Sismo de Valdivia de 1960

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Sismo de Valdivia de 1960
Vista de uma rua no centro de Valdivia após o sismo
Mapa da área atingida pelo sismo de 22 de maio de 1960
Epicentro 39° 30' S 74° 30' O
Profundidade 33
Magnitude 9,5 MW
Data 22 de maio de 1960 (56 anos)
Zonas atingidas  Chile
Vítimas 2231, 3000, 5700[1] ou 6000[2]

O Sismo de Valdivia de 1960, também conhecido como Grande Sismo do Chile, foi o mais violento sismo já registrado cientificamente.[3] Ocorreu no dia 22 de maio de 1960, no Chile.

Ocorrência do tsunami desde Valdivia ao longo do Oceano Pacífico.

Atingiu todo centro-sul do Chile, incluindo as cidades de Valdivia e Concepción, registrando 9,5 pontos na escala de magnitude de momento, o que o tornou o mais forte já registrado cientificamente na história da Humanidade.

O sismo foi sentido em diferentes partes da Terra e produziu um tsunami que afetou diversas localidades ao largo do Oceano Pacífico, como Havaí e Japão e a erupção do vulcão Puyehue. Cerca de 5.700 pessoas faleceram e mais de 2 milhões ficaram feridas por causa desta catástrofe. Tsunamis causados pelo tremor causaram 62 mortes no Havaí e 31 nas Filipinas nas horas seguintes, e réplicas do primeiro abalo puderam ser sentidas por mais de um ano. Os estragos chegaram a ameaçar seriamente a realização da Copa do Mundo FIFA de 1962, já programada para ocorrer no país.

O Chile é susceptível a fortes terremotos porque está cortado pela divisão de duas placas tectônicas: a placa de Nazca e a placa Sul-Americana.

O número de vítimas e os prejuízos deste desastre nunca foram conhecidos com precisão. Diversas estimativas quanto ao número total de mortes directamente associadas ao sismo e tsunamis foram publicadas, com a USGS a citar estudos e números de 2.231, 3.000, ou 5.700 mortes,[1] enquanto outras fontes usam estimativas de 6.000 mortes.[2] Várias fontes estimam o custo monetário entre 400 milhões e 800 milhões de dólares norte-americanos[1] (equivalentes a 2,9 e 5,8 bilhões de dólares aos custos de 2010, corrigidos pelo efeito da inflação). Cerca de 965 pessoas morreram de um a três dias depois do terremoto, por doenças causadas pela sujeira e esgoto a céu aberto, entre outros, ou por hemorragia ocorrida nos ferimentos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c «The Largest Earthquake in the World - Articles». U.S. Geological Survey. Consultado em 2007-01-11. 
  2. a b «Emergency & Disasters Data Base». Centre for Research on the Epidemiology of Disasters (CRED). Consultado em 2007-01-09. 
  3. U.S. Geological Survey (7 de Março de 2006). «Historic Earthquakes - Chile - 1960 May 22 19 11 14 GMT- Magnitude 9.6 - The Largest Earthquake in the World.». Consultado em 2007-01-09. 
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