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Arisco

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Arisco
Razão socialArisco Industrial Ltda.
Empresa de capital fechado
AtividadeAlimentícia
Fundação1969 (57 anos)
EncerramentoFevereiro de 2000 (como empresa)
SedeGoiânia, GO,  Brasil
Proprietário(s)Unilever
PresidenteJoão Alves de Queiroz Filho[1]
Empregados5.800 (em 2000)
ProdutosCondimentos
Achocolatados
Produtos de limpeza
Esponjas de aço
Temperos
Sopas
Maioneses
Alimentos enlatados
FaturamentoBaixa R$ 1,5 bilhão (1999)
Websitewww.arisco.com.br

Arisco é uma marca brasileira de produtos alimentícios para receitas, pertencente à multinacional anglo-neerlandesa Unilever.

Entre os anos de 1969 e 2000, a Arisco foi uma grande empresa brasileira atuante no setor de gêneros alimentícios, produtos de higiene pessoal e limpeza, sendo uma das mais influentes durante os anos 1990.

História

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Foi fundada em 1969[2], com uma produção de tempero em pasta (sal temperado). Desde então, no início da década de 1970, além da pasta, a Arisco entrou em franca expansão, comprando outras empresas da área de alimentos.

Nas décadas de 1980 e 1990, a marca já em visão nacional, passou a fabricar atomatados, caldos e sopas, amido de milho, pó para refresco, achocolatado, maionese, mostarda, ketchup e macarrão instantâneo e cremes de queijo. Nesta época, a linha Arisco começou a ser exportada para vários países.

Neste período, a Arisco Industrial, seu nome empresarial na época, realizou as seguintes aquisições:[3][4]

1992 - Colombo (indústria e marca de geleias de mocotó).

1993 - Rabechi & Cia (produtos de limpeza Biju).

1993 - Beira Alta (marca de molhos e conservas).

1994 - Kinoko (marca de conservas finas).

1995 - Inbasa (marca de geleias de mocotó).

1996 - Pardelli & Cia (fabricante e então detentora das marcas Assolan e Pertuto).

1997 - Copisi (Argentina, possuía três fábricas de alimentos no seu país).

1997 - Palmeiron (marca de molhos e conservas).

No ano de 1995, o Goldman Sachs, um dos maiores bancos de negócios dos Estados Unidos, vira sócia da Arisco ao adquirir 20% da empresa por 70 milhões de dólares.[5][3]

Em 1998, a Arisco inaugura sua quarta fábrica de alimentos na Argentina, visando a produção de azeites de oliva e conservas.[3]

Em fevereiro de 2000, foi vendida por João Alves de Queiroz Filho para a multinacional americana Bestfoods, por meio da Refinações de Milho Brasil (RMB) por 490 milhões de dólares[6], que por sua vez foi adquirida no mesmo ano pela Unilever. [1] [7]

Antigos bens vendidos

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A Arisco, enquanto empresa (1969 - 2000), foi dona de várias marcas de bens de consumo, como Mágico (achocolatado), Frisco (refrescos em pó), Palmeiron (condimentos), Assolan (esponjas de aço e de limpeza) e Biju (Lava roupas e produtos de limpeza). Devido ao desinteresse de sua nova controladora, Unilever, pelos tais mercados, foi vendido à diversas outras empresas.

O achocolatado Mágico foi revendido para a PepsiCo, fabricante do também achocolatado Toddy.

A segunda, o refresco Frisco, que já foi uma grande concorrente do Tang no Brasil, foi vendida em 2009 ao grupo potiguar Santa Clara, fabricante dos cafés Santa Clara e Três Corações.

A terceira, Palmeiron, produtora de molhos, conservas e geleias, foi vendida para o grupo pernambucano ASA, então fabricante de lava roupas em pó. Na ocasião, a tradicional marca Vitamilho, originária da RMB, antiga líder na produção de Flocão de Milho também foi adquirida pelo conglomerado nordestino, selando sua entrada no segmento alimentício.

Já a quarta, Assolan foi revendida para João Alves de Queiroz Filho, antigo controlador da Arisco, no ano de 2002, mais tarde foi adquirido pela empresa de fármacos e produtos de limpeza Ypê.[8][9]

Arisco atualmente

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A Arisco ainda existe, porém apenas como uma marca da Unilever. Atualmente, a marca oferece produtos como temperos, caldos, sopas, maioneses, geleias entre outros.[10]

Referências

  1. 1 2 Grupo dos EUA assume controle acionário da Arisco[ligação inativa] (Diário do Grande ABC - 7/2/2000). Página visitada em 08 de março de 2013.
  2. «Cópia arquivada». Consultado em 13 de novembro de 2014. Arquivado do original em 23 de novembro de 2014
  3. 1 2 3 O tempero deu certo (Revista Veja - 01/7/1998). Página visitada em 08 de março de 2013.
  4. Servido?[ligação inativa] (Revista Exame - Edição 0702 - 01/12/1999). Página visitada em 08 de março de 2013.
  5. Vergili, Rodney (4 de setembro de 1995). «Abertura atrai bancos de investimento». Folha de S.Paulo. Consultado em 29 de abril de 2026
  6. Gaspar, Malu (8 de fevereiro de 2000). «Compra da Arisco por US$ 490 mi sairá hoje». Folha de S.Paulo. Consultado em 29 de abril de 2026
  7. História da Arisco Arquivado em 1 de janeiro de 2011, no Wayback Machine..
  8. Começar de novo[ligação inativa] (Revista Exame - Edição 0759 - 05/2/2002). Página visitada em 08 de março de 2013.
  9. O replay da Arisco (Revista Istoé Dinheiro - 08/5/2002). Página visitada em 08 de março de 2013.
  10. http://www.arisco.com.br/

Ligações externas

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