Amphiprion

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Como ler uma infocaixa de taxonomiaAmphiprion
peixe-palhaço
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Pomacentridae
Subfamília: Amphiprioninae
Gênero: Amphiprion
Espécie
Ler texto
Sinónimos
Actinicola Fowler, 1904

Paramphiprion K.F. Wang, 1941

Phalerebus Whitley, 1929

Amphiprion é um género de pequenos peixes com intensa coloração corporal pertencente à subfamília Amphiprioninae da família Pomacentridae, conhecidos e comercializados para aquariofilia sob os nomes comuns de peixe-palhaço e peixe-das-anémonas. O género inclui 30 espécies, todas com distribuição natural nos recifes coralinos dos oceanos tropicais.

Descrição[editar | editar código-fonte]

As espécies assim designadas são nativas de uma vasta região compreendida em águas tépidas do Pacífico, coexistindo algumas espécies em algumas dessas regiões. São famosos devido à relação ecológica de protocooperação que estabelecem com as anémonas-do-mar ou, em alguns casos, com corais. As anémona providenciam-lhes abrigo, apesar dos tentáculos urticantes a que são imunes, devido à camada de muco que os reveste. O peixe-palhaço esconde-se dos predadores nas anémona. Na base das mesmas, botam seus ovos, assegurando a proteção de sua prole. Em retorno, os restos do alimento do peixe-palhaço são utilizados pela anémona. Uma associação que beneficia os dois parceiros.

As populações de peixe-palhaço vivem entre grupos de anémonas-do-mar onde formam pequenas colónias. Em geral, em cada anémona existe um "harém" que consiste em uma fêmea grande, um macho menor e outros machos não reprodutivos ainda menores. Caso a fêmea seja removida, o macho reprodutor muda de sexo, num processo dito protandria, e o maior dos machos não reprodutivos torna-se reprodutivo.[1]

Esta reversão sexual é uma transformação hormonal e ocorre em resposta à necessidade reprodutora da colónia ou do local onde se encontre o grupo.

O colorido corporal da espécie chama a atenção, tornando-a num dos peixes exóticos com maior procura para aquários. A cor laranja e as tiras brancas ou azuladas, bem como a maneira aparentemente desalinhada e desajeitada de nadar, dão sentido ao nome de peixe-palhaço.

O habitat natural da espécie são as águas das regiões pouco profundas dos mares tropicais e subtropicais, principalmente os recifes de coral do Indo-Pacífico, mas podem ser encontrados, em menor quantidade, no Mar Vermelho.

Gêneros e espécies[editar | editar código-fonte]

Na subfamília Amphiprioninae existe 2 gêneros e 30 espécies conhecidas.[2]

Amphiprion:[2][editar | editar código-fonte]

Premnas:[2][editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Peixe-palhaço (Amphiprion ocellaris) no Oceanário de Lisboa
  2. a b c «Fish Identification». www.fishbase.se. Consultado em 19 de dezembro de 2020 

Galeria[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Monografias[editar | editar código-fonte]

  • Gerald R. Allen, Anemonefishes : Their classification and biology, Neptune City, NJ, Tropical Fish Hobbyist Publications, 1972, 288 p. (OCLC 310721635)
  • D.G Fautin et G. R. Allen, Field guide to anemonefishes and their host sea anemones, Perth, WA, Western Australian Museum, 1992 (ISBN 0730952169, lire en ligne)
  • D.G Fautin et G.R. Allen, Field guide to anemonefishes and their host sea anemones : a guide for aquarists and divers, Perth, WA, Western Australian Museum, 1997, Revised edition (ISBN 0730983927)

Artigos científicos[editar | editar código-fonte]

  • Daphne Gail Fautin, "The Anemonefish Symbiosis: What is Known and What is Not", Symbiosis, n.º 10, 1991, p. 23-46 (ISSN 0334-5114 et 1878-7665)
  • Jeff Ollerton, Duncan McCollin, Daphne G Fautin et Gerald R. Allen, "Finding NEMO: nestedness engendered by mutualistic organization in anemonefish and their hosts", Proceedings of the Royal Society B, n.º 1609, 22 février 2007, p. 591-598 (DOI 10.1098/rspb.2006.3758)

+Jack T. Moyer et Roger C. Steene, "Nesting Behavior of the Anemonefish Amphiprion polymnus", Japanese Journal of Ichtyology, vol. 26, no 2, 1979, p. 209-213

  • John Godwin et Daphne G. Fautin, "Defense of Host Actinians by Anemonefishes", Copeia, vol. 1992, no 3, 18 août 1992, p. 902-908

Obras generalistas[editar | editar código-fonte]

  • J.S Nelson, Fishes of the world, Hoboken, John Wiley & Sons, Inc., 2006, 4e éd., 601 p. (ISBN 978-0-471-25031-9, LCCN 2005033605)
  • Helmut Debelius et Rudie H. Kuiter, Atlas mondial des poissons marins, Paris, Ulmer, 2007 (ISBN 978-2-84138-296-5, OCLC 470740074, notice BnF no FRBNF41208815)
  • P. Castro et M. Huber, Marine biology, McGraw-Hill, 2003 (ISBN 9780072937251, OCLC 470740074)
  • Henriette Walter et Pierre Avenas, La Fabuleuse histoire du nom des poissons : Du tout petit poisson-clown au très grand requin blanc, Robert Laffont, 2011 (ISBN 978-2221113561, OCLC 779692713, notice BnF no FRBNF42555033)

Outras publicações[editar | editar código-fonte]

  • M. E. Bloch, J. G. Schneider et J.F. Hennig (desenhador), Systema ichthyologiae iconibus CX illustratum, 1801 (OCLC 7830344, DOI 10.5962/bhl.title.5750), p. 200-206
  • Georges Cuvier, Le Règne animal distribué d'après son organisation : Les reptiles, les poissons, les mollusques et les annélides, t. II, 1817, p. 345-346
  • Georges Cuvier et Achille Valenciennes, Histoire naturelle des poissons, 1830, p. 404-411
  • R. Hertwig, Die Actinien der Challenger-Expedition, Jena, Gustav Fisher, 1882