Anjem Choudary

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Anjem Choudary
انجم چودهرى
Anjem em 2011.
Nascimento 1967 (50 anos)
Welling, Grande Londres, Inglaterra
Residência Ilford, Grande Londres
Nacionalidade Reino Unido Britânico
Cônjuge Rubana Akhtar
Filho(s) 4
Alma mater Universidade de Southampton
Ocupação Advogado
Ativista
Religião Islâmico

Anjem Choudary (Urdu: انجم چودهرى‎; nascido na Grande Londres, em 1967) é um ativista islâmico, político e social britânico. De pais de origem paquistanesa, Choudary é formado em direito pela Universidade de Southampton. Foi presidente da Sociedade de Advogados Muçulmanos e depois foi um dos principais porta-vozes, entre 2008 e 2010, do grupo islamita Islam4UK.[1]

Junto com Omar Bakri Muhammad, ele ajudou a formar a organização al-Muhajiroun. O grupo organizou várias manifestações e demonstrações anti ocidente, incluindo manifestações controversas consideradas pró-terrorismo, que o obrigou a comparecer numa corte de justiça. O Al-Muhajiroun foi dispersado após o governo britânico declarar a organização ilegal. Estima-se que um em cada cinco terroristas condenados no Reino Unido na última década eram membros do, ou estavam ligados a, al-Muhajiroun, o grupo extremista fundado por Choudary e o pregador Omar Bakri.[2]

Choudary esteve presente e ajudou a formar os grupos islamitas Ahlus Sunnah wal Jamaah e Al Ghurabaa, que também viriam a ser banidos. Ele então se tornou porta-voz do Islam4UK, considerado uma organização terrorista.[1]

Crítico do envolvimento do Reino Unido nas guerras do Iraque e do Afeganistão, Choudary elogiou os responsáveis pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos (a quem chamou "os mártires magníficos")[3] e os atentados a bomba em Londres de 7 de julho de 2005. Ele apoia a implementação da lei islâmica (a Sharia) por todo território britânico e organizou protestos durante a polêmica das caricaturas da Jyllands-Posten sobre Maomé, que o levou a tribunal por ter organizado uma demonstração ilegal. Ele foi processado, embora nenhuma acusação tenha sido feita, após comentários ofensivos feitos em 2006 contra o papa Bento XVI, que na sua opinião deveria ser executado.[4]

No geral, Anjem recebe pouco apoio formal da comunidade muçulmana britânica e é constantemente criticado pela mídia.Em janeiro de 2010, o colaborador do jornal britânico The Guardian, Mehdi Hasan escreveu: "É Choudary um estudioso islâmico cujas opiniões merecem atenção ou consideração? Não. Ele estudou com os principais estudiosos islâmicos? Não. Ele tem alguma qualificação islâmica ou credenciais? Nenhuma. Então, o que lhe dá o direito de pontificar sobre o Islã, os muçulmanos britânicos ou "o fogo do inferno"? Ou proclamar-se um "juiz da Sharia"? ", e alegou que Choudary era "não representativo da opinião muçulmana britânica, nem da opinião antiguerra britânica".[5]

Classificado pela mídia como um "extremista islâmico", Anjem Choudary é conhecido por suas declarações polêmicas.[6][7] Em 2008, ele definiu o natal como uma "data maligna"[8] e chegou a dizer que achava que todos os homossexuais deveriam ser apedrejados até á morte.[9] Nas suas próprias palavras: "Como Muçulmanos, rejeitamos os direitos humanos".[10] Suas falas são, na maioria dos casos, rejeitadas pela comunidade muçulmana na Inglaterra.[11]

Em 28 de julho de 2016, Choudary foi enquadrado na Lei de Terrorismo de 2000 e foi condenado por incitar apoio a organização conhecida como Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Ele é acusado de radicalizar jovens britânicos de origem árabe para lutar na guerra civil síria e no Iraque do lado dos jihadistas.[12]

Em setembro de 2016, foi encarcerado por cinco anos e seis meses por esse motivo Algumas preocupações foram levantadas sobre a estadia de. Choudary em uma prisão britânica por causa do acesso que ele teria a outros criminosos que poderiam ser influenciados por seus pontos de vista.O pregador nascido no norte de Londres é entendido como o tipo de preso que seria trancado em novas unidades especializadas (prisões dentro de prisões), indicaram fontes governamentais da Grâ Bretanha...[13][14][15]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nascido no Reino Unido em 18 de janeiro de 1967, Anjem Choudary é filho de um corretor da bolsa. Estudou na da Mulgrave Primary School, em Woolwich, antes de começar estudos de medicina na Universidade de Southampton, mas desistiu e preferiu estudar Direito. Ele admitiu que tinha bebido álcool e consumido drogas na época.[16][17][18]

Choudary casou-se em 1996 com Rubana Akhtar, cujo trajo habitual é o nicabe, que se juntou também à Al-Muhajiroun, onde ficou à frente da ala feminina da organização. O casal tem cinco filhos.[19][20][21]

Referências

  1. a b "Anjem Choudary: profile". Página acessada em 26 de fevereiro de 2015.
  2. Mendick, Robert e Robert Watts) (26 de Maio de 2013). «Woolwich attack: Calls for Anjem Choudary to be placed under a new terror control order». The Telegraph 
  3. Blumer, Tom (31 de Agosto de 2014). «Terror-Supporting Islamist Finds 'Humor' in Saying '9-11, 7-7, 3-11' During Mic Check Before CNN Interview». Media Research Center 
  4. "Terror-Supporting Islamist Finds 'Humor' in Saying '9-11, 7-7, 3-11' During Mic Check Before CNN Interview". Página acessada em 26 de fevereiro de 2015.
  5. Hasan, Mehdi (4 de janeiro de 2010), Please don't listen to Anjem Choudary, guardian.co.uk, consultado em 26 de fevereiro de 2015 
  6. Anthony, Andrew (7 de Setembro de 2014). «Anjem Choudary: the British extremist who backs the caliphate». The Guardian 
  7. Anthony, Andrew (7 de Setembro de 2014). «A.Choudary, o extremista britânico que apoia o Califado. A.C., o muçulmano radical com ligações a muitos britânicos que combatram na Síria, fala acerce do apedrajamento de mulheres, rejeição da democracia e da liberdade, e porque está tudo OK com as execuções -em inglês no irginal». The Guardian 
  8. Wardrop, Murray (10 de Dezembro de 2008). «Muslim lawyer Anjem Choudary brands Christmas 'evil'». The Telegraph 
  9. Greenhill, Sam (21 de Março de 2009). «All homosexuals should be stoned to death, says Muslim preacher of hate». The Daily Mail. Consultado em 18 de setembro de 2017 
  10. «British Islamist Anjem Choudary: As Muslims We Reject Human Rights». The Middle East Media Research Institute (MEMRI). 11 de Abril de 2013 
  11. Oborne, Peter (20 de janeiro de 2011). «Baroness Warsi was right to speak out: Hatred of Muslims is one of the last bastions of British bigotry». The Daily Telegraph. Consultado em 26 de novembro de 2015 [ligação inativa] 
  12. "Britain's 'most hated man' Anjem Choudary convicted for ISIS support". Página acessada em 16 de agosto de 2016.
  13. Dodd, Vikram (6 de Setembro de 2016). «Anjem Choudary jailed for five-and-a-half years for urging support of Isis». The Guardian 
  14. «Radical cleric Anjem Choudary guilty of inviting IS support». BBC. 16 de Agosto de 2016 
  15. McCann, Kate (21 de Agosto de 2016). «Britain's most dangerous extremists to be locked up in 'prisons within prisons' to prevent radicalisation (Os mais perigosos extremistas britânicos presos em "prisões dentro de prisões" par prevenir radicalização)». The Telegraph 
  16. «Swilling beer and smoking dope... the secret past of hate preacher Anjem Choudary». Daily Mail. 5 de Janeiro de 2010 
  17. Anthony, Andrew (7 de Setembro de 2014). «Anjem Choudary: the British extremist who backs the caliphate -Anjem Choudary, the radical Muslim linked to many Britons who have fought in Syria, talks about stoning women, rejecting democracy and freedom, and why executions are OK». The Guardian 
  18. «The unholy past of the Muslim cleric demanding the Pope's execution». Evening Standard. 19 de Setembro de 2006 
  19. Evans, Martin (17 de Agosto de 2016). «Anjem Choudary's wife now faces police investigation». The Telegraph 
  20. Duguid, Hannah (30 de Junho de 2003). «We want to change the world». The Guardian 
  21. Christys, Patrick (17 de Agosto de 2016). «Anjem Choudary's wife investigated by police for 'promoting Islamic State & blasting Jews' -The wife of convicted terror-backer Anjem Choudary is being investigated by police after being caught on camera allegedly promoting the Islamic State and blasting "filthy Jews".». Express 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]