Creatina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde Fevereiro de 2011). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Creatina
Alerta sobre risco à saúde
Creatine2.png
Creatine-3d.png
Nome IUPAC ácido 2-(carbamimidoil-metil-amino)acético
Outros nomes ácido (α-metilguanido)ácetico
Creatina
Kreatina
ácido metilguanidinoacético
N-amidinosarcosina
Identificadores
Número CAS 57-00-1
PubChem 586
Número EINECS 200-306-6
DrugBank DB00148
SMILES
Propriedades
Fórmula química C4H9N3O2
Massa molar 131.12 g mol-1
Densidade 1,33 g·cm−3 [1]
Ponto de fusão

303 °C (mono-hidrato, decomp.)[2]

Solubilidade em água 17 g·l-1[2]
Riscos associados
Frases R R36/37/38
Frases S S26, S37
Compostos relacionados
Aminoácidos relacionados Glicina (ácido 2-aminoacético)
Glicociamina (ácido 2-guanidinoacético)
Fosfocreatina (N-metil-N-(fosfonocarbamimidoil)glicina)
Compostos relacionados Guanidina (C(NH2)2NH)
Creatinina (lactama)
Éster metílico de creatina
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

A creatina [NH2-C(NH) - NCH2(COOH)-CH3] é um composto de aminoácidos presente nas fibras musculares e no cérebro. A palavra deriva do grego kreas, que significa carne. Em 1832 o cientista e filósofo francês Michel Eugene Chevreul identificou e nomeou a creatina, mas foi Justus von Liebig, cientista alemão, que anos depois começou a promovê-la como substância importante para aumento de força em trabalhos físicos.[3]

Suplementação de Creatina[editar | editar código-fonte]

A creatina não é essencial, ou seja, não depende da ingestão pois pode ser produzida pelo organismo humano. Contudo a suplementação desse composto pode elevar as concentrações musculares, o que é proposto como agente ergogênico[4] . A suplementação de creatina pode aumentar os níveis de creatinina no sangue, criando um resultado falso-positivo em exames. Isso significa que o resultado de um exame pode ser interpretado como se houvesse danos aos rins mesmo que não esteja acontecendo nada, simplesmente a conversão da creatina em creatinina.[carece de fontes?]

Como age no organismo[editar | editar código-fonte]

A creatina age no organismo a partir de sua forma fosforilada (fosfocreatina ou creatina fosfato). Através da enzima Creatina Kinase (ou creatinafosfoquinase) ocorre a transferência do grupamento fosfato da creatina para o ADP, produzindo assim ATP[5] . Também age como "tampão espacial" transportando energia produzida na mitocôndria para o citoplasma.

Fontes[editar | editar código-fonte]

Em humanos, geralmente metade da creatina armazenada é originada dos alimentos (principalmente da carne e peixe). Entretanto, a síntese endógena de creatina no fígado é suficiente para as atividades normais do dia-a-dia. Em função disso, apesar de os vegetais não conterem creatina, os vegetarianos não sofrem por sua deficiência.[6]

No Brasil e Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Em 2005, a venda de creatina como suplemento alimentar foi proibida pela ANVISA em todo Brasil.[7] Entretanto, esta proibição foi revogada em abril de 2010, com a publicação de uma nova regulamentação de alimentos para atletas, onde há uma recomendação clara para o uso do suplemento à base de creatina apenas para atletas que praticam exercícios de alta intensidade.[8]

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

A creatina pode ser encontrada sob o formato de mono-hidrato de creatina e é um produto autorizado pela ASAE. É sobretudo utilizada para o aumento muscular.

Efeitos[editar | editar código-fonte]

Nitrobombeamento - Volumização Muscular - Energia - Aumento da síntese proteica[9]

Referências

  1. Base de dados Creatina por AlfaAesar, consultado em 31. Mai 2007 ..
  2. a b Römpp CD 2006, Georg Thieme Verlag 2006.
  3. «Creatina Pura» (em inglês). 
  4. Machado, M.; Sampaio-Jorge, F.; TeixeiraFerreira, A.; Knifis, F (2007). «Ck sérica é modulada por exercício mas não por suplementação de creatina» (PDF). Motricidade. Consultado em 08/07/2015.  line feed character character in |autor= at position 50 (Ajuda); line feed character character in |título= at position 47 (Ajuda)
  5. Machado, Marco (2004). Tópicos Avançados em Bioquímica do Exercício [S.l.: s.n.] ISBN 8585-25355X. 
  6. «Creatine Journal» (em inglês). 
  7. Anvisa - Agência sensibiliza produtores de alimentos para atletas.
  8. Anvisa libera suplemento que aumenta massa muscular.
  9. «Creatina». 
Ícone de esboço Este artigo sobre Bioquímica é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.