Theraphosa blondi

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Theraphosa blondi MHNT.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Arachnida
Ordem: Araneae
Família: Theraphosidae
Género: Theraphosa
Espécie: T. blondi
Nome binomial
Theraphosa blondi
(Latreille, 1804)

A aranha-golias-comedora-de-pássaros, também conhecida como aranha-golias ou tarântula-golias, é uma espécie de tarântula (ou caranguejeira) da família Theraphosidae. É considerada o maior aracnídeo do mundo, em massa corporal.[1] Apenas no quesito envergadura, considera-se normalmente a espécie Heteropoda maxima como mais comprida que a aranha-golias.[2]

Endêmica do norte da Amazônia brasileira, não raro é também encontrada na Guiana, no Suriname e na Venezuela. Chamam-na de "comedora de pássaros" porque ela realmente é capaz de abater e devorar um pássaro, além de pequenos roedores, répteis e anfíbios. Apesar disto, a Theraphosa blondi raramente ataca vertebrados adultos.[3]

No século XIX, a naturalista Maria Sibylla Merian produziu uma gravura feita com cobre, onde estavam ilustradas aranhas e formigas. Entre os aracnídeos, estava uma aranha semelhante à Theraphosa blondi, predando um beija-flor.[4]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Essa é uma espécie bastante conhecida por criadores de aranhas, chamando-lhes a atenção o seu tamanho avantajado (que pode chegar a 28 cm ou mais).[1][3] A manipulação só é recomendada por pessoas com experiência, pois apresenta um comportamento muito agressivo. Seus pêlos abdominais são extremamente urticantes, e, como outras caranguejeiras, é capaz de lançá-los em direção aos seus adversários, provocando irritação nas vias respiratórias dos mesmos.[3]

Sua picada, embora seu veneno não seja muito prejudicial aos seres humanos, é capaz de provocar náuseas, transpiração excessiva e bastante dor local, uma vez que suas quelíceras podem chegar a 3 cm de comprimento, capazes de perfurar a pele humana com muita facilidade. Por outro lado, a ação do veneno quando injetado em suas presas é mortal, pois atinge o sistema nervoso central das mesmas, paralisando-as.[3]

Como diversos outros animais semelhantes, geralmente só atacam os seres humanos quando se sentem ameaçados, e nesta situação, como sinal de alerta, emitem um tipo de chiado, graças a órgãos estriduladores que possuem em seu abdômen, característica essa que a maioria das outras espécies de aranhas não possui. Embora essa aranha seja venenosa, na maioria dos casos de ataques a humanos sua picada não resulta em envenenamento, o que costuma ser chamado de "mordida seca".[3]

Habitat[editar | editar código-fonte]

Esta aranha vive nas florestas tropicais úmidas da Amazônia, sendo encontrada geralmente em áreas pantanosas ou alagadiças, onde cava grandes tocas, dentro das quais pode pode se situar a vida inteira. Nestas áreas, as temperaturas variam anualmente de 21 °C a 42 °C (a temperatura média anual é de 28 °C), e a umidade do ar varia de 80% a 90%. Possui hábitos noturnos e é uma excelente caçadora.[3]

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Na natureza, a aranha-golias pode se alimentar de uma gama variada de insetos, no entanto, é comum se alimentarem de animais maiores, incluindo vertebrados. A espécie é conhecida por escalar árvores e atacar os ninhos de pássaros, alimentando-se de filhotes. Também pode atacar pequenos mamíferos roedores, répteis e anfíbios. Já em cativeiro, esses aracnídeos costumam ser alimentados com insetos pequenos, tais como grilos, gafanhotos e baratas. Também apresentam comportamento canibalístico, podendo atacar outras aranhas de sua própria espécie.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Largest spider». Guinness World Records. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  2. «Giant Huntsman Spider: World's Largest Spider By Leg Span». Live Science. 14 de novembro de 2014. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  3. a b c d e f g «Goliath Bird-Eating Tarantula» (PDF). Zoológico de Cincinnati. Consultado em 10 de agosto de 2017 
  4. Herzig, Volker; King, Glenn F. (2013). "The Neurotoxic Mode of Action of Venoms from the Spider Family Theraphosidae". In Nentwig, Wolfgang. Spider Ecophysiology. p. 203. [S.l.: s.n.] 


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