Síndrome de Raynaud

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Síndrome de Raynaud
Palidez dos dedos causada pela síndrome de Raynaud
Sinónimos Raynaud, doença de Raynaud, fenómeno de Raynaud[1]
Especialidade Reumatologia
Sintomas Parte afetada torna-se branca, depois azul, depois vermelha, ardor[2]
Complicações Úlcera, gangrena[2]
Início habitual 15–30 anos de idade[3][4]
Duração Até várias horas por episódio[2]
Fatores de risco Frio, stresse emocional[2]
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas[3]
Condições semelhantes Síndrome complexa de dor regional, eritromelalgia[5]
Tratamento Evitar o frio, bloqueadores dos canais de cálcio, iloprosta[3]
Frequência 4% da população[3]
Classificação e recursos externos
CID-10 I73.0
CID-9 443.0
OMIM 179600
DiseasesDB 25933
MedlinePlus 000412
eMedicine med/1993
MeSH D011928
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Síndrome de Raynaud, também denominada fenómeno de Raynaud (português europeu) ou fenômeno de Raynaud (português brasileiro), é uma condição médica em que o espasmo das artérias causa episódios de diminuição da corrente sanguínea.[1] Geralmente afeta os dedos das mãos, embora em alguns casos possa também afetar os dedos dos pés.[1] Raramente afeta o nariz, orelhas ou lábios.[1] Durante um episódio, a parte afetada torna-se branca e depois azul.[2] Em muitos casos é acompanhada de formigueiro ou dor.[2] À medida que a corrente sanguínea regressa, a área torna-se vermelha e arde.[2] Geralmente os episódios duram apenas alguns minutos, embora seja possível que durem várias horas.[2]

Os episódios são muitas vezes desencadeados pelo frio ou stresse emocional.[2] Existem dois tipos principais: síndrome de Raynaud primário, quando a causa é desconhecida, e síndrome de Raynaud secundário, que ocorre como resultado de outra doença.[3] O Raynaud secundário pode ocorrer devido a uma doença dos tecidos conjuntivos, como esclerodermia ou lúpus, lesões nas mãos, fumar, problemas na tiroide e alguns medicamentos, como pílulas contracetivas.[6] O diagnóstico é tipicamente baseado nos sintomas.[3]

O principal tratamento consiste em evitar a exposição ao frio.[3] Entre outras medidas estão a interrupção do consumo de nicotina ou estimulantes.[3] Nos casos em que não há melhorias com estas medidas, podem ser administrados bloqueadores dos canais de cálcio e iloprosta.[3] Não há evidências que apoiem o uso de práticas de medicina alternativa.[3] Muito raramente, os casos graves podem ser complicados com úlceras na pele ou gangrena.[2]

A condição está presente em cerca de 4% de todas as pessoas.[3] O início da forma primária dá-se geralmente entre os 15 e os 30 anos de idade e é mais comum entre mulheres.[3][4] A forma secundária geralmente afeta pessoas mais velhas.[4] Ambas as formas são comuns em climas frios.[4] A doença é assim denominada em homenagem ao médico francês Maurice Raynaud, que descreveu pela primeira vez a condição em 1862.[3]

Referências

  1. a b c d «What Is Raynaud's?». NHLBI. 21 de março de 2014. Consultado em 1 de outubro de 2016.. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2016 
  2. a b c d e f g h i j «What Are the Signs and Symptoms of Raynaud's?». NHLBI. 21 de março de 2014. Consultado em 1 de outubro de 2016.. Cópia arquivada em 5 de outubro de 2016 
  3. a b c d e f g h i j k l m Wigley, FM; Flavahan, NA (11 de agosto de 2016). «Raynaud's Phenomenon.». The New England Journal of Medicine. 375 (6): 556–65. PMID 27509103. doi:10.1056/nejmra1507638 
  4. a b c d «Who Is at Risk for Raynaud's?». NHLBI. 21 de março de 2014. Consultado em 1 de outubro de 2016.. Cópia arquivada em 5 de outubro de 2016 
  5. Barker, Roger A. (2005). The A-Z of Neurological Practice: A Guide to Clinical Neurology (em inglês). [S.l.]: Cambridge University Press. p. 728. ISBN 9780521629607. Cópia arquivada em 24 de abril de 2017 
  6. «What Causes Raynaud's?». NHLBI. 21 de março de 2014. Consultado em 1 de outubro de 2016.. Cópia arquivada em 4 de outubro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]