Casa bandeirista

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Casa bandeirista (ou casa rural paulista) refere-se, na historiografia brasileira sobre arquitetura, às construções rurais residenciais, de São Paulo, no período colonial. Num sentido mais específico, trata-se, em geral, de edificação rural, como a sede de uma fazenda, erigida nas proximidades da vila de Piratininga durante os séculos XVII e XVIII.[1]

Construída com a técnica de taipa de pilão, possui uma planta tipicamente simples, em forma quadrada ou retangular. Uma porta central, com alpendre, ladeada por dois cômodos frontais — o quarto de hóspedes e a capela — abre-se para um salão principal, pelo qual tem-se acesso a outros cômodos, ou alcovas.

Alguns poucos exemplos de casas bandeiristas resistiram ao tempo e chegaram até os nossos dias, como a Casa do Bandeirante, a Casa do Sertanista, a Casa do Sítio Tatuapé, a casa da Chácara do Rosário, em Itu, e o Museu Barão de Mauá, na cidade de Mauá. (Não confundir com o Museu Ferroviário Barão de Mauá, este localizado em Jundiaí).

Há alguma controvérsia, entre os estudiosos, sobre a nomenclatura do estilo. A referência aos personagens históricos conhecidos como "bandeirantes" é considerada por alguns autores como uma anacronia, ou mesmo uma construção ideológica idealizada nas primeiras décadas do século XX.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AUGUSTO, M. G. As transformações na arquitetura rural paulista pré-moderna. Anais... VI EHA -  Encontro de História da Arte. Campinas: Unicamp, 2010. link.
  • SAIA, Luís. Morada Paulista. São Paulo. Editora Perspectiva, 1972

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]