Carcamano

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O termo carcamano tem diferentes acepções no Brasil. Em São Paulo e em partes da Região Sul é uma uma designação pejorativa dada aos italianos e seus descendentes. Em outras partes do Brasil, como no Maranhão, Piauí e Ceará, a palavra foi no passado usada para identificar judeus e árabes.[1]

O termo carcamano tem origem no italiano "calca mano"[2] [3],tal associação deriva do fato que feirantes e pequenos comerciantes discretamente forçavam (calcavam) as suas mãos nas balanças, para que estas registrassem um peso maior, e assim as mercadorias seriam vendidas por um valor maior que o peso real. Como à época a maioria desses comerciantes eram italianos e descendentes, o termo se popularizou para designação desse grupo étnico. Popularmente pronunciada "carcá as mano" no dialeto paulistano tradicional,vale a pena lembrar que mais de 70% dos italianos que vieram para o Brasil se fixaram no estado de São Paulo, principalmente na capital paulista.[4] No início do século XX, o italiano e seus dialetos eram tão falados quanto o português na cidade. A fala dos imigrantes fundiu-se à dos locais dando origem a subdialetos no dialeto próprio da cidade de São Paulo.

Imigrantes árabes (sírios e libaneses), japoneses, espanhóis e portugueses, também tiveram grande importância no desenvolvimento do falar paulistano, agregando novos termos ao dialeto local, embora tendo pouco impacto sobre o soar do dialeto paulistano, assim como se deu com a integração do italiano ao dialeto local. O livro "Brás, Bexiga & Barra Funda", de Alcântara Machado, os sambas de Adoniram Barbosa e Demônios da Garoa e os poemas modernistas de Juó Bananere, retrataram historicamente a influencia italiana sobre o dialeto Paulistano/Paulista.

Referências