Brasília Futebol Clube

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Brasília
Brasília Futebol Clube.png
Nome Brasília Futebol Clube
Alcunhas Colorado Candango
Torcedor/Adepto Colorado
Mascote Avião
Fundação 2 de junho de 1975 (40 anos)
Estádio Mané Garrincha
Capacidade 69.349
Presidente Brasil Luís Felipe Belmonte
Treinador Brasil Omar Feitosa
Patrocinador Brasil Montemor Empreendimentos
Material esportivo Itália Givova
Competição Distrito Federal (Brasil) Campeonato Brasiliense
Brasil Copa do Brasil
Brasil Copa Verde
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Sul-Americana
2015
Distrito Federal (Brasil) DF 2015
Brasil CV 2015
Brasil CB 2015
Flags of the Union of South American Nations.gif SA 2015

Vice-campeão
Quartas de Final
1ª fase
Oitavas de Final
2014
Distrito Federal (Brasil) DF 2014
Brasil CV 2014
Brasil CB 2014

Vice-campeão
Campeão
1ª Fase
Website brasiliafc.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
editar

O Brasília Futebol Clube, ou simplesmente Brasília, é um clube de futebol brasileiro, sediado na cidade de Brasília, no Distrito Federal. Foi fundado em 2 de junho de 1975, sob o nome de Brasília Esporte Clube e tornou-se um dos primeiros clubes-empresa do Brasil, em 8 de novembro de 1999, passando a se chamar Brasília Futebol Clube. Suas cores são o vermelho e o branco, motivo pelo qual também é conhecido como Colorado.

É o clube de futebol profissional mais antigo em atividade no Distrito Federal, sendo o time do Distrito Federal que mais vezes disputou a 1ª Divisão do Campeonato Brasileiro com sete participações (1977, 1978, 1979, 1981, 1983, 1984 e 1985). Seus principais títulos são 1 Copa Verde (2014) e 8 Campeonatos Brasilienses.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

O início da história do Brasília[1] coincide com o começo da profissionalização do futebol no Distrito Federal. O futebol na cidade de Brasília vem desde sua construção, quando trabalhadores e operários das construtoras começaram a formar times que levavam os nomes das próprias construtoras, como, por exemplo, o Defelê, do Departamento de Força e Luz. Essas equipes foram disputando campeonatos amadores ao longo dos anos, dado que não havia organização necessária para a profissionalização do futebol, pois várias equipes eram extintas à medida que as construtoras deixavam a cidade. Até houve uma tentativa de profissionalização, quando foram organizados, simultaneamente, campeonatos profissionais e amadores em 1964, 1965 e 1966, mas a iniciativa acabou não dando certo e o futebol em Brasília voltou a ser amador. Essa situação perdurou até 1976, quando o futebol candango se profissionalizou de vez.

Com a franca expansão do futebol brasiliense, os membros da Associação Comercial do Distrito Federal, nos idos de 1969, planejavam criar uma equipe de futebol, mas esbarravam no receio de a ideia não dar certo, visto que o futebol local ainda era amador. Vendo que a iniciativa do CEUB dera certo, sendo a primeira equipe do Distrito Federal a participar do Campeonato Brasileiro, os empresários da ACDF decidiram, por fim, criar o Brasília Esporte Clube.

No dia 2 de junho de 1975, numa reunião na sede da Associação, os empresários, liderados por José da Silva Neto, votaram o estatuto de criação e elegeram o próprio Silva Neto como presidente do clube. Na discussão para a escolha das cores do recém-fundado clube, o ex-dentista da Seleção Brasileira nas Copas de 58 e 62, Mário Trigo, sugeriu que fossem adotados as cores vermelha e branca, em alusão ao tradicional America do Rio de Janeiro, sugestão essa que foi prontamente acolhida.

Evolução dos escudos do Brasília.

Apogeu e crise[editar | editar código-fonte]

O Brasília, mantido pela Associação Comercial do Distrito Federal, manteve a hegemonia no futebol local, ganhando oito títulos entre 1976 e 1987, recorde somente superado nos anos 2000 pelo Gama. Foi também o mais frequente representante do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro, com sete participações na primeira divisão nacional, numa época em que todos os campeões estaduais tinham vaga assegurada na elite.

No final dos anos 90, em crise e se aproveitando da Lei Pelé, tornou-se o primeiro clube-empresa totalmente privado do Brasil. Um grupo de oito sócios liderados pelo médico Ênio Marques fundou a empresa Brasília Promoções e Participações Desportivas S/A e comprou, por preço simbólico, o departamento de futebol do Brasília Esporte Clube, mudando seu nome para Brasília Futebol Clube. As tradicionais cores vermelha e branca foram trocadas pelo verde, amarelo e azul, com a justificativa de ter uma identidade maior com o Brasil.[2]

A nova administração, no entanto, não obteve sucesso. Afundado em dívidas, o Brasília acabou sendo rebaixado para a segunda divisão local em 2001. Cortando despesas, o clube passou a ter a estrutura bancada pelo Gama, que cedeu seu elenco de juniores, em preparação para a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2002. O presidente do Gama, Wagner Marques, ex-presidente do próprio Brasília, assumiu todos os custos e trocou as cores do clube, resgatando as cores originais vermelha e branca. A parceria surtiu efeito e o clube conseguiu reerguer-se e conquistar a segunda divisão estadual. [2]

Após um novo rebaixamento em 2002 e a não-participação no campeonato de 2005, o Brasília chegou até a então terceira divisão do Distrito Federal em 2006. Recuperando-se nas temporadas seguintes, chegou a um vice-campeonato em 2009.

Renascimento[editar | editar código-fonte]

Em 2011, após um novo revés nos campos, o advogado Luis Carlos Alcoforado compra o clube, dando início a um processo de valorização das categorias de base, culminando com o título do Campeonato Brasiliense de Juniores de 2013 e com a campanha na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2014, competição em que foi eliminado nas oitavas de final, depois de disputa de pênaltis contra o São Paulo. Antes disso, havia eliminado o Botafogo, por 3 a 0. [3]

O time principal conquistou o acesso em 2012 e foi campeão do primeiro turno do Campeonato Brasiliense de Futebol de 2013 (Taça JK), e teve o privilegio de inaugurar o novo Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha na grande final daquele ano, sendo vice-campeão.

Copa Verde[editar | editar código-fonte]

Em 2014, o clube se sagrou o primeiro campeão da Copa Verde, vencendo nas penalidades o Paysandu Sport Club.[4]

Ninguém acreditava no Brasília, que a princípio era apenas figurante na competição. A Copa Verde reuniu representantes dos estados das regiões Norte e Centro-Oeste, exceto Goiás, cuja Federação rejeitou a possibilidade de seus times participarem do torneio. A Federação Goiana não quis alterar o calendário do seu campeonato estadual para que os times do estado participassem.[5] . A Copa reuniu também um representante do Espírito Santo.

O Brasília enfrentou apenas campeões estaduais durante a competição e, surpreendentemente, foi campeão logo no primeiro ano de disputa. O CENE do Mato Grosso do Sul foi o primeiro clube a ser derrotado pelo Brasília. Em seguida, o Brasília passou em dois jogos emocionantes pelo Cuiabá, o atual campeão mato-grossense e que havia rebaixado na última rodada da Série C do ano anterior o rival do colorado, o Brasiliense, ao vencê-lo por 2x1 em pleno Estádio Boca do Jacaré. O mesmo Brasiliense enfrentou o Brasília nas semifinais. O jacaré, atual campeão candango, venceu por 2x0 na ida, porém na volta o colorado se impôs e venceu sem dificuldades o Brasiliense por 3x0. O jogo ficou marcado pela invasão de campo da torcida do Brasiliense no fim do jogo, indignada pelo resultado e pela má-fase que assombrava o time. [6]

Na decisão, o Brasilia enfrentou o atual campeão paraense Paysandu que figurou como o principal favorito ao título durante toda a competição. No primeiro jogo da final, em Belém, com o Mangueirão quase lotado, o Brasília não se intimidou com o estádio e se lançou ao ataque com rapidez. O Paysandu logo se deu conta que a partida não seria tão fácil como os torcedores acreditavam, vencendo por apenas 2x1 e deixando a final aberta para o jogo de volta.

No jogo com o público recorde do campeonato, mais de 50 mil torcedores foram ao estádio da Copa do Mundo, o Mané Garrincha. Os torcedores do Paysandu compareceram em peso à capital federal; cerca de 8 mil torcedores viajaram para Brasília. Os outros 42 mil torcedores candangos vibraram em um jogo que foi decidido nos pênaltis, após o Brasília vencer por 2x1 a partida no tempo normal. O artilheiro da Copa Verde, Lima, teve a chance de garantir o título ao Paysandu, mas o goleiro Arthur salvou fazendo grande defesa, se redimindo, já que nas quatro cobranças anteriores ele sequer havia chegado perto de defender alguma. O Brasília venceu apenas na oitava cobrança, garantindo o resultado de 7x6 nas penalidades. Na última cobrança, Fernando, do Colorado, chutou no local onde o goleiro do Paysandu pulou, porém este espalmou a bola no travessão que bateu e entrou, para delírio dos mais de 40 mil torcedores do Colorado.

Com a conquista, o Brasília também foi o primeiro time do Distrito Federal a participar de uma competição de nível internacional, a Copa Sul-Americana de 2015. Esta final também simbolizou o maior público da história para um jogo de um time de Brasília.

Porém, no dia 28 de julho de 2014, o STJD retirou o título do Brasília, devido à escalação irregular de quatro jogadores na final do torneio, concedendo o título ao Paysandu.[7] No dia 1 de agosto, contudo, o Brasília conseguiu um efeito suspensivo da decisão, retomando o título temporariamente.[8] A resolução final do caso seria julgada pelo Tribunal Pleno do STJD no dia 14 de agosto, mas foi adiada por conta do mau tempo. Finalmente, depois de muito tempo, o STJD confirmou que o título e a vaga para a Copa Sul-Americana de 2015 eram do Brasília.

Campanha na Copa Verde[editar | editar código-fonte]

Oitavas de Final[editar | editar código-fonte]

Quartas de Final[editar | editar código-fonte]

Semifinal[editar | editar código-fonte]

Final[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

REGIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Trophy(transp).png Copa Verde 1 2014
METROPOLITANOS
Competição Títulos Temporadas
Distrito Federal (Brasil) Campeonato Brasiliense 8 1976, 1977, 1978, 1980, 1982, 1983, 1984 e 1987
Distrito Federal (Brasil) Taça JK 1 2013
Distrito Federal (Brasil) Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão 2 2001 e 2008
Campanhas de destaque
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
Central-West Region in Brazil.svg Copa Centro Oeste 0 (não possui) 1 (1984) 0 (não possui) 1 (1981)
Distrito Federal (Brasil) Campeonato Brasiliense 8 (1976, 1977, 1978, 1980, 1982, 1983, 1984 e 1987.) 7 (1979, 1995, 1997, 2009, 2013, 2014, 2015) 6 (1981, 1985, 1986, 1992, 1994, 2000) 0 (não possui)

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Temporadas do Brasília

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2016
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Distrito Federal (Brasil) Campeonato Brasiliense 33 Campeão (8 vezes) 1976 2016 2
Trophy(transp).png Copa Verde 3 Campeão (2014) 2014 2016
Brasil Campeonato Brasileiro 7 32º colocado (1985) 1977 1985 1
Série B 3 4º colocado (1983) 1980 1987
Série C 3 30º colocado (1997) 1995 2000
Série D 3 10º colocado (2010) 2010 2013
Copa do Brasil 4 1ª Fase (3 vezes) 2010 2016
Flags of the Union of South American Nations.gif Copa Sul-Americana 1 Oitavas de final (2015) 2015 2015

Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

Brasil Brasil Flags of South American Conmebol Members.gif América do Sul Centro-Norte Distrito Federal (Brasil) Distrito Federal
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental Copa Verde Campeonato Brasiliense
Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Fase Máxima Div. Pos.
2007 C Não classificado 3D
2008 C Não classificado 2D
2009 D 19º 9 8 2 3 3 14 15 1D
2010 D 10º 12 10 3 3 4 14 13 1F 1D
2011 D Não classificado 1D
2012 D Não classificado 2D
2013 D 35º 5 8 1 2 5 8 14 1D
2014 D Não classificado 1F C 1D
2015 D Não classificado 1F CS R16 QF 1D
2016 D A definir A disputar Ad 1D A disputar


Legenda:
     Campeão.
     Vice-campeão.
     Eliminado na semifinal.
     Classificado à Copa Sul-Americana.
     Rebaixado à divisão inferior.
     Promovido à divisão superior.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Jogador
Brasil Arthur
Brasil Welder Aurora
Brasil Márcio Fernandes
Defensores
Jogador Pos.
Brasil André Oliveira Z
Brasil Índio Z
Brasil Raphael Andrade Z
Brasil Dedê LD
Brasil Thiago LD
Brasil Santos LE
Brasil Marquinhos LE
Brasil Murilo LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Pedro Ayub V
Brasil Daniel Vargas V
Brasil Willian M
Brasil Fernandinho M
Brasil Victor Hugo M
Brasil Bruno M
Brasil Alisson M
Atacantes
Jogador
Brasil Anjinho
Brasil Giba
Brasil Bruno Morais
Brasil Kléber
Brasil Michel Platini
Brasil Fabinho
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Omar Feitosa T

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Uniformes atuais[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa vermelha, calção e meias vermelhas;
  • 2º - Camisa branca, calção e meias brancas.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Primeiro Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Segundo Uniforme

Uniformes dos goleiros[editar | editar código-fonte]

  • Cinza com detalhes verdes;
  • Azul com detalhes vermelhos.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
'
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
'

Rivalidade[editar | editar código-fonte]

Brasília x Gama[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Brasília x Gama

Brasília x Brasiliense[editar | editar código-fonte]

Com a má fase do Gama, Brasília e Brasiliense tomaram o posto de dois maiores do Distrito Federal e estão figurando como dois grande rivais. A rivalidade é perceptível, já que enquanto os candangos que não torcem para o jacaré apoiam o bom momento vivido pelo colorado. Os torcedores do Brasiliense cada vez mais estão torcendo contra, visto que o clube está perdendo o posto que foi dele por muito tempo como o maior do DF. Se em 2009 e 2013 o Brasiliense ganhou o título candango em cima do Brasília, o colorado deu o troco e eliminou o Brasiliense duas vezes só em 2014, pela Copa Verde e pelo Campeonato Brasiliense. [9]

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Treinador Período
Brasil Humberto Ramos 2010
Brasil Wilson Moreira 2011
Brasil Déo Carvalho 2011-2012
Brasil Gauchinho 2013
Brasil Marcos Soares 2013-2014
Brasil Luís Carlos Carioca 20142015
Brasil Omar Feitosa 2015

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 109º
  • Pontuação: 443 pontos[10]

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol para pontuar todos os clubes do Brasil[11] .

Referências

  1. Históra do Brasília FC Arquivos Clubes
  2. a b "História". Brasiliafutebolclube.com.br. Consult. 5 de maio de 2014. 
  3. "Campeão da Copa Verde, Brasília aposta na base para se destacar". Estadão.com.br. 23 de abril de 2014. Consult. 5 de maio de 2014. 
  4. Globoesporte.com (21 de abril de 2014). "Brasília conquista Copa Verde nos pênaltis e vai à Sul-Americana". Globoesporte.com. Consult. 21 de abril de 2014. 
  5. João Paulo Di Medeiros (09 de outubro de 2013). "Sem interesse, futebol goiano fica fora da Copa Verde". Terra. Consult. 19 de maio de 2014. 
  6. Globoesporte.com (26 de março de 2014). "Torcida invade campo e parte para cima de jogadores do Brasiliense". Globoesporte.com. Consult. 26 de março de 2014. 
  7. "Caso Copa Verde: STJD pune Brasília, e Paysandu fica com título e vaga na Sul-Americana". Yahoo! Esporte Interativo. 28 de julho de 2014. Consult. 16 de agosto de 2014. 
  8. "Brasília consegue reverter decisão e é, novamente, campeã da Copa Verde". Superesportes. 2 de agosto de 2014. Consult. 16 de agosto de 2014. 
  9. Brasilia x Brasiliense Esporte Calango
  10. RNC - RANKING NACIONAL DOS CLUBES 2015 Confederação Brasileira de Futebol - acessado em 11 de dezembro de 2014
  11. Cruzeiro lidera o Ranking Nacional de Clubes 2015 CBF

Ligações externas[editar | editar código-fonte]