Felipe Milanez

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Felipe Milanez
Cidadania Brasil
Ocupação jornalista, diretor de cinema, fotógrafo
Incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2 de setembro de 2018. Fotografia por Felipe Milanez.

Felipe Milanez (Porto Alegre), é um jornalista, ambientalista, fotógrafo e cineasta documentarista brasileiro.

Mudou-se da capital do Rio Grande do Sul, onde nasceu, e radicou-se em São Paulo. Ali formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo, e depois realizou mestrado em Ciências Políticas na Universidade de Toulouse, França, entrando em contato com o trabalho de Claude Lévi-Strauss, Pierre Clastres e Pierre Bourdieu, que deixariam uma importante marca em sua formação intelectual e em suas escolhas futuras. Também passou a estudar a temática social brasileira e a ecologia, o que o incentivou a voltar ao Brasil e engajar-se no ativismo.[1]

Retornando, encontrou trabalho no Ministério da Justiça como assessor jurídico, onde começou a se envolver com os problemas dos povos indígenas do Brasil. Recebendo um convite da Funai para organizar a revista Brasil Indígena, fez diversas expedições à Amazônia e outras regiões, conhecendo em primeira mão a difícil realidade dos nativos e comunidades tradicionais, e passando a fazer relatos e denúncias na imprensa sobre violações de direitos humanos e outros problemas que os afligem.[1] Seu trabalho o tornou reconhecido nacional e internacionalmente, sendo considerado um dos mais preparados e destacados profissionais do jornalismo brasileiro quando o tema é a Amazônia e os povos indígenas.[1][2][3][4][5][6] Foi editor da revista National Geographic[1] e tem um blog na revista Carta Capital.[7]

Entre suas reportagens se destacam "Sombras da Selva", publicada na National Geographic, finalista do Prêmio Abril de Jornalismo de 2007, "Toxic: Amazônia" (documentário filmado) e "Faroeste Caboclo", na revista Rolling Stones, todos de grande repercussão.[1][6] Foi objeto de um documentário do Discovery Channel, na série Faces do Brasil,[8] convidado especial da Universidade de Coimbra para divulgar o problema da violência amazônica no colóquio internacional Lutas pela Amazónia no Inicio do Milênio,[9] e um dos ganhadores do Prêmio Herói das Florestas 2011, promovido pelas Nações Unidas.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e Ribeiro, Marjorie. "Felipe Milanez: Jornalismo em defesa da floresta e dos direitos indígenas". Instituto Humanitas, Unisinos, 04/08/2012.
  2. Cassol, Daniel. "Imprensa não sabe o que acontece na Amazônia, critica jornalista". Sul 21, 28/06/2011
  3. Spinelli, Kelly Cristina. "Um teimoso defensor da vida amazônica" Arquivado em 4 de março de 2016, no Wayback Machine.. Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, 05/06/2013
  4. "Ponto Entrevista: Felipe Milanez". Ponto Eletrônico, 15/08/2011
  5. "AMAZÔNIA: Felipe Milanez e indígenas de Pará e Rondônia ao vivo hoje na #posTV as 22h". Desculpe a nossa fAlha, 29/09/2011
  6. a b "Brasil: Homenagem às Vítimas da Amazônia em Washington DC". Global Voices, 11/04/2012
  7. "Cynara Menezes e Felipe Milanez estreiam blogs na Carta Capital"[ligação inativa]. Comunique-se, 05/06/2013
  8. Melo, Janete. "Faces do Brasil – Felipe Milanez" Arquivado em 10 de janeiro de 2014, no Wayback Machine.. Combate Racismo Ambiental, 25/01/2013
  9. "Parceria com Universidade de Coimbra exibe Festcineamazônia Itinerante". Rondônia Agora 19/04/2012
  10. United Nations. "Forest Heroes Programme & Award", 2011.