Conjunção

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde outubro de 2011). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Conjunção é uma das classes de palavras definidas pela gramática geral. As conjunções são palavras invariáveis que servem para conectar orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo entre eles uma relação de dependência ou de simples coordenação. [1]

Exemplos:

Portanto, logo, pois, como, mas, e, embora, porque, entretanto, nem, quando, ora, que, porém, todavia, quer, contudo, seja, conforme.

Quando conectam duas orações que apresentem diferentes níveis sintáticos, ou seja, uma oração é um membro sintático da outra, são chamadas de conjunções subordinativas.

Saiba que:

As conjunções "e"," antes", "agora"," quando" são adversativas quando equivalem a "mas".

Carlos fala, e não faz.
O bom educador não proíbe, antes orienta.
Sou muito bom; agora, bobo não sou.
Foram mal na prova, quando poderiam ter ido muito bem.

"Senão" é conjunção adversativa quando equivale a "mas sim".

Conseguimos vencer não por protecionismo, senão por capacidade.

Das conjunções adversativas, "mas" deve ser empregada sempre no início da oração: as outras (porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, etc.) podem vir no início ou no meio.

Ninguém respondeu a pergunta, mas os alunos sabiam a resposta.
Ninguém respondeu a pergunta; os alunos, porém, sabiam a resposta.

A palavra "pois", quando é conjunção conclusiva, vem geralmente após um ou mais termos da oração a que pertence.

Você o provocou com essas palavras; não se queixe, pois, de seus ataques.

Quando é conjunção explicativa," pois" vem, geralmente, após um verbo no imperativo e sempre no início da oração a que pertence.

Não tenha receio, pois eu a protegerei...

Conjunções essenciais[editar | editar código-fonte]

As conjunções ditas "essenciais" atuam sempre como conjunção: e, nem, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, ou, pois, porque, portanto, se, ora, apesar e como.

Coordenativas[editar | editar código-fonte]

Aditivas[editar | editar código-fonte]

As copulativas (português europeu) ou aditivas (português brasileiro) estabelecem uma relação de ligação entre duas orações (ex.: e, nem, mas também, como também, além de (disso, disto, aquilo), tanto... quanto, bem como).

Fabio jogou bola e descansou.
Agrediu a outro e foi agredido.

Adversativas[editar | editar código-fonte]

As adversativas ligam duas orações ou palavras, expressando ideia de contraste ou compensação. Também pode gerar um sentido de consequência a algo dito anteriormente (ex.: mas, porém, todavia, entretanto,mesmo assim, no entanto, senão, não obstante, contudo, etc).

Obs.: antes das Conjunções adversativas a vírgula é obrigatória.

Ia bem em matemática, porém reprovou em física.

Conclusivas[editar | editar código-fonte]

As conclusivas ligam a oração anterior a uma oração que expressa ideia de conclusão ou consequência. Servem para dar conclusões às orações (ex.: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim).

Não estudou, logo não passou na prova.

Alternativas[editar | editar código-fonte]

As disjuntivas (português europeu) ou alternativas (português brasileiro) ligam orações ou palavras, expressando ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se realizam separadamente (ex.: ou, ou...ou, ora, já...já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez, não... nem).

Ora a criança chora, ora a criança ri.

Explicativas[editar | editar código-fonte]

As explicativas ligam a oração anterior a uma oração que a explica, que justifica a ideia nela contida. Expressam a relação de explicação, razão ou motivo (ex.: que, porque, porquanto, pois, por isso (anteposta ao verbo), já que, visto que, como).

Feche a porta, que está chovendo.

Subordinativas[editar | editar código-fonte]

As conjunções subordinativas ligam uma oração de nível sintático inferior (oração subordinada) a uma de nível sintático superior (oração principal). Uma vez que uma oração é um membro sintático de outra, esta oração pode exercer funções diversas, correspondendo um tipo específico de conjunção para cada uma delas. Um período formado por conjunções subordinadas que não contém as tais conjunções é chamado de: oração principal. Funcionam como adjuntos adverbiais.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Introduzem uma oração (chamada de substantiva) que pode funcionar como sujeito, objeto direto, predicativo, aposto, agente da passiva, objeto indireto, complemento nominal (nos três últimos casos pode haver uma preposição anteposta à conjunção) de outra oração. As conjunções subordinativas integrantes são que e se.

Quando o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando não, usa-se "se".

Afirmo que estudei.
Não sei se fizeram ou se farão.
Espero que a ajuda não demore.

Uma forma de identificar o se e o que como conjunções integrantes é substituí-los por "isso", "isto" ou "aquilo".

Afirmo que estudei. (afirmo isto)
Não sei se fizeram ou se farão. (não sei isto)
Espero que a ajuda não demore. (espero isto)

As adverbiais podem ser classificadas de acordo com o valor semântico que possuem.

Causa[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de causa. Estabelece, na frase, uma relação de causa e consequência entre dois ou mais fatos mencionados (ex.: : porque, pois, porquanto, como, pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, na medida em que).

Foi para lá pois estava doente.
Não fomos à festa porque tínhamos de estudar.
Como o calor estava forte, pusemo-nos a andar pelo passeio público.
Como o frio era grande, aproximaram-se da lareira.

Comparativa[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de comparação. Iniciam uma oração que contém o segundo membro de uma comparação (ex.: que, mais/menos (do) que, (tal) qual, (tão/tanto) quanto, como, assim como, bem como, como se, que nem).

Indica comparação entre dois membros.

Era mais azul do que é agora.
Levantou-se como se estivesse indo à maratona.
O doce estava tão doce quanto o outro que acabou.

Concessiva[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de concessão. Inicia uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração principal, mas incapaz de impedi-la (ex.: (muito) embora, ainda que, se bem que, mesmo que, mesmo quando, posto que, apesar de que, por mais que, nem que, conquanto, malgrado, não obstante, inobstante, em que pese)

Apesar de não terem pegado ônibus, vi-os chegando ao destino.
Estava cansado, embora tenha chegado ao destino.

Condicional[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de condição. Iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado ou não o fato principal (ex.: se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, uma vez que). .

Seria mais poeta, a menos que fosse político.
Caso estivesse por perto, nada disso teria acontecido.
Não sairia sem que dormisse antes.
Ele poderia sair, contanto que terminasse a tarefa.
Ficou decidido que seria ao ar livre exceto se chovesse.

Conformativa[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de conformidade. Inicia uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração principal (ex.: conforme, como, segundo, consoante (todas elas com mesmo valor de conforme)).

Deve-se seguir a instrução de montagem conforme o manual do aparelho.
Tal foi a conclusão de Aires, segundo se lê no Memorial. (Machado de Assis)

Consecutiva[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de consequência. Iniciam uma oração na qual se indica a consequência (ex.: que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração anterior), de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que, de jeito que, cada que, sem que, que (= sem que).

Tamanho foi seu susto que quase infartou.
Falou tanto na reunião que ficou rouco.

Proporcional[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de proporção. Iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou para realizar-se simultaneamente com o da oração principal (ex.: à medida que, à proporção que, ao passo que, enquanto, quanto mais/menos ... (mais/menos), tanto mais/menos ... (mais/menos)).

À proporção que nos elevávamos, elevava-se igualmente o dia nos ares.
Tudo isso vou escrevendo à medida que entramos no Ano Novo.
O preço do leite aumenta ao passo que esse alimento falta no mercado.

Temporal[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de tempo. Iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo (ex.: logo que, quando, enquanto, até que, antes que, depois que, assim que, sempre que, apenas, mal, cada vez que, desde quando, desde que).

Custas a vir e, quando vens, não demora.
Ela sorriu, quando me viu.
Implicou comigo assim que me viu.

Final[editar | editar código-fonte]

Funcionam como adjunto adverbial de finalidade. Introduzem uma oração que expressa a finalidade ou o objetivo com que se realiza a principal. (ex: a fim de que, para que, que, porque = para que).

Toque o sinal para que todos entrem no salão.
Aproxime-se a fim de que possamos vê-lo melhor.

Observações gerais[editar | editar código-fonte]

Uma conjunção é na maioria das vezes precedida ou sucedida por uma vírgula (",") e muito raramente é sucedida por um ponto ("."). Seguem alguns exemplos de frases com as conjunções marcadas em negrito:

Aquele é um bom aluno, portanto deverá ser aprovado.
Meu pai ora me trata bem, ora me trata mal.
Gosto de comer chocolate, mas sei que o excesso me faz mal.
Marcelo pediu que fôssemos alegres para a festa.
João subiu e desceu a escada.
Quando a banda deu seu acorde final, os organizadores deram início aos jogos.

Em geral, cada categoria tem uma conjunção típica. Assim é que, para classificar uma conjunção ou locução conjuntiva, é preciso que ela seja substituível, sem mudar o sentido do período, pela conjunção típica. Por exemplo, o "que" somente será conjunção coordenativa aditiva, se for substituível pela conjunção típica "e".

Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.
Dize-me com quem andas, e eu te direi quem és.

As conjunções alternativas caracterizam-se pela repetição, exceto "ou", cujo primeiro elemento pode ficar subentendido.

As adversativas, exceto "mas", podem aparecer deslocadas. Neste caso, a substituição pelo tipo (conjunção típica) só é possível se forem devolvidas ao início da oração.

A diferença entre as conjunções coordenativas explicativas e as subordinativas causais é o verbo: se este estiver no imperativo, a conjunção será coordenativa explicativa: "Fecha a janela, porque faz frio."

O "que" e o "se" serão integrantes se a oração por eles iniciada responder à pergunta "O que…?", formulada com o verbo da oração anterior. Veja o exemplo:

Não sei se morre de amor (o que não sei? Se morre de amor.)

O uso da conjunção "pois" pode a ser classificada em:

  • explicativa, quando a conjunção estiver antes do verbo;
  • conclusiva, quando a conjunção estiver depois do verbo;
  • causal, quando a conjunção puder ser substituída por "uma vez que".

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Wikilivros
O wikilivro Português tem uma página sobre Conjunções