Banda Azul

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Banda Azul
Informação geral
Origem Belo Horizonte, Minas Gerais
País  Brasil
Gênero(s) MPB, rock, pop, pop rock, reggae, jazz
Período em atividade 1986 - 1994
2012 - atualmente
Gravadora(s) Bompastor
Gravadora Independente
Integrantes Guilherme Praxedes (Vocal, teclado)
Edu Matheus (Violão, Guitarra)
Nehemias Dogmas (Baixo)
Dudu Guitarra (Guitarra)
Dudu Batera (Bateria)
Ex-integrantes Janires (falecido)
Moisés di Souza
Ezequias Filho
Ruben di Souza

Banda Azul é uma banda brasileira de música cristã. Esse grupo se destacou por mesclar em letras bíblicas vários ritmos, dentre eles o rock, pop, reggae, baião e a MPB.

Formações[editar | editar código-fonte]

A Banda Azul foi formada em Belo Horizonte, Minas Gerais e contou inicialmente com a participação de Janires Magalhães Manso, fundador da banda Rebanhão como vocalista, Guilherme Praxedes nos teclados e vocal, Moisés di Souza no baixo e vocal, além de Dudu Batera na bateria e Dudu Guitarra na guitarra. Com a morte de Janires, o tecladista Guilherme Praxedes assumiu a função de vocalista principal do grupo. Ruben di Souza também esteve no conjunto, a partir de 1989.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O músico Janires Magalhães Manso, fundador do grupo Rebanhão deixa-o com alguns discos e obras produzidas. Do Rio de Janeiro, muda-se para Belo Horizonte com seu violão com objetivo evangelístico,[2] onde fez parte da Mocidade para Cristo, pregando e cantando nos eventos, além de apresentar um programa na rádio, chamado Ponto de Encontro, tendo lançado um LP de nome homônimo, como uma coletânea de canções suas, do grupo Rebanhão, e de outros artistas. Janires também gravou dois compactos com o Quarteto Vida.[3]

Na mesma época, Moisés di Souza, Eduardo da Costa (Dudu Batera) e Guilherme Praxedes, após participarem e ganharem um festival de música o Festsêmani em 1986; passaram a frequentar o "clubão" da Mocidade para Cristo e conheceram Eduardo dos Santos (Dudu Guita), que se tornou o guitarrista da banda. Finalmente, conheceram Janires e este tornou-se o vocalista do grupo, que na época ainda se chamava MPC.[4]

Área de embarque no Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, onde Janires e Moisés estiveram em abril de 1987.

Durante um acampamento realizado pela MPC na cidade de Passos em novembro de 1986, com Moisés di Souza, Dudu Guita, Dudu Batera e Guilherme Praxedes surgiam as primeiras canções do primeiro disco da Banda Azul. Entusiasmados, seus membros se reuniam cerca de três a quatro vezes por semana para ensaiar, definir arranjos, unir e comentar as letras que vinham surgindo. Segundo um dos membros do grupo, a evolução musical a cada ensaio era notável.[3]

Em abril de 1987, o grupo iria fazer seu primeiro show, indo para o Rio de Janeiro. No Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, Janires e Moisés comiam num restaurante, quando os dois olharam para uma o rótulo de uma bebida europeia, intitulada Banda Azul. Aquele nome agradou de Janires, que disse a Moisés que esse deveria ser o nome da banda.[3]

Ainda durante a viagem, os dois relembravam e riam do ocorrido na rodoviária, pois achavam o nome estranho. Ao usar o nome MPC, a situação era inviável, pois a cada evento seus membros tinham que explicar a sigla, e pior, tal nome pertencia à instituição religiosa a qual eram ligados. O primeiro evento com o nome "Banda Azul" foi realizado na capital fluminense, onde a banda se apresentou ao lado de Sinal de Alerta, Paulo César Graça e Paz e Cristina Mel. O produtor do evento ainda perguntou à banda o por quê daquele nome, e Janires respondeu: "É que entre nós não existe racismo. É azul claro pra um lado, e azul escuro pra outro."[3]

A Banda Azul começava a divulgar "Canção das Estrelas", e com o Som do Céu, um evento que reuniu quinze mil jovens na Praça do Papa em Belo Horizonte, o grupo se tornava notório na cidade e aos poucos no Brasil. A banda já recebia uma série de convites que enchiam a agenda do conjunto.[3] Segundo o cantor Carlinhos Veiga, só em Goiânia a Banda Azul havia se apresentado seis vezes naquele ano.[5]

Com a popularidade da banda, surgiu então a vontade de gravar o primeiro trabalho do conjunto. Ao voltar de uma viagem nos Estados Unidos, Janires estava feliz e se sentia inspirado para um novo projeto, e desde então o grupo se dedicou à gravação de Espelho nos Olhos.[3] Em julho daquele ano, a banda estava no Rio de Janeiro, gravando a obra no Estúdio 464.[5] Segundo Moisés di Souza, com os cuidados e o carinho em cada detalhe do disco já era possível prever a qualidade do trabalho.[3]

Antes da finalização do projeto, na madrugada de 11 de janeiro de 1988, em Três Rios, município do Rio de Janeiro, o ônibus em que Janires estava se envolve em um acidente. O cantor estava partindo da capital fluminense em direção a um culto, e morreu. Quase mil pessoas estavam esperando por sua chegada na MPC, mas Janires não apareceu. O cantor também não teve a oportunidade de ter em suas mãos seu último disco finalizado e sequer conferir o projeto gráfico. Com sua morte, Moisés di Souza declarou que Espelho nos Olhos "já era histórico antes mesmo de ser lançado".[3][5][4]

Porém a banda continuou em atividade, lançando seu disco no Palácio das Artes, no dia 31 de maio de 1988.[6]

Em pouco tempo a Banda Azul ficou famosa em todo o Brasil e também no exterior. Em 1989, foram à Bolívia e chegaram a gravar um programa especial para a rede de televisão educativa de Cochabamba, além de realizarem espetáculos em La Paz e Santa Cruz de la Sierra. Neste mesmo ano, gravaram o segundo LP, Final do Túnel.

Em 1994, a Banda Azul fez sua última apresentação na cidade de Araraquara no estado de São Paulo. A banda encerrou suas atividades, mas depois disso seus integrantes chegaram a se reunir três vezes, em ocasiões especiais, sendo uma delas o Mixtocrente em 2000, no Expominas.

Em 2012, a mídia especializada divulgou que, após dezesseis anos em hiato, a banda voltou, com uma nova formação. Uma canção com a participação de Nívea Soares e novo disco serão lançados.[7]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Entrevista com Ruben di Souza». Lagoinha. Consultado em 17 de abril de 2012 
  2. «Como nasceu a música gospel». Gospel Sete. Consultado em 18 de agosto de 2012. Cópia arquivada em 18 de agosto de 2012 
  3. a b c d e f g h «Amigo é Coisa pra se guardar!... Janires». Moisés di Souza. Consultado em 18 de agosto de 2012 
  4. a b «Entrevista com Moisés di Souza, ex-integrante da Banda Azul». Missão Gospel. Consultado em 20 de junho de 2013 
  5. a b c «Saudades do Amigo». Carlinhos Veiga. Consultado em 18 de agosto de 2012 
  6. Souza, Salvador de. «Breve Histórico do Rock Evangélico». Arquivo Gospel. Consultado em 17 de abril de 2012 
  7. Cleris Cardoso (16 de abril de 2012). «Após 16 anos, a Banda Azul está de volta com nova formação». Super Gospel. Consultado em 17 de abril de 2012 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rock do Senhor, Jornal Estado de Minas, caderno Espetáculo, página 6, 25 de março de 2000.
  • O gospel Rock da Banda Azul é atração no palácio das artes, Jornal Estado de Minas, segunda seção, página 3, 17 de junho de 1992.
  • O Rock religioso da Banda Azul em cartaz, hoje, no Cabaré, Jornal Hoje em Dia, caderno Cultura, página 28, 11 de julho de 1989.
  • Banda Azul lança hoje seu elepê "Espelho nos olhos", Jornal Estado de Minas, página 6, 31 de maio de 1988.
Flag of Brazil.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Brasil é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.