Língua bambara
| Bambara Bamanankan | ||
|---|---|---|
| Falado(a) em: | ||
| Total de falantes: | 14 milhões de pessoas[1] | |
| Família: | Nigero-congolesa Mandê Centro-sudoeste Bambara | |
| Escrita: | Alfabeto N'ko Alfabeto latino Alfabeto Ma-sa-ba | |
| Estatuto oficial | ||
| Língua oficial de: | | |
| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | bm
| |
| ISO 639-2: | bam | |
| ISO 639-3: | bam
| |
O Bambara ou Bamana, conhecido localmente como Bamanankan (N’Ko:ߒߞߏ, literalmente "som bamana(n)"), é uma língua falada principalmente no Mali, mas também em alguns países vizinhos, como Burquina Fasso, Costa do Marfim e Gâmbia, no oeste da África, com aproximadamente 14 milhões de falantes.[1] Entre esses, cerca de 4 milhões de pessoas, pertencentes ao grupo étnico bambara, têm o bambara como língua materna. Serve como língua franca no Mali onde estima-se que cerca de 80% da população o utilize como língua materna ou segundo idioma.

Classificação
[editar | editar código]O bambara pertence a um grupo de línguas próximas entre si localizados no ramo centro-sudoeste do grupo das línguas mandê, que por sua vez se insere dentro da família de línguas nigero-congolesas.[1] Geralmente, os falantes nativos consideram determinadas línguas mandé como sendo mutuamente inteligíveis. É o caso do bambara, onde as diferenças entre ele e o diúla, utilizado extensivamente em Burquina Fasso, Costa do Marfim e Gâmbia, são mínimas.
História
[editar | editar código]A origem do bambara está diretamente relacionada ao surgimento dos bamanas. Porém, estes não têm proveniência totalmente comum.[2][3] Não existem documentos que relatam o surgimento desse povo. As informações existentes foram transmitidas pela tradição oral, por meio dos griôs (chamados "jeli" em bambara), que conheciam linhagens de todas famílias reais e a história do país. O povo aprendia sobre a história através dos griôs, que cantavam nas ruas e em cerimônias (principalmente casamentos). Assim sendo, os dados mais precisos datam o surgimento dos bambara a partir do século XI, no Império do Gana. Durante esse Império, nas terras ao sul, viviam os grupos mandês que falavam tanto bambara quanto outras línguas (como mandingas, julas etc.).[4]
Após o fim do Império do Gana no século XIII, com a submissão ao Império do Mali, os grupos mandês já estavam mais definidos e separados, se organizando em grandes aldeias - principalmente mandingas e bambaras - reunidas em territórios com caráter de Estado.[5] Nesse momento, o bambara ainda não possuía escrita, sendo uma língua passada de geração em geração de forma oral.
Com a chegada do século XVII, o Império do Mali entrou em decadência, sendo dominado pelos Songais, que construíram o Império Songai nos antigos territórios Mali. A partir desse período, os bambara realizaram grandes migrações, estabelecendo-se nas terras do atual Mali, onde permanecem até hoje.
Depois de se fixarem próximo ao delta interior do rio Níger, na região de Segu (atual Mali), o povo bambara começou a crescer e assim a língua bambara passou a ser mais conhecida e falada. No século XX, começou a sofrer muita influência do francês, devido à colonização francesa na região oeste da África. Presentemente, é uma das principais línguas mandês vigentes.
Distribuição Geográfica
[editar | editar código]Falado na África Oriental, na área acima do rio Níger, em alguns países como: Mali, Costa do Marfim, Gâmbia, Mauritânia, Níger, Burquina Fasso e Senegal.
Status Oficial
[editar | editar código]O Bamana, é a língua franca do Mali, terceira língua da Costa do Marfim e quinta língua do Senegal, sendo considerada como língua reconhecida (de acordo com 1982, Decreto No. 159 de 19 Julho, artigo 1) de nível 4 (EGIDS). Há instituições, além dos lares e comunidades, que usam e ensinam o idioma, de modo que a língua está em constante crescimento.[1]
Dialetos
[editar | editar código]Existem muitos dialetos locais, porém a principal divisão é entre o Bambara padrão e os dialetos rurais.Esses dialetos são falados em vários níveis de proficiência diferentes por 80% da população do Mali. Alguns dialetos rurais são: Somono (Kombye), Segou, San, Beledugu, Ganadugu, Sikasso e Wasulunkakan (Maninkakan, Wasulu, Wassulunka, Wassulunke, Wassulu, Wasuu).[1]
Fonologia
[editar | editar código]Vogais
[editar | editar código]O bambara possui sete vogais orais, /a/, /ɛ/, /ɔ/, /e/, /o/, /u/, /i/, sendo /a/ a vogal mais presente na língua. Além dessas, existem as vogais nasais, caracterizadas pela vogal oral nasalizada. Na escrita, as vogais nasais são representadas pela vogal oral seguida da letra <n> , <an>, <ɛn>, <ɔn>, <en>, <on>, <un>, <in>. São utilizadas de maneira arbitrária em certas palavras (como em bán, 'finalizar' ou kón, 'intervalo') e de maneira menos frequente que as orais.[6]
| anterior | central | posterior | |
|---|---|---|---|
| fechada | i | u | |
| semifechada | e | o | |
| semiaberta | ɛ | ɔ | |
| aberta | a |
O quadro das vogais bambara é muito similar ao quadro das vogais do português brasileiro.
Consoantes
[editar | editar código]São 19 consoantes existentes.[6] O <p> bilabial oclusivo surdo é raro, usado geralmente como inicial e para expressar uma noção semântica de intensidade (ex: pélepele, 'completamente').
| bilabial | labiodental | dental | palatal | velar | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| oclusiva | p | b | t̪ | d̪ | c | ɟ | k | g | |
| fricativa | f | ð | ʝ | ɣ | |||||
| nasal | m | n | ɲ | ŋ | |||||
| aproximante lateral | l̪ | ||||||||
| aproximante | w | y | |||||||
Tons
[editar | editar código]O bambara é uma língua tonal, usando as diferenças de altura de maneira distintiva. Os dois tons existentes são o tom alto (h), representado por um acento agudo (‘), e o tom baixo (b), representado por um acento grave (`). Todos os tons verificados são a combinação desses dois tons. A atribuição tonal é arbitrária, exceto no caso dos verbos emprestados do francês, que são sempre altos.
Para entender os tons do bambara, é preciso analisar seus esquemas tonais, ou seja, as configurações de tons que formam um padrão para um conjunto de palavras da língua (Dumestre, 2003). Em mais de 90% das palavras, somando todas as classes, são usados dois esquemas: um alto (h) e um ascendente (a). Nas demais são usados esquemas menores, que são muito mais variáveis.
Escritas
[editar | editar código]Alfabeto Ma-Sa-Ba
[editar | editar código]Foi desenvolvida por Woyo Couloubayi (1910-1982), habitante da aldeia Assatiémala, do povo Masasi, na região de Kaarta, em 1930. O sistema de escrita tinha um total de 123 caracteres e, segundo Woyo, foi-lhe revelado durante uma noite de reflexão.[7] Essa escrita foi progressivamente abandonada com o passar dos anos.
Alfabeto N’Ko
[editar | editar código]Alfabeto criado especialmente para as línguas mandê por Soloma Kante em 1949, após ter ouvido um jornalista europeu comparando as línguas indígenas africanas com o barulho dos pássaros, por serem ambos “incompreensíveis”.[8] Em N’Ko existem 26 consoantes e 7 vogais, juntamente com uma escrita feita da direita para a esquerda.[9] Apesar de não ser o mais utilizado pelo bambara nos dias de hoje, ainda é ensinado e possui uma data de comemoração, dia 14 de abril. N'Ko significa 'Eu disse' em todas as línguas mandê.
| N'Ko | alfabeto latino |
|---|---|
| ߙ | r |
| ߘ | d |
| ߗ | ch |
| ߖ | j |
| ߕ | t |
| ߔ | p |
| ߓ | b |
| ߡ | m |
| ߟ | l |
| ߞ | k |
| ߝ | f |
| ߜ | gb |
| ߛ | s |
| ߚ | rr |
| ߒ | n' |
| ߦ | y |
| ߥ | w |
| ߤ | h |
| ߣ | n |
| ߢ | ny |
| N'Ko | alfabeto latino |
|---|---|
| ߐ | ɔ |
| ߏ | o |
| ߎ | u |
| ߍ | ɛ |
| ߌ | i |
| ߋ | e |
| ߊ | a |
Tons
[editar | editar código]A escrita N’Ko contém 7 diacríticos que marcam os 2 tons existentes, inseridos acima de vogais (curtas ou longas), que podem admitir esquemas tonais distintos (alto, baixo, ascendente e descendente).[9]
| alto | baixo | ascendente | descendente | |
|---|---|---|---|---|
| curta | ||||
| longa |
Existe uma versão N'Ko da Wikipédia desde 2019, com 435 usuários e 468 artigos.
Exemplo de escrita em N’Ko:
Alfabeto Latino
[editar | editar código]Devido à colonização francesa no Mali, o alfabeto latino se tornou o alfabeto mais usado em bambara, onde sofreu alguns ajustes ao seu sistema fonológico. O alfabeto latino prevê mais consoantes do que a língua bambara (como o <v>). Em contrapartida, esse alfabeto tem cinco vogais, enquanto a língua bambara tem sete, adicionando dois símbolos novos (<ɛ> e <ɔ>). De modo geral, o <ɛ> equivale a <é> em português, enquanto o <ɔ> equivale ao <ó> em português.
São poucos os que sabem ler e escrever em bambara, mesmo 80% da população falando a língua, uma vez que os alunos do Mali aprendiam a ler e escrever apenas em francês até o final do século XX. Após esse período, o Ministério da Educação do país modificou o currículo para começar a educação das crianças em bambara e introduzir o francês aos poucos. Existe um pouco de resistência com relação a este currículo, mas as escolas que estão, de fato, implementando tais mudanças mostram resultados promissores na valorização da língua.[10]
| bilabial | labiodental | dental | palatal | velar | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| oclusivo | p | b | t | d | c | j | k | g | |
| fricativo | f | r | s | h | |||||
| nasal | m | n | ɲ | ŋ | |||||
| aproximante lateral | l | ||||||||
| aproximante | w | y | |||||||
A maioria das letras é pronunciada como no francês, exceto em dois casos específicos:
1- d e t, que são pronunciadas em francês como [d͡ʒ] e [t͡ʃ] em ‘diamant’ e ‘tien’.
2- in no final de palavras, que é pronunciado mantendo o valor do i. Opostamente em francês, o n é pronunciado em detrimento do i, como em ‘moulin’ .[11]
Já em comparação ao português brasileiro, as letras bambara são pronunciadas majoritariamente de forma diferente, tendo pronúncias comuns apenas:
1- p e b, oclusivas bilabiais
2- f, fricativa labiodental
3- m, nasal bilabial
Na escrita latina, os tons bambara são representados por dois diacríticos, um acento agudo e um acento grave, representando tom alto e baixo, respectivamente.
| alto | ´ |
| baixo | ` |
Morfossintaxe
[editar | editar código]O bambara pertence à família das línguas analíticas, em que cada palavra normalmente corresponde a um conceito. Essa língua consiste em muitas palavras monossilábicas de pronúncia fácil para falantes de francês e português e algumas polissilábicas (quase todas com terminação vocálica). Se existir uma palavra com pronúncia difícil, ela deve ser estrangeira, provavelmente árabe.[12]
Além disso, bambara é uma língua aglutinativa, tendo o radical (seja substantivo, adjetivo ou verbo) sempre intacto. Sua morfologia, portanto, se resume à justaposição do radical com um elemento auxiliar, sufixo ou prefixo.
A justaposição é imediata quando a relação entre os termos é íntima e logicamente necessária ou quando um dos termos é um nome deverbal. Abaixo estão exemplos da justaposição imediata com relação de posse, nos quais as palavras destacadas são os elementos auxiliares:
samba-fa, ‘pai do samba’ (lit. samba pai)
dyougoû-boli, ‘a fuga dos inimigos’(lit. inimigos fuga)
Quando um termo for um nome de ação ou um particípio passado, a justaposição é feita pela intercalação da partícula ka entre os dois termos.
Exemplo:
demba ka bougolé, ‘aquele que Demba bateu’ (lit. Demba aquele bateu)
Ordem das palavras
[editar | editar código]A língua bambara tem a estrutura sujeito-objeto-verbo (SOV), onde o sujeito consiste em um grupo nominal (substantivo simples ou pronome). Exemplo:
Birama ye liburu kalan
Sujeito marca objeto verbo
Birama passado livro ler (Birama leu o livro)
Nomes
[editar | editar código]O gênero dos substantivos não é marcado para objetos inanimados. Para seres vivos, quando quer se deixar o sexo explícito, adiciona-se ao final do nome a marca kè, ‘homem’ ou mouso, ‘mulher’, destacada nos exemplos abaixo.
| neutro | masculino | feminino |
|---|---|---|
| den, 'criança' | den-kè, 'menino' | den-mouso, 'menina' |
| Sô, 'cavalo' | Sô-kè, 'cavalo macho' | Sô-mouso, 'égua' |
| Oulou, 'cão' | Oulou-kè, 'cão macho' | Oulou-mouso, 'cadela' |
Já o plural dos nomes é formado pela adição da desinência ou (destacada abaixo).
| singular | plural |
|---|---|
| Ma, 'um homem' | Mâou, 'homens' |
| Misi, 'bovino' | Misiou, 'bovinos' |
| Dén, 'criança' | Denou, 'crianças' |
Nas palavras terminadas em ou no singular, o plural é indicado pela inserção de um acento circunflexo sobre a vogal u. Exemplo:
Dousou, 'alma'
Dousoû, 'almas'
Os pronomes pessoais possuem a mesma forma dos pronomes possessivos e sempre permanecem inalterados, independentemente de sua função. Nos casos de reflexividade, os pronomes da segunda pessoa do singular, primeira do plural e terceira do plural sofrem alteração, ficando i, anou e olou.
| bambara | português | |
|---|---|---|
| primeira pessoa singular | Né | eu, meu/minha |
| segunda pessoa singular | E, I | você, seu/sua |
| terceira pessoa singular | A | ele/ela, dele/dela |
| primeira pessoa do plural | An, anou | nós, nosso/nossa |
| segunda pessoa do plural | Aou | vocês, de vocês |
| terceira pessoa do plural | Ou, olou | eles/elas, deles/delas |
É comum a forma né de primeira pessoa do singular sofrer transformação para m em contexto de fronteira de palavra iniciada por b, m ou p. Em negrito abaixo, está demonstrada a transformação da primeira pessoa. Exemplos:
M’ba, ‘minha mãe’
M’m’a mé, 'eu não entendo'
M’bé kénéa san kosobé, 'estou me recuperando bem agora'
Verbos
[editar | editar código]Os verbos bambara não possuem conjugação por gênero, número ou pessoa. Dessa maneira, podem ser abordados por três pontos: auxiliares, cópulas e sufixos derivacionais.[13] Os auxiliares também funcionam como uma marca de enunciado que indica polaridade negativa/positiva. Abaixo, exemplos com a marca bɛ de enunciado do tempo presente afirmativo e a marca tɛ negativo:
N’bɛ taa, ‘eu vou’
U’tɛ bɔ Faransi, ‘eles não são da França’
Auxiliares
[editar | editar código]Existe apenas um auxiliar que também é uma cópula, variando sua função dependendo da sentença em que se encontra. Os auxiliares são responsáveis pela formação dos diversos tempos verbais, apresentados na seguinte forma: infinitivo invariável (igual ao radical) + auxiliar (também invariável, correspondente a cada tempo). Listados a seguir estão os tempos e modos verbais com seus respectivos auxiliares.
| afirmativa | negativa | |
|---|---|---|
| presente | bɛ | tɛ |
| pretérito imperfeito | toumbé | tounté |
| pretérito | ye | ma |
| pretérito mais-que-perfeito | tounyé | toumma |
| futuro | na | tna |
Exemplos (auxiliares destacados):
Birama ye liburu kalan, 'Birama leu o livro' (lit. Birama livro leu)
N’ye kono fâ, 'Eu matei um passarinho' (lit. eu passarinho matei)
Sanu bɛ baara kɛ, 'Sanu trabalha' (lit. Sanu trabalho faz)
| afirmativa | negativa |
|---|---|
| tounna | tounta |
Exemplo:
N’tounta kono bougo, "Eu não teria batido no passarinho' (lit. eu não passarinho bati)
| afirmativa | negativa |
|---|---|
| ka | kana |
Exemplo:
N’ka kono bougo, 'que eu bati no passarinho' (lit. eu passarinho bati)
Cópulas
[editar | editar código]Cada cópula expressa uma ideia diferente na construção da frase:
- don expressa o verbo "ser" de forma existencial, equivalente ao verbo be em inglês (ex: Ne don, 'sou eu');
- bɛ expressa ideia ou ação (ex: Tile bɛ, 'está ensolarado');
- ye, inserida antes e depois do nome, expressa o foco do assunto pelo qual o nome é identificado (ex: Nin ye wulu ye, 'isso é um cachorro'). Na negativa, o primeiro ye é substituído por tɛ (ex: Nin tɛ wulu ye, 'isso não é um cachorro');
- ka e sua forma negativa man, relacionam nome e adjetivo (ex: N ka yan, 'eu sou alto'; N man yan, 'eu não sou alto').
Sufixos derivacionais
[editar | editar código]Para transformar o verbo num substantivo agente, são usados os sufixos la (na depois de nasal), baga ou baa. La só pode ser sufixado em verbos transitivos.
Exemplos: móbili bòli, 'dirigir carro'; móbili-bòli-la, 'motorista'
à kàlan, 'ler algo'; kàlan-baga, 'leitor'
kisi, 'salvar'; kisi-baa, 'salvador'
Para indicar instrumento, é adicionada a partícula lan (nan após vogal ou consoante nasais). Pode ser sufixada à qualquer verbo.
Exemplos: sìgi, 'sentar'; sìgi-lan, 'cadeira'
dátugu, 'cobrir'; dátugu-lan, 'tampa'
Para formação de nomes deverbais, é inserido o sufixo li (ni depois de nasal) no verbo.
Exemplo: wúli, 'levantar'; wúli-li, 'o levantar'
Por último, para indicar o resultado de uma ação, é sufixada a partícula len (nen depois de nasal) ao verbo.
Exemplo: bìn, 'cair'; bìn-nen, 'caído'
Vocabulário
[editar | editar código]Amostra de texto: Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos em Bambara.[14]
Sariyasen fɔlɔ
Hadamaden bɛɛ danmakɛɲɛnen bɛ bange, danbe ni josira la. Hakili ni taasi b’u bɛɛ la, wa u ka kan ka badenɲasira de waleya u ni ɲɔgɔn cɛ
Tradução
Artigo 1
Todos os humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Eles são dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade
| Segunda-feira | Terça-feira | Quarta-feira | Quinta-feira | Sexta-feira | Sábado | Domingo |
| N’knén | Talâta | Ouaraba, waraba | Alamisa | Guédiouma, guédioumadi | Sibiri, n’sibiri | Kari (n’-) |
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| kelen | fila | saba | naani | duuru | wòoro | wolonfla | segi | kòno ntò | tan |
| Bom dia | i ni sógóma (para uma pessoa), aw ni sógóma (mais de uma pessoa) |
| Boa noite | I ni sou |
| Com licença | Hakɛto |
| Obrigado | Barika-da |
| Bem-vindo | I ni chè |
| Como é seu nome? | I tɔgɔ ko di |
| Meu nome é | N tɔgɔ ko |
| Sim | ɔwɔ |
| Não | Ayi |
| Não estou entendendo | N m’à faamu |
| OK | Ayiwa |
Uso na mídia
[editar | editar código]A língua bambara é utilizada por jornais e emissoras de TV no Mali. Além disso, também é reconhecida pela ONU (Organização das nações Unidas), tendo uma tradução da Declaração Universal dos Direitos Humanos para essa língua.
Referências
- ↑ a b c d e «Bamanankan». Ethnologue (em inglês). Consultado em 22 de abril de 2021
- ↑ Tauxier, Louis (1871-1942) Auteur du texte (1942). Histoire des Bambara / par Louis Tauxier,... (em francês). [S.l.: s.n.]
- ↑ «Domínio Público - Pesquisa Básica» (PDF). www.dominiopublico.gov.br. Consultado em 22 de abril de 2021
- ↑ Moussa, Travélé,. Petit dictionnaire français - bambara et bambara - français. 1913 [vielm. 1944]. [S.l.]: Geuthner. OCLC 251307890
- ↑ História Geral da África IV: África do século XII ao XVII. [S.l.: s.n.]
- ↑ a b Dumestre, G. (1 de janeiro de 2003). Grammaire fondamentale du bambara (em francês). [S.l.]: KARTHALA Editions
- ↑ Sampaio, Adovaldo Fernandes (2009). Letras e Memória – Uma Breve História da Escrita. [S.l.]: Atelie Editorial
- ↑ Oyler, Dianne White (2001). «A Cultural Revolution in Africa: Literacy in the Republic of Guinea since Independence». The International Journal of African Historical Studies (3): 585–600. ISSN 0361-7882. doi:10.2307/3097555. Consultado em 22 de abril de 2021
- ↑ a b America, N'Ko Institute of. «N'Ko Alphabet | N'Ko Institute of America» (em inglês). Consultado em 25 de abril de 2021
- ↑ Galtier, Gérard (1987). «Un exemple d'écriture traditionnelle mandingue : le «masaba» des Bambara-Masasi du Mali». Journal des africanistes (1): 255–266. ISSN 0399-0346. doi:10.3406/jafr.1987.2174. Consultado em 22 de abril de 2021
- ↑ Émile., Sauvant, (2009). Grammaire bambara. [S.l.]: BiblioBazaar. OCLC 489644690
- ↑ Morse, Emile L. (setembro de 2002). «Evaluation Methodologies for Information Management Systems». D-Lib Magazine (9). ISSN 1082-9873. doi:10.1045/september2002-morse. Consultado em 22 de abril de 2021
- ↑ Ermisch, Sonja. «Structure of Bambara». Goethe-Universität Frankfurt am Main. Structure of Bambara
- ↑ https://www.ohchr.org/EN/pages/home.aspx Em falta ou vazio
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