Cneu Domício Calvino

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Denário de Gneu Domício Calvino.

Cneu Domício Calvino, em latim Gnaeus Domitius Calvinus, foi um senador, general e cônsul romano (primeiro consulado em 53 a.C. e segundo consulado em 40 a.C.). Foi um leal partidário de Caio Júlio César e Caio Octávio Augusto. Durante a guerra civil, foi um dos poucos ex-cônsules que apoiou César, transferindo sua lealdade para Otávio, após a morte do ditador (44 a.C.).

Eleito cônsul, em 53 a.C., com o apoio dos conservadores e dos cônsules Lúcio Domício Enobarbo e Ápio Cláudio Pulcro.

Em 50 a.C., na condição de Tribuno da Plebe, fez oposição ostensiva ao Primeiro Triunvirato (Júlio César, Pompeu e Crasso).

Ocupou um segundo consulado, em 40 a.C., e assumiu vários comandos militares importantes.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cneu Domício Calvino provinha de uma família nobre, foi eleito cônsul em 53 a.C., apesar de um tristemente célebre escândalo eleitoral. Esteve no bando de Caio Júlio César durante a Guerra Civil contra Cneu Pompeu Magno. Na batalha decisiva de Farsália dirigiu o centro do exército de César. Após a batalha foi designado como governador de Ásia. Tentou opor-se à invasão de Fárnaces, o rei do Bósforo, que utilizou a ocasião da Guerra Civil para invadir a província do Ponto. Porém, sofreu uma esmagadora derrota na Batalha de Nicópolis na Armênia (dezembro de 48 a.C.). A intervenção em pessoa de Caio Júlio César permitiu um rápido fim do conflito, e, o exército de Fárnaces foi completamente aniquilado na Batalha de Zela em 47 a.C. Apesar da derrota continuou sendo um amigo de confiança de César.

Desconhecem-se os dados da atividade política de Calvino após a morte de César, mas em 43 a.C. converteu-se num poderoso partidário de Caio Octávio Augusto e participou na Guerra Civil contra Marco Júnio Bruto e Caio Cássio Longino. Durante a Batalha de Filipos em 42 a.C., trouxe reforços da Itália a Grécia para o exército de Marco Antônio e Octávio, porém a sua frota foi destruída pelo inimigo durante a sua travessia pelo Mar Jônico com a perda de dois legiões. Apesar desta derrota foi premiado com um segundo consulado em 40 a.C. e foi enviado por Octávio a governar a Hispânia, onde permaneceu durante três anos (39 a.C.36 a.C.). Parece que liderou umas campanhas bem-sucedidas na sua província, pelo qual quando voltou para Roma foi premiado com um triunfo e proclamado como Imperator pelas suas tropas. Reconstruiu a Regia no Fórum Romano. A partir desse momento não há dados acerca da sua vida, embora uma inscrição de 20 a.C. confirme que ainda vivia nesse ano e que era um membro da importante família pontificial, reservada somente para membros do nascente Império Romano, importantes seguidores.

Apesar da falta de habilidade política de Calvino (obteve o seu primeiro consulado após um escandaloso suborno e o segundo durante uma guerra na qual recebeu duas importantes derrotas), manteve sempre um papel de destaque político. Isto deve-se provavelmente ao fato de ter sido um dos pouquíssimos nobres romanos que apoiaram o partido César e Octávio desde os seus começos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GELZER, Matthias. Caesar : Politician and Statesman . Harvard University Press, 1997.
  • SYME, Ronald. The Roman Revolution. Oxford University Press, 1939.
  • BOWDER, Diana - "Quem foi quem na Roma Antiga", São Paulo, Art Editora/Círculo do Livro S/A,s/d
Precedido por:
Ápio Cláudio Pulcro e Lúcio Domício Enobarbo
Cônsul da República Romana com Marco Valério Messala Rufo
53 a.C.
Sucedido por:
Quinto Cecílio Metelo Cipião Pio Nasica e Cneu Pompeu Magno
Precedido por:
Lúcio Antônio e Públio Servílio Vácia Isáurico
Cônsul da República Romana
com Caio Asínio Polião

40 a.C.
Sucedido por:
Lúcio Cornélio Balbo "O Maior" e Públio Canídio Crasso