder Naval. 27 de novembro de 2017 
  8. «Poderoso avião dos EUA é esperança para encontrar submarino argentino; entenda - Notícias - Internacional». Internacional 
  9. «Marinha argentina confirma explosão em submarino desaparecido». Jornal Nacional. 23 de novembro de 2017 
  10. «Media Advisory - CTBTO Hydroacoustic Data to Aid in Search for Missing Sub San Juan: CTBTO Preparatory Commission». www.ctbto.org (em inglês). Consultado em 24 de novembro de 2017 
  11. «Órgão que fiscaliza testes nucleares detectou barulho perto de última posição de submarino argentino». Terra. 23 de novembro de 2017 
  12. «Última mensagem de submarino desaparecido falava em entrada de água e curto-circuito». G1 
  13. «Argentina faz megaoperação para resgatar submarino; oxigênio pode estar no fim». G1 
  14. «Esperanças de haver sobreviventes do submarino se apagam na Argentina». O Globo. 24 de novembro de 2017 
  15. «Desaparecimento do San Juan vira polêmica e não há esperança de sobreviventes». Tribuna do Norte 
  16. «Submarino sofreu explosão por hidrogênio, diz Argentina». Terra 
  17. «'Não há indício de ataque', diz governo argentino sobre buscas de submarino». G1 
  18. «Argentina desiste de tentar resgatar com vida tripulantes de submarino». O Globo. Consultado em 30 de novembro de 2017 
  19. «Argentina reconhece morte de toda tripulação de submarino». Terra 

Ligações externas

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