Bambaras

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Bambara, Bamana
BambaraSenegal.jpg
Povo Bambara no vale superior do rio Sénégal, 1890. (ilustração do Coronel Frey, da costa ocidental da África, 1890, Fig.49 p.87)
População total

2,700,000 (2005)

Regiões com população significativa
Mali, Guiné, Senegal, Burkina Faso,Níger,
Línguas
Bambara
Religiões
Islamismo
Grupos étnicos relacionados
Mandinka, Soninke, Diola, outros grupos falantes do Mande.
O centro histórico do povo bambara.
Bambara figura feminina, Mali, entre o final do século XIX e início do XX. Madeira. African Art Museum, Smithsonian.

Os Bambaras (Bamana na sua própria língua, ou algumas vezes Banmana) são um povo que vive no oeste de África, principalmente no Mali mas também na Guiné, Burkina Faso e Senegal.[1][2] Condidera-se que eles estão entre os maiores grupos étnicos Mandés, e são o grupo Mandé dominante no Mali, com 80% da população a falar a língua bambara, independentemente da etnia.

Nome[editar | editar código-fonte]

Permanece o debate sobre a significado exato do nome "Bamanan".[3] Há quem defenda que que o nome Bamana significa "Aqueles que rejeitam a Deus" ("infiel" ou "bárbaro") derivada das palavras mandés Ban (rejeitar ou rebelar-se) e ana (Deus). no entanto parece pouco provável que os vizinhos muçulmanos, na época antes da conversão, denominassem os Bamana na sua própria língua, e os Bamana aceitaram efectivamente "o seu" Deus ou Deuses, tornando-se assim num nome improvável para se atribuírem a si próprios. Algumas pessoas Banmana, indo noutro sentido, traduziram o nome como "aceitação de nenhum mestre". Não há nenhum consenso na origem do nome ou significado do nome. Provavelmente, o nome Banmanaé uma transliteração inexata de "Banmana" do francês.

História[editar | editar código-fonte]

Os Bambaras tiveram origem como uma secção nobre do povo Mandinka, os fundadores do Império Mali no século XIII. Tanto Mandingas como Bambaras são parte do grupo étnico Mandés, cuja história pode ser documentada até locais próximos a Tichitt (agora parte do Deserto do Saara no sul da Mauritânia), onde os centros urbanos começaram a surgir antes de 1 500 a.C.. Em 250 a.C. um subgrupo Mandé, os Bozos, fundou a cidade de Djenne. Entre 300 d.C. e 1100 d.C. os Soninkes Mandé dominaram o Sudão Ocidental, governando o Império Gana. Quando o Império Songhai Mandé se dissolveu após 1600 d.C., muitos grupos falantes de Mandé ao longo da parte superior da bacia do rio Níger voltaram em direção ao interior. Os Bambaras ressurgiram nestes meios com a ascensão do Império Bambana nos anos 1740.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Zyama.com «Tribal African Art Bambara (Bamana, Banmana)» Verifique valor |url= (ajuda). Zyama.com - African Art Museum. Consultado em 8 de julho de 2008 
  2. den Otter, Elisabeth; Esther A. Dagan (1997). Puppets and masks of the Bamana and the Bozo (Mali) - from The Spirit's Dance in Africa Galerie Amrad African Arts Publications [S.l.] 
  3. Djata, Sundiata A. K. (1997). The Bamana Empire by the Niger: Kingdom, Jihad and Colonization 1712-1920. Princeton, NJ: Markus Wiener Publishers. ISBN 1558761314 
  • Imperato, Pascal James (1970). «The Dance of the Tyi Wara»: 8–13, 71–80 
  • Le Barbier, Louis (1918). Études africaines : les Bambaras, mœurs, coutumes, religions. Paris [s.n.] p. 42  (em francês)
  • McNaughton, Patrick R. (1979). «Bamana Blacksmiths»: 65–66, 68–71, 91 
  • Pharr, Lillian E. (1980). Chi-Wara headdress of the Bambara: A select, annotated bibliography. Washington DC: Museum of African Art, Smithsonian Institution. OCLC 8269403 
  • Roberts, Richard L. (1987). Warriors, Merchants and Slaves: The State and the Economy in the Middle Niger Valley 1700-1914 [S.l.: s.n.] ISBN 0804713782 
  • Roberts, Richard L. (1980). «Production and Reproduction of Warrior States: Segu Bambara and Segu Tokolor»: 389–419 
  • Tauxier, Louis (1942). Histoire des Bambara. Paris: P. Geuthner. p. 226  (em francês)
  • Wooten, Stephen R. (2000). «Antelope Headdresses and Champion Farmers: Negotiating Meaning and Identity through the Bamana Ciwara Complex»: 18–33, 89–90 
  • Zahan, Dominique (1980). Antilopes du soleil: Arts et rites agraires d'Afrique noire A. Schendl ed. Paris [s.n.] ISBN 3852680697 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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