Argapetes

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Argapetes (em grego: Αργαπετες), referido em persa como (h)argbed ou (h)arkpat (persa médio: hlgwpt; parta: ʾrkpty/hrkpty) e em árabe como asgabed, foi um alto ofício no Império Parta e Império Sassânida.

História[editar | editar código-fonte]

A etimologia da palavra é incerta. Dependendo da etimologia preferida, argapetes foi variadamente descrito como "comandante da fortaleza" e, mais recentemente, "coletor de impostos" e "chefe das finanças".[1][2] Uma das menções mais precoces do título ocorre num pergaminho grego de Dura Europo que pode ser datado de ca. 121, onde cita-se o arcapates eunuco Fraates, um membro do secto dum governador parta chamado Manesos. Na Pérsia próximo ao fim do século II, o eunuco Tiri foi o argapetes da fortaleza de Darabgerde sob a autoridade do rei de Estachar. Seu sucessor foi Artaxes I, filho de Pabaco, o futuro fundador da dinastia sassânida. Além deles, no Talmude babilônico menciona-se um alto oficial da corte parta portando o mesmo título sob as formas alqafṭā, arqafṭā, arqabṭā.[3]

Nos anos 264-267 um alto oficial palmirense, Sétimo Vorodes, foi titular do posto de argapetes. Na inscrição bilíngue de Paiculi de 293 do xá sassânida Narses I (r. 293–302), cita-se um argapetes chamado Sapor que pertencia a alta hierarquia do Estado; ele aparece numa lista de dignitários imperiais logo abaixo do nome dos membros da realeza e antes dos ofícios de vitaxa (que antes aparecia primeiro) e azarapates.[3] Menandro Protetor nomeia um dos dignitários que receberam os enviados romanos na corte de Narses em 297 ou 298 como o ascapetes Barsaborsos. Os representantes do xá no concílio de Selêucia-Ctesifonte em 410 foram o grão-framadar Cosroes-Isdigerdes e Miranes Sapor da família do argapetes. Segundo o estudioso árabe Tabari, o ofício de argapetes foi mais importante que o de adrastadaram salanes (comandante-em-chefe do exército).[4]

Referências

  1. Frye 1984, p. 223-24.
  2. Szemerényi 1975, p. 366-75.
  3. a b Chaumont 1986, p. 400-401.
  4. Shayegan 2003, p. 93-95.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Frye, R. N. (1984). The History of Ancient Iran. Munique: C.H. Beck 
  • Szemerényi, O. (1975). «Iranica V (nos 59-70)». Monumentum H. S. Nyberg II, Acta Iranica 5. Teerã e Liège: Peeters Publishers