Catedral de Sevilha

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Pix.gif Catedral, Alcazar e Arquivo das Índias em Sevilha *
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Património Mundial da UNESCO

Spain Andalusia Seville BW 2015-10-23 13-04-37.jpg
Catedral de Sevilha
País Espanha
Critérios i, ii, iii, vi
Referência [1]
Coordenadas 37.23.1,8 N 5.59.29,6 O
Histórico de inscrição
Inscrição 1987  (11ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

A Catedral de Sevilha, também conhecida como Catedral de Santa Maria da Sede, é a maior da Espanha, e a terceira maior do mundo, atrás da Basílica de São Pedro , no Vaticano, e da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida. É a maior catedral gótica do mundo, com 11.520 metros quadrados de área total[1].

A catedral foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO, no ano de 1987, integrado no sítio Catedral, Alcazar e Arquivo das Índias em Sevilha.

Segundo a tradição, a construção começou em 1401, embora não haja constância documental do começo dos trabalhos até 1433. Foi edificada no solar que ficou após a demolição da antiga Mesquita Alfama de Sevilha.[2]

Em 2008, foi encontrado o plano mais antigo que se conhece da Catedral de Sevilha no Mosteiro de Bidaurreta de Oñate (Guipúscoa), o qual foi realizado cerca de 1490.[3] Este plano, uma vez estudado, contribuiu com importantes dados sobre a construção do edifício.[4]

Um dos seus primeiros mestres-de-obras foi Carles Galtés de Ruan, procedente da Normandia (França), que trabalhara previamente em outras grandes catedrais góticas europeias e poderia ter chegado à Espanha fugindo da Guerra dos Cem Anos. Em 10 de outubro de 1506 foi colocada a pedra postreira (última pedra) na parte mais alta do zimbório, com o que simbolicamente a catedral ficava finalizada, embora na realidade continuassem os trabalhos ininterruptamente durante séculos, tanto para a decoração interior, como para acrescentar novas dependências ou consolidar e restaurar os estragos do passar do tempo, ou circunstâncias extraordinárias, como o terramoto de Lisboa de 1755 que apenas produziu danos menores apesar da sua intensidade.[5] Nestas obras intervieram os arquitetos Diego de Riaño, Martín de Gainza e Assénsio de Maeda. Também nesta etapa Hernán Ruiz edificou o último corpo da Giralda. A catedral e as suas dependências ficaram terminadas em 1593.[6]

O Cabido Metropolitano mantém a liturgia diária e a celebração das festividades do Corpus Christi, a Imaculada e a Virgem dos Reis. Neste templo encontra-se o corpo do famoso navegante Cristóvão Colombo e o do rei Fernando III de Castela (1199-1252), canonizado em 1671 como São Fernando, sendo papa Clemente X.[7]

A última obra de importância realizada aconteceu em 2008 e consistiu na substituição de 576 silhares que moldavam um dos grandiosos pilares que sustentam o templo, por novos blocos de pedra de características similares mas com maior resistência. Este trabalho foi possível graças ao emprego de novos sistemas tecnológicos que demonstraram que o edifício sofria diariamente umas oscilações de 2 cm como consequência da dilatação dos seus materiais. [8]

Sepultados na Catedral[editar | editar código-fonte]

Interior da Catedral de Sevilha.

Referências

  1. «An Insiders Guide to Seville Cathedral | Andalucia.com». www.andalucia.com. Consultado em 25 de julho de 2015 
  2. Aula Hernán Ruiz (2010). fidas.es, ed. «La montaña hueca» 
  3. González, Marian (21 de julho de 2008). elcorreodigital, ed. «Un tesoro entre las piedras» 
  4. ABC de Sevilla (24 de abril de 2009). abcdesevela.es, ed. «Los diseñadores originales de la Catedral pensaron e derruir la Giralda» 
  5. Lineros Ríos, Manuel; Pereja López, Enrique F. (2008). Iglesias y Conventos de Sevilla. [S.l.]: Ediciones Tartessos, S. L. OCLC 304341880 
  6. Navascués Palacio, Pedro; Sarthou Carreres, Carlos (1997). Catedrales de España. [S.l.]: Madrid, Espasa Calpe. OCLC 9683540 
  7. Agencia EFE (31 de julho de 2006). eluniversal.com, ed. «Restos de Colón están en Sevilla, según estudio de ADN»  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  8. Gómez Palas, José (29 de setembro de 2009). «La Catedral se mueve al día hasta 2 centímetros». Diario de Sevilla 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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