A Noite (livro)

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A Noite
Autor(es) José Saramago
Idioma português
País  Portugal
Género Dramático
Linha temporal Noite de 24 para 25 de abril (1974)
Localização espacial Redação do Jornal de Lisboa
Editora Editorial Caminho
Lançamento 1979
Páginas 115

A Noite é a primeira obra dramática de José Saramago, lançada em 1979.[1] A história passa-se na Redação do Jornal de Lisboa na noite de 24 para 25 de abril de 1974.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Abílio Valadares – Chefe da Redação
  • Manuel Torres – Redactor da província
  • Faustino – Contínuo
  • Máximo Redondo – Diretor
  • Rafael – Contínuo
  • Esmeralda – Secretária da Redação
  • Jerónimo – Chefe da Tipografia
  • Fonseca – Redator parlamentar
  • Guimarães – Redator do estrangeiro
  • Josefina – Redatora
  • Cardoso – Redator da cidade
  • Cláudia – Estagiária
  • Pinto – Redator desportivo
  • Baltasar – Fotógrafo
  • Afonso – Linotipista
  • Damião – Compositor manual
  • Monteiro – Redator
  • Figueiredo - Administrador

Resumo[editar | editar código-fonte]

1º Ato[editar | editar código-fonte]

A redação está em atividade e tentavam terminar o jornal. A notícia que têm preparada para a primeira página é sobre a Cultura e pertence ao Diretor. Ainda se encontravam indecisos se a notícia de Torres, que era sobre a Guarda, sairia no jornal.

2º Ato[editar | editar código-fonte]

Começam a ouvir-se boatos sobre a revolução, no entanto ninguém sabe quem está no seu comando. Começam a pensar alterar a notícia da primeira página, para o assunto de que se falava (a Revolução). Os administradores, Valadares e o Diretor pensam em cancelar a publicação do jornal e em avariar a rotativa, pois eram apoiantes de Salazar.

Os redatores acabam por decidir fazer duas edições: uma em que não sairiam notícias sobre o golpe de estado e outra em que falariam sobre as suspeitas da Revolução.

O Diretor é mais tarde acusado de fascismo por estar a proteger a PIDE. É confirmada a revolução e o teatro termina com os administradores e os redatores a oporem-se entre si, pois uns gritavam que a máquina havia de parar e outros defendiam que ela iria continuar a andar. 

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Esta peça chegou aos palcos, pela primeira vez, em Maio de 1979, pelo Grupo de Teatro de Campolide, com encenação de Joaquim Benite e direção musical de Carlos Paredes.[2]

José Saramago dedicou este livro a Luzia Maria Martins, pois foi a única pessoa, segundo ele, que acreditou que ele conseguia escrever uma peça de teatro.

Este livro foi considerado pela Associação de Críticos Portugueses a melhor peça de teatro portuguesa representada em 1979.

Referências

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