Amor de Salvação

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Amor de Salvação
Autor (es) Camilo Castelo Branco
Idioma português
País  Portugal
Género Romance
Editora em casa da viuva Moré
Formato 18 cm
Lançamento 1864
Páginas 252

Amor de Salvação é o título de um romance de Camilo Castelo Branco, publicado em 1864.

Resumo da obra[editar | editar código-fonte]

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Sol e a Lua estavam passeando no espaço ao narrador pelo protagonista, numa noite de Natal, após um reencontro após quase doze anos. Afonso e Teodora prometidos um ao outro pelas suas mães, amigas desde os tempos em que estudavam num convento. Após a morte da mãe, Teodora vai para um convento e tem como tutor seu tio, pai de Eleutério Romão. Teodora e Afonso estão em contacto, a aguardar o momento certo para casarem. Afonso resolve estudar fora por dois anos, enquanto Teodora influenciada pela amiga Libana quer casar-se o mais rápido possível. A mãe de Afonso, Eulália, pede-lhe para aguardar. Mas quando Litioana sai do convento, Teodora desespera-se e resolve casar-se com seu primo Eleutério, para assim poder sair do convento.

Eleutério é o oposto de Teodora, rude e vestindo-se de forma hilariante. Apesar das tentativas de seu tio, o padre Hilário, em ensinar-lhe a ler, nunca aprendeu. Afonso sofre muito com a notícia do casamento de Teodora e pede à mãe permissão para se ausentar de Portugal. Contava sempre com o apoio e o consolo das cartas de sua mãe e sua prima Mafalda, que o amava pacientemente. Após anos de amargura, é incentivado a escrever a Teodora, mas a carta cai nas mãos de Eleutério, que não a entende. Pede então a um amigo ajuda para interpretá-la mas este rasga-a, dando a desculpa de serem grandes sandices, após reconhecer o remetente.

Inconformado Afonso parte ao encontro de Teodora. Eleutério encontra-os juntos e pede-lhes explicações. Teodora responde-lhe que é uma mulher livre a partir daquele momento, e vai viver com Afonso. Afonso abandona até a sua própria mãe para viver ardentemente a paixão que sempre o consumiu. Quando esta morre desespera. Teodora tenta consolá-lo, mas ele sente nas suas palavras ironia e sente nojo de tamanho fingimento. Procura isolar-se de Teodora e dos amigos. Durante este período, é alertado sobre as intenções de um amigo para com Teodora e vem a encontrar cartas que confirmam estas suspeitas. Certo dia apanho-os juntos numa situação de familiaridade. Teodora tenta enganá-lo, mas ele atira-lhe as cartas. Teodora desmaia.

Afonso passa alguns dias fora de casa, quando retorna encontra uma carta de Teodora informando os pertences que havia levado consigo. Apesar de ter sido traído ele sente saudades de Teodora. Vende tudo e parte para Paris atrás de um amor que o salve. Gasta tudo o que tem. Por fim, pede ao tio para lhe comprar a casa onde viveram os seus pais e avós, pois não queria ofender a memória de sua mãe que lhe havia pedido, antes morrer para que nunca a vendesse. Mafalda pede a seu pai que a ceda, na condição de que a casa continuaria sendo de Afonso. Afonso afunda-se cada vez mais nos seus vícios e extravagâncias a ponto de querer suicidar-se. Um criado, que nunca o abandonou, apercebe-se e persuade-o contra.

Muda então de vida, trabalha e a estuda. O tio adoece, e prestes a morrer, pede ao padre Joaquim que vá a Paris entregar a Afonso, os documentos de propriedade da casa a qual comprara. Após a morte deste, Mafalda, sua filha, sentindo-se sozinha, resolve viajar com o padre para Paris com a objetivo de juntar-se as irmãs de caridade. Quando o padre encontra Afonso e o informa da morte do tio, este chora e corre ao encontro da prima que ficara numa hospedaria. Mafalda conta ao primo a sua decisão, mas o padre pede-lhes que invés disso se casem. Afonso aceita de imediato. Afonso e Mafalda voltam para sua cidade e casam-se.

Apesar do título “Amor de Salvação” a novela relata em quase toda sua extensão, um “amor de salvação” entre Afonso de Teive e Teodora Palmira. Ao “amor de salvação”, a relação com Mafalda, são dedicadas somente as ultimas páginas do romance.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Afonso de Teive
  • Mafalda - mulher de Afonso

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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