Amphiprion

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Como ler uma caixa taxonómicaAmphiprion
peixe-palhaço
Amphiprion ocellaris.

Amphiprion ocellaris.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Pomacentridae
Subfamília: Amphiprioninae
Género: Amphiprion
Espécies
Amphiprion allardi
Amphiprion melanopus
Amphiprion clarkii
Amphiprion ocellaris
Amphiprion percula
Amphiprion perideraion
Amphiprion polymnus
Amphiprion sebae
Amphiprion tricinctus
Amphiprion ephippium
Amphiprion frenatus
Amphiprion chrysopterus
Amphiprion akallopisos
Amphiprion nigripes
Amphiprion sandaracinos
Amphiprion rubacinctus
Premnas biaculeatus

Amphiprion é um género de pequenos peixes com intensa coloração corporal pertencente à subfamília Amphiprioninae da família Pomacentridae, conhecidos e comercializados para aquariofilia sob os nomes comuns de peixe-palhaço e peixe-das-anémonas. O género inclui 17 espécies, todas com distribuição natural nos recifes coralinos dos oceanos tropicais.

Descrição[editar | editar código-fonte]

As espécies assim designadas são nativas de uma vasta região compreendida em águas tépidas do Pacífico, coexistindo algumas espécies em algumas dessas regiões. São famosos devido à relação ecológica de protocooperação que estabelecem com as anémonas-do-mar ou, em alguns casos, com corais. As anémona providenciam-lhes abrigo, apesar dos tentáculos urticantes a que são imunes, devido à camada de muco que os reveste. O peixe-palhaço esconde-se dos predadores nas anémona. Na base das mesmas, botam seus ovos, assegurando a proteção de sua prole. Em retorno, os restos do alimento do peixe-palhaço são utilizados pela anémona. Uma associação que beneficia os dois parceiros.

As populações de peixe-palhaço vivem entre grupos de anémonas-do-mar onde formam pequenas colónias. Em geral, em cada anémona existe um "harém" que consiste em uma fêmea grande, um macho menor e outros machos não reprodutivos ainda menores. Caso a fêmea seja removida, o macho reprodutor muda de sexo, num processo dito protandria, e o maior dos machos não reprodutivos torna-se reprodutivo.[1]

Esta reversão sexual é uma transformação hormonal e ocorre em resposta à necessidade reprodutora da colónia ou do local onde se encontre o grupo.

O colorido corporal da espécie chama a atenção, tornando-a num dos peixes exóticos com maior procura para aquários. A cor laranja e as tiras brancas ou azuladas, bem como a maneira aparentemente desalinhada e desajeitada de nadar, dão sentido ao nome de peixe-palhaço.

O habitat natural da espécie são as águas das regiões pouco profundas dos mares tropicais e subtropicais, principalmente os recifes de coral do Indo-Pacífico, mas podem ser encontrados, em menor quantidade, no Caribe e no Mar Vermelho.

Notas

Galeria[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Monografias[editar | editar código-fonte]

  • Gerald R. Allen, Anemonefishes : Their classification and biology, Neptune City, NJ, Tropical Fish Hobbyist Publications,‎ 1972, 288 p. (OCLC 310721635)
  • D.G Fautin et G. R. Allen, Field guide to anemonefishes and their host sea anemones, Perth, WA, Western Australian Museum,‎ 1992 (ISBN 0730952169, lire en ligne)
  • D.G Fautin et G.R. Allen, Field guide to anemonefishes and their host sea anemones : a guide for aquarists and divers, Perth, WA, Western Australian Museum,‎ 1997, Revised edition (ISBN 0730983927)

Artigos científicos[editar | editar código-fonte]

  • Daphne Gail Fautin, "The Anemonefish Symbiosis: What is Known and What is Not", Symbiosis, n.º 10,‎ 1991, p. 23-46 (ISSN 0334-5114 et 1878-7665)
  • Jeff Ollerton, Duncan McCollin, Daphne G Fautin et Gerald R. Allen, "Finding NEMO: nestedness engendered by mutualistic organization in anemonefish and their hosts", Proceedings of the Royal Society B, n.º 1609,‎ 22 février 2007, p. 591-598 (DOI 10.1098/rspb.2006.3758)

+Jack T. Moyer et Roger C. Steene, "Nesting Behavior of the Anemonefish Amphiprion polymnus", Japanese Journal of Ichtyology, vol. 26, no 2,‎ 1979, p. 209-213

  • John Godwin et Daphne G. Fautin, "Defense of Host Actinians by Anemonefishes", Copeia, vol. 1992, no 3,‎ 18 août 1992, p. 902-908

Obras generalistas[editar | editar código-fonte]

  • J.S Nelson, Fishes of the world, Hoboken, John Wiley & Sons, Inc.,‎ 2006, 4e éd., 601 p. (ISBN 978-0-471-25031-9, LCCN 2005033605)
  • Helmut Debelius et Rudie H. Kuiter, Atlas mondial des poissons marins, Paris, Ulmer,‎ 2007 (ISBN 978-2-84138-296-5, OCLC 470740074, notice BnF no FRBNF41208815)
  • P. Castro et M. Huber, Marine biology, McGraw-Hill,‎ 2003 (ISBN 9780072937251, OCLC 470740074)
  • Henriette Walter et Pierre Avenas, La Fabuleuse histoire du nom des poissons : Du tout petit poisson-clown au très grand requin blanc, Robert Laffont,‎ 2011 (ISBN 978-2221113561, OCLC 779692713, notice BnF no FRBNF42555033)

Outras publicações[editar | editar código-fonte]

  • M. E. Bloch, J. G. Schneider et J.F. Hennig (desenhador), Systema ichthyologiae iconibus CX illustratum,‎ 1801 (OCLC 7830344, DOI 10.5962/bhl.title.5750), p. 200-206
  • Georges Cuvier, Le Règne animal distribué d'après son organisation : Les reptiles, les poissons, les mollusques et les annélides, t. II,‎ 1817, p. 345-346
  • Georges Cuvier et Achille Valenciennes, Histoire naturelle des poissons,‎ 1830, p. 404-411
  • R. Hertwig, Die Actinien der Challenger-Expedition, Jena, Gustav Fisher,‎ 1882