Cavalo campolina

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Cavalo Campolina
  • Nome em inglês  : Campolina Horse /Brazilian Gaited Horse
  • Origem : Entre Rios de Minas, Minas Gerais - Brasil
  • Temperamento : Dócil
  • Influências : Éguas crioulas no tempo do império com Andaluz, Puro Sangue Inglês, Anglo-Normando e o Mangalarga Marchador

O Cavalo Campolina surgiu e foi selecionado pelo Cassiano Campolina em 1870 ; Fazendeiro rico, inteligente e apaixonado em criar cavalos ficou desgostoso por perder uma cavalhada - famosa representação folclórica da batalha entre mouros e cristãos - na inauguração linha Férrea de Queluz atualmente Conselheiro Lafaiete-MG em homenagem ao Imperador Dom Pedro II que estava presente; representando o partido Cristão perdeu pela primeira vez as disputas para o partido dos Mouros; Reconhecendo a derrota então decidiu criar cavalos mais altos, fortes e de bom andamento para obter vantagem na disputa e também para fornecer cavalos de boa qualidade para exército real , cavalhadas,transporte puxando carruagens no Rio de Janeiro, montaria e serviços diversos nas fazendas ,no que foi ajudado por Dom Pedro ll que enviou de presente uma égua por nome Medeia prenha de andaluz, pariu um potro espetacular,o lendário Monarca ,o padreador da raça. Durante trinta anos realizando seleção introduziu nas suas éguas crioulas além do garanhão Monarca, reprodutores da raça Anglo-Normando, Puro Sangue Inglês e o Mangalarga Marchador conforme sua intuição e experiência na Fazenda do Tanque em Entre Rios de Minas, Cassiano Campolina faleceu em 1904 antes da desforra, sua fortuna foi investida na construção do hospital que foi batizada com seu próprio nome ,referência em Entre Rios de Minas desde 1910 porém seu trabalho resultara na criação desta raça de cavalo que ganhou reconhecimento internacional.

O legado de Campolina foi complementado, dentre outros, por seu amigo Joaquim Pacheco Resende, num esforço de mais de setenta anos, formou esta raça única e conhecida como o grande Marchador Brasileiro.

Padrões da raça[editar | editar código-fonte]

Foram estabelecidos pela Associação Nacional dos Criadores do Cavalo Campolina,[1] fundada em 1951. A partir de 31 de dezembro de 1966 o registro dos animais passou a ser feito em livro fechado - expressão que denota a limitação e seriedade do registro.

O porte nobre, as formas harmoniosas, os traços curvilíneos e uma estrutura óssea muscular que favorece o andamento marchado são as principais características que diferenciam e tornam o Campolina um cavalo único.

Toda essa harmonia é coberta por pelagens de rara beleza, sendo a baia predominante na raça, porém a alazã, castanha, preta, tordilha , branca e pampa também são bastante encontradas, dando ainda mais diversidade e exclusividade à raça Campolina.

A cabeça suavemente convexilínea deve ser proporcional ao pescoço rodado de formato trapezoidal, destacando expressivas orelhas lanceoladas de tamanho médio e bem implantadas. Seus olhos vivos e grandes, suas crinas fartas e sedosas e sua garupa ampla e longa, suavemente inclinada também fazem que o Campolina seja reconhecido e marque presença por onde quer que passe.

Seu padrão racial faz do Campolina o maior marchador brasileiro tornando-o a primeira escolha para cavaleiros que apreciam uma montaria acima da média além de ser muito procurado para o uso na lida com o gado pelo seu tamanho e força .

Sua altura ideal para os machos 1,58 m e fêmeas 1,52 m no entanto podem medir no máximo até 1,75 m de altura.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Larousse dos Cavalos, São Paulo, SP: Larousse do Brasil, 2006
  • Lúcio Sérgio de Andrade: A Marcha do Cavalo Campolina: Passado, Presente e Futuro, Belo Horizonte, MG: Equicenter Publicações, s.d.
  • Lúcio Sérgio de Andrade: Campolina - O Grande Marchador: Um Século de Seleção, Belo Horizonte: Equicenter Publicações, 2000
  • Lúcio Sérgio de Andrade: Criação e Adestramento de Cavalos Marchadores, Recife, PE: edição do autor, 1984
  • Lúcio Sérgio de Andrade: Segredos na Ciência e Arte de Julgar o Cavalo Campolina, Belo Horizonte, MG: Equicenter Publicações, 1992 - Lavras, MG: Editora Novo Horizonte, 2007
  • Sérgio Lima Beck: Eqüinos: Raças, Manejo, Equitação, São Paulo,SP: Editora dos Criadores Ltda., 1985
  • Rosaldo F. Bortoni: Mangalarga Marchador e os Outros Cavalos de Sela no Brasil, Uberaba, MG: Grupo Rotal, 1991
  • L.R. Fontes: Origem e Características do Cavalo Campolina, Belo Horizonte, MG: Escola de Veterinária da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, 1957
  • F.P.L.D. Inglês; S.A.B. Vianna; A.M. Procópio: Padrão Racial Comentado do Cavalo Campolina, Belo Horizonte, MG: Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina, 2004
  • D.M. Laat: Contribuição Genética de Fundadores e Ancestrais na Raça Campolina, Belo Horizonte, MG: Instituto de Ciências Biológicas da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, 1998, 2001
  • A.M. Procópio: Formação e Demografia da Raça Campolina, Belo Horizonte, MG: UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais, 2000
  • Ricardo de Figueiredo Santos; D. Bond: O Cavalo de Sela Brasileiro e Outros Eqüídeos, Botucatu, SP: J.M. Varela Editores, 1981

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ABCCC. «Morfologia». Consultado em 2010-08-01. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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