Carcass

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Carcass
Carcass 31.jpg
Carcass no Gods of Metal festival 2008 em Bologna, Itália.
Informação geral
Origem Liverpool, Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) No início
Goregrind
Death metal

Depois
Death metal melódico
Death 'n' roll

Período em atividade 1985-1996
2007-atualmente
Gravadora(s) Sony
Earache
Integrantes Bill Steer
Jeffrey Walker
Daniel Wilding
Ben Ash
Ex-integrantes Ken Owen
Sanjiv
Mike Hickey
Carlo Regadas
Daniel Erlandsson
Michael Amott

Carcass é uma banda de metal extremo do Reino Unido formada em 1985, usualmente considerada a criadora do estilo goregrind e também do death metal melódico. Seus discos Necroticism - Descanting the Insalubrious (1991) e Heartwork (1993) costumam figurar nas listas de melhores discos de death metal da história.[1] No ano de 2007, seus ex-integrantes reuniram-se por tempo indeterminado, para a realização de algumas apresentações e uma turnê mundial.[2] Em 2013 gravaram seu álbum de retorno, chamado Surgical Steel, que estreou marcando presença nas paradas musicais do mundo todo.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Formado em 1985, em Liverpool, o Carcass contava com Bill Steer (guitarra), Jeff Walker (baixo), Ken Owen (bateria) e Sanjiv (vocal). Um ano depois, Sanjiv (vocal) saiu da banda e não houve mais notícias. O único material onde ele participa é a primeira demo do grupo, Flesh Ripping Sonic Torment. Ao passo disto, o guitarrista Bill Steer foi para o Napalm Death, outra banda de Grindcore. Mas Steer não abandonou o Carcass, ele considera o Napalm Death era seu trabalho paralelo. Esses acontecimentos resultaram em um período de inoperância na banda. O período foi curto, e para provar que o Carcass estava novamente à ativa, em 1987, sem o vocalista Sanjiv, o conjunto começa a trabalhar como um trio. Os vocais mais urrados e guturais ficavam por conta de Bill Steer, e o baixista Jeff Walker cuidava dos vocais "gritados".

O guitarrista Bill Steer em show com o Carcass.

Em 1988, o Carcass lança seu primeiro álbum intitulado Reek of Putrefaction. A capa, que dispensa comentários, trazia fotos de pessoas mortas, corpos em decomposição, mutilados e despedaçados. Este disco se tornaria um clássico do grindcore, por sua inovação. No entanto, a qualidade da gravação deste disco deixa bastante a desejar, vindo a melhorar no segundo disco.

Na lacuna de tempo entre o lançamento Reek e o segundo álbum, Ken Owen adquiriu um bumbo duplo para o seu kit de bateria, permitindo então o uso de pedal duplo para a composição das novas músicas. Jeff Walker afirma que esta foi uma das principais razões para que Bill Steer levasse a banda mais a sério e deixasse o Napalm Death, para se dedicar integralmente ao Carcass.

Symphonies of Sickness, o segundo álbum, teve uma produção melhor, com a ajuda de Colin Richardson. Este álbum apresenta uma estrutura mais similar ao death metal, com passagens de riffs mais complexos e solos de guitarra mais lentos.[4] Na segunda metade da turnê do Symphonies um segundo guitarrista já se apresentava na banda, Michael Amott, que viria a integrar permanentemente o grupo. Seu trabalho já é notado no segundo Peel Sessions e no terceiro álbum já havia sua contribuição em criações.

Necroticism - Descanting the Insalubrious mostrou composições mais intrincadas, além de solos de guitarra e produção melhorados. Apesar da adição de Amott, Steer ainda fazia todas as funções de guitarra rítmica, com Amott apenas contribuindo com solos e um riff.[5] Carcass deu novamente suporte ao álbum com inúmeros shows, enquanto fazia parte da tour 'Gods of Grind' da Earache junto a Cathedral, Entombed e Confessor na Europa e nos Estados Unidos.

Jeff Walker e Ben Ash durante show do Carcass na Alemanha em 2014.

O EP The Tools of the Trade foi lançado em 1992 para coincidir com a "Gods of Grind" tour.

O quarto disco da banda, Heartwork, foi lançado no fim de 1993. Representou uma mudança radical no som para muitos fãs, eliminando os vocais brutais de Steer e as letras de gore clínicas.[6] Novamente, Steer gravou todas as bases de guitarra, dessa vez por Amott ter perdido seu passaporte na Índia (impossibilitando-o de volta a tempo para a Inglaterra para gravar). As estruturas das canções, enquanto ainda contendo partes musicalmente complexas, eram mais simples, em alguns casos usando a fórmula verso/refrão/verso.

Após o lançamento de Heartwork, o Carcass assinou contrato global com a Columbia Records, que esperava por sucesso comercial, sugerindo até para Jeff Walker mudar seu estilo de canto. Michael Amott deixou a banda depois que Heartwork foi gravado, e foi substituído temporariamente por Mike Hickey, que mais tarde deu lugar a Carlo Regadas.

Reunião[editar | editar código-fonte]

Em 2006 Jeff Walker concedeu entrevistas admitindo a possibilidade de uma reunião do Carcass até 2007. Segundo ele, Michael Amott quer muito a volta da banda. Tudo dependeria de uma posição de Bill Steer, uma vez que Ken Owen não participará mas não se opôs à ideia de ser substituído por outro baterista.

Em setembro de 2007 Michael Amott disse a uma revista sueca que ele, Bill Steer e Jeff Walker se reuniram para ensaiar músicas antigas da banda, contando com o baterista do Arch Enemy Daniel Erlandsson no lugar de Ken Owen.[7] O objetivo era tocar em festivais de verão europeus de 2007 mas isso não foi possível. No mês seguinte a banda foi confirmada na edição de 2008 do festival alemão Wacken Open Air.[8]

Após mudanças na formação, em 2013 eles gravaram um novo disco intitulado Surgical Steel.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Carcass no Brasil[editar | editar código-fonte]

  • A banda se apresentou no Brasil em 2008, com shows em Belo Horizonte e São Paulo.[9]

Referências

Links externos[editar | editar código-fonte]

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