A vida não examinada não vale a pena ser vivida

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A vida não examinada não vale a pena ser vivida pelo homem (em grego clássico: ὁ ... ἀνεξέταστος βίος οὐ βιωτὸς ἀνθρώπῳ) é uma conhecida glosa tradicionalmente tida como sido proferida por Sócrates no seu julgamento por impiedade e por corromper a juventude, motivos pelos quais seria condenado à morte, assim foi descrito na Apologia de Platão.

Contexto[editar | editar código-fonte]

Esta glosa está relacionada com a doutrina de Sócrates, a sua atitude perante a morte e a sua vontade em alcançar o seu objetivo de investigar e entender a glosa da Pítia. Sócrates considerou a resposta de Pítia à pergunta de Querefonte como procedente do deus Apolo. Para Sócrates, ser separado do método socrático (o que tornaria impossível investigar a glosa) constituira um destino pior ainda do que a morte. Dado que Sócrates era crente e considerava reais e cheias de sentido as suas experiências religiosas, tais como as vozes daemónicas; ele teria preferido continuar à procura da verdadeira resposta à sua pergunta numa vida além da morte, do que continuar a viver uma vida na Terra que não lhe permitisse identificar a resposta.[1]

Significado[editar | editar código-fonte]

Estas palavras teriam sido proferidas por Sócrates no seu julgamento depois de ter escolhido a morte do que o exílio. Esta atitude, na Idade contemporânea, é considerada como uma escolha nobre, isto é, a escolha da morte perante outra alternativa degradante ou contrária aos princípios do sujeito.[2]

Referências

  1. Brickhouse, Thomas C.; Smith, Nicholas D. (1994). Plato's Socrates. [S.l.]: Oxford University Press. pp. 201–. ISBN 978-0-19-510111-9 
  2. Baggini, Julian (12 de maio de 2005). «Wisdom's folly: The unexamined life is not worth living, Plato». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077 
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