André Comte-Sponville

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André Comte-Sponville
Nome nativo André Comte-Sponville
Nascimento 12 de março de 1952 (66 anos)
Paris
Cidadania França
Ocupação filósofo
Influências
Movimento estético ateísmo, humanismo, materialismo
Religião ateísmo

André Comte Sponville (Paris, 12 de março de 1952) é um filósofo materialista francês.

Ex-aluno da École normale supérieure da rue d'Ulm, foi amigo de Louis Althusser. Tornou-se doutor pela Universidade de Paris I: Panthéon-Sorbonne em 1983, com a tese Éléments pour une sagesse matérialiste, orientado por Marcel Conche.

Por muito tempo foi maître de conférences da Panthéon-Sorbonne, da qual se demitiu em 1998 para dedicar-se completamente a escrever e proferir conferências fora do circuito universitário.

Foi membro do Comité consultatif national d'éthique (Comitê Consultivo Nacional de Ética) do seu país de 2008 até 2016.

Comte-Sponville utiliza o referencial de Jean Paul Sartre, que já havia dito que "todos somos responsáveis em alguns" e de Dostoiévski, "somos todos responsáveis por todos, diante do tudo".

Em sua obra O capitalismo é imoral?, que é a transcrição de uma conferência, tenta demonstrar a amoralidade do capitalismo, já que enquanto técnica: a economia é exterior a toda preocupação moral. Sponville define então ordens, no sentido pascaliano do termo

I. ordem econômico-tecno-científica;
II.ordem político-jurídica;
III. ordem da moral;
IV. ordem da ética; e,

V. ordem de amor

Considera a possibilidade de existência de uma outra ordem, a do divino, mas, sendo ateu, pensa que seja dispensável. Mas ele acredita na possibilidade e na necessidade de uma espiritualidade ainda no ateismo. De fato, Comte-Sponville encontra no ateísmo uma fonte mais legítima da Ética, da adoção de valores humanos já não apesar de não acreditar na existência do divino, senão justamente por ser o humano possuidor de consciência e de valores que nao dependem da fé em divindade nenhuma.

Politicamente social-democrata, ao comentar a crise econômica mundial de 2008, declarou:

A esquerda já renunciou à nacionalização. Entendeu que o Estado não é bom para gerar riqueza. Agora, a direita precisa entender que o mercado não serve para criar justiça. Precisamos do mercado para o que está à venda, e do Estado para o que não está.[1]

A respeito da bioética, diz que "não é uma parte da Biologia; é uma parte da Ética, uma parte de nossa resposnabilidade simplesmente humana; deveres do homem para com outro homem, e de todos para com a humanidade." [2]

Bibliografia públicada[editar | editar código-fonte]

  • Traité du désespoir et de la béatitude (2 volumes, 1984-1988)
  • Une éducation philosophique (1989)
  • L'amour la solitude (1992)
  • Petit Traité des Grandes Vertus ("A Small Treatise on the Great Virtues" or "A Short Treatise on the Great Virtues") (1995)
  • Valeur et Vérité (Etudes cyniques) (1995)
  • Impromptus (1996)
  • La sagesse des Modernes
  • L'être temps (1999)
  • Présentation de la philosophie (2000)
  • Le Bonheur, désespérément (2000)
  • Le capitalisme est-il moral? (2004)
  • L'Esprit de l'athéisme (2006)
  • "Le miel et l'absinthe : Poésie et philosophie chez Lucrèce" (2008)
  • "Le tragique de la décision médicale : La mort d'un enfant ou la naissance de l'absurde" (2008)

Referências

  1. Entrevista com André Comte-Sponville."A saída é política, senhor Sarkozy", por Diego Viana e Gabriela Longman. Carta Capital, 14/10/2009.
  2. George Sarmento. Direitos humanos e bioética. [S.l.: s.n.] 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]