António Pinheiro
| António Pinheiro | |
|---|---|
| Nascimento | António José Pinheiro 21 de dezembro de 1867 Tavira |
| Morte | 2 de março de 1943 Lisboa |
| Cidadania | Portugal, Reino de Portugal |
| Alma mater | |
| Ocupação | ator, diretor de cinema, roteirista, escritor, professor de teatro |
| Distinções |
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António José Pinheiro (Santa Maria do Castelo, Tavira, 21 de dezembro de 1867 — Encarnação, Lisboa, 2 de março de 1943) foi um ator, realizador, argumentista, escritor e professor português.[1]
Carreira
[editar | editar código]Era filho do sapateiro e, mais tarde, funcionário público António Francisco Pinheiro e de Maria José, ambos também naturais de Tavira (freguesia de Santa Maria).[2]
Estudou teatro no Conservatório Nacional, onde mais tarde viria a ser professor. Fundou a Associação de Actores Dramáticos e publicou diversas obras.[3]
No cinema estreou-se, em 1910, como ator no filme mudo brasileiro Os Milagres de Nossa Senhora da Penha. Em Portugal integrou o elenco de Os Fidalgos da Casa Mourisca e Amor de Perdição, ambos de Georges Pallu.[3][1]
A 14 de outubro de 1917, casou civilmente em Lisboa com Ofélia Casaleiro da Silva (Santiago do Castelo, Montemor-o-Novo, c. 1896), doméstica, filha de José Joaquim da Silva, natural de Évora (freguesia da Sé), e de Júlia Maria da Conceição Antunes da Silva, doméstica, natural de Lisboa (freguesia dos Anjos).[4]
Como realizador, estreou-se no filme mudo Tinoco em Bolandas, tendo também realizado e interpretado Tragédia de Amor, ambos em 1924.[3][5]
A sua última representação em palco foi a de "Cardeal D. Henrique" na peça D. Sebastião, em 1933, no Teatro Nacional D. Maria II.
Tavira, a sua terra natal, homenageou-o atribuindo o seu nome ao Cine-Teatro local.[3][6]
A 2 de março de 1939, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[3][7]
Morreu vítima de carcinoma da próstata a 2 de março de 1943, aos 75 anos, em sua casa, na Travessa do Guarda-Mor (atual Rua do Grémio Lusitano), n.º 21, 2.º direito, freguesia da Encarnação, em Lisboa. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João.[8]
Obras publicadas
[editar | editar código]Publicou os livros: [9]
- Teatro Português, 1901
- Opereta Portuguesa, 1912
- Ossos do Ofício, 1912
- Coisas da Vida (memórias), 1923
- Estética e Plástica Teatral, 1925
- Contos Largos, 1929
Referências
- 1 2 Marreiros, Glória Maria (2001). Quem Foi Quem? 200 Algarvios do Século XX 2ª ed. Lisboa: Edições Colibri. pp. 405–406. ISBN 972-772-192-3
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de Santa Maria - Tavira (1868)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Faro. p. 1v, assento 1
- 1 2 3 4 5 «Teatro em Portugal: António Pinheiro». cvc.instituto-camoes.pt. Instituto Camões
- ↑ «Livro de registo de casamentos da 2.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1917-09-24 - 1917-12-30)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 37 e 37v, assento 37
- ↑ Nascimento, Frederico Lopes / Marco Oliveira / Guilherme. «Cinema Português - António Pinheiro». CinePT-Cinema Portugues. Consultado em 16 de dezembro de 2021
- ↑ «Cineteatro António Pinheiro». CM Tavira. Consultado em 16 de dezembro de 2021
- ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "António Pinheiro". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 25 de julho de 2019
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1942-12-31 - 1943-08-04)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 58v, assento 114
- ↑ «Biblioteca Nacional de Portugal - Obras de António Pinheiro». catalogo.bnportugal.gov.pt. Consultado em 16 de dezembro de 2021
Ligações externas
[editar | editar código]- «António Pinheiro». no IMDb