Gretta Sarfaty

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Gretta Sarfaty, Auto Photos III, 1976.Fotografia.
Gretta Sarfaty, Auto-Photo, 1978.Fotografia.

Gretta Sarfaty, também conhecida como Alegre Sarfaty e Greta Sarfaty Marchant, é uma artista brasileira e colecionadora de arte.

Gretta ganhou reconhecimento internacional nos anos 70, a partir de seus trabalhos artísticos relacionados à Body art e ao Feminismo. Desde então, viveu e produziu entre Nova York, Londres, Paris e Veneza. As viagens e vivências em variadas culturas tiveram importante influência em sua produção artística, cujo tema central é a questão da identidade e o papel social da mulher. Além de sua atuação artística, Gretta também atua como curadora de várias exposições em seu próprio espaço, a Sartorial Contemporary Art (2005-2013), onde se dedicou ajudando e iniciando jovens artistas.

Em 2010 iniciou a sua coleção de arte Alegre Sarfaty Collection, uma coleção privada de arte contemporânea internacional.

Atualmente, a artista vive em São Paulo e mantém base em Nova York e Veneza.

Gretta Sarfaty, A Woman's Diary V, 1976. Fotografia.

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Gretta nasceu em Atenas, Grécia, em 1947 e recebeu o nome de Alegre Sarfaty. Sua família, de origens italiana, grega e turca, mudou-se para São Paulo, Brasil, em 1954.

Aos 17 anos, Gretta casou-se com José Grzywacz, com quem teve três filhos: Vitória Sarfaty Grzywacz, Pedro Grzywacz e Rafaela Grzywacz Goodman.

Nos anos seguintes, Gretta dedica-se a seus trabalhos artísticos e no início dos anos 70 começa a expor profissionalmente. Dentre seus estudos de arte, destacam-se os realizados na FAAP e na Escola Panamericana de Artes, com Ivald Granato e Walter Lewy. Por conta de sua produção artística e exposições, muda-se para Paris, Milão e Nova York.

Carreira Artística[editar | editar código-fonte]

As obras de Gretta foram exibidas inicialmente em São Paulo, Nova York e Londres, em exposições individuais e museus. Sua produção artística iniciou-se com pinturas, mas logo entendeu-se para variadas técnicas e suportes, como instalação, fotografia, vídeo, pintura e performance.

Brasil e Europa[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 1970, Gretta iniciou sua série de pintura, Metamorphosis, e sua produção foi notada pelo galerista brasileiro, Franco Terranova. Em 1975 participou da Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Em 1979, suas obras foram exibidas em diferentes países, tais como Alemanha (Karlsruhe), Itália (Galleria Diagramma, Milão; Palazzo dei Diamanti, Ferrara) e França (Paris, Centre Georges Pompidou), onde exibiu sua série Evocative Recollections. Em 1980 realiza a exposição Evocative Recollections & Transformations no Museu de Arte Contemporânea (MAC).  Em 1983, ela criou seu projeto Auto-retrato do Brasil, uma publicação contendo uma série de pinturas feitas pela artista e textos sobre importantes personalidades do país que foi exposta no Museu de Arte de São Paulo (MASP) e em 2011 participou da exposição Arte como Registro, Registro como Arte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Gretta Sarfaty, Auto Photos I, 1976. Fotografia.

Auto-Photos[editar | editar código-fonte]

Gretta Sarfaty, Auto Photos II, 1976. Fotografia.

Essa série de fotografias, de 1976, é um dos primeiros trabalhos em que Gretta utiliza sua própria imagem para abordar o tema da identidade feminina: seu rosto aparece numa sequência de beleza e feiúra, graça e loucura .[1] Esse jogo frívolo com imagens recorrentes de si mesma faz um diálogo irônico com a imagem cultural da mulher, imposta pela sociedade. Podemos relacionar essa obra com a noção da "performatividade de gênero", um termo criado por Judith Butler em 1988. Sobre este trabalho, escreveu Roberto Pontual:

"O trabalho de Gretta Sarfaty foi originalmente mais relacionado com a linguagem da fotografia, especialmente durante sua recente estadia na Europa. Seu foco principal tem sido sempre o corpo da mulher, incluindo o seu próprio corpo como um símbolo de condição das mulheres em nossa sociedade".[2]

Gretta Sarfaty, Transformation I, 1976. Fotografia.

Transformações[editar | editar código-fonte]

Nessa série, o processo de desconstruir a imagem feminina ganha ainda mais força. O rosto da artista foi manipulado e distorcido pelo processo de revelação das fotografias. Sobre a obra, diz Giorgio Verzotti:

“Estas imagens devem ser vistas como a exteriorização de uma revolta contra o padrão cultural do sexo masculino, destruindo o estereótipo do conceito feminino de beleza para uma dimensão de distorção de uma beleza abstrata e estética, onde a artista se opõe com uma visão de aversão, através de um corpo que é deformado, desfigurado e fragmentado”.[3]

Gretta Sarfaty, A Woman's Diary I, 1976. Fotografia.

Diário de uma mulher[editar | editar código-fonte]

Esta série é outro exemplo da utilização do meio da fotografia para criar um diário de seu próprio corpo, capturando poses quase abstratas. A forma em que o corpo da artista aparece nas fotografias põe em cheque a sua materialidade.      

Evocative Recollections[editar | editar código-fonte]

Gretta Sarfaty, Evocative Recollections, 1981. Acrílico sobre tela.

Em 1979, Gretta apresentou a performance Evocative Recollections no Centre Georges Pompidou, em Paris (França) e no Palazzo di Diamanti di Ferrara, (Itália).[4] Essa performance foi também exibida em outros países, como Bélgica, (Internationaal Cultureel Centrum, Antuérpia) e Brasil. Sob o mesmo nome, Evocative Recollections, Sarfaty continuou suas investigações acerca das questões sobre o corpo feminino e sobre a liberação das mulheres numa série de fotografias (1980–1981). Em um ensaio publicado para a exposição individual de Gretta Sarfaty no Centro Culturale La Filanda (Verano, Itália) Gillo Dorfles escreveu:

"é claro que tais fotografias não seriam as mesmas se feitas por outra artista, com outra opinião, entretanto, mesmo considerando sob o ponto de vista da fotografia como documento, as opções corpóreas de Gretta alcançam uma eficácia incomum. Estamos diante de uma combinação pouco comum, entre a atividade criativa de uma artista que sabe como aproveitar as possibilidades expressivas e plásticas de seu corpo e a realização de uma documentação fotográfica que se mantém autônoma, tanto de seus valores técnicos como estéticos".[5]

Nova York[editar | editar código-fonte]

Em 1983, Gretta mudou-se para Nova York e depois de um evento traumático, o incêndio no Hotel Chelsea, ela iniciou uma colaboração com o grupo de artistas americanos de vídeo e perfomance, InterComm. Nesse momento, Gretta também iniciou suas pesquisas em torno do pensamento esotérico da Kabbalah. Ela tornou-se amiga de Simon Jacobson e Kenny Vance e decidiu retratar a comunidade da Kabbalah em suas pinturas (Kabbalah, 1984–1985). Gretta também criou a performance, Goya Time (1985) e o vídeo, My Single Life in New York (1987).

Durante o tempo em que foi representada pela galeria nova iorquina, Foster Goldstrom Fine Arts, a artista esteve envolvida na vida artística e cultural da cidade. Assim, conheceu o diretor e produtor de cinema, Arthur Penn, com quem colaborou no filme The Portrait, em 1993, em cuja equipe estavam Gregory Peck e Lauren Bacall.

Algumas exposições importantes realizadas em Nova York foram a Body Works, na Foster Goldstrom Gallery, em 1983. No mesmo ano participou da mostra Body Works & Evocative Recollections, na Keith Green Gallery. Em 1984 teve seu trabalho exibido na inauguração da Trump Tower.

Body Works[editar | editar código-fonte]

Gretta Sarfaty. Body Works, 1976. Fotografia.

No final dos anos 1980 e início dos 1990, Gretta criou a série fotográfica Body Works, em que corpos nus "constituem uma denúncia das práticas hedonistas e alienantes as quais a forma feminina é submetida, uma denúncia da repressão e mistificação para as quais se expõem a educação da mulher em todas as direções. E são uma afirmação da real sensualidade da mulher, cuja respeitabilidade, no entanto, ainda se tenta esconder ou reprimir (a cortina ou mosqueteiro)". E assim, como a crítica de arte Romana Loda, podemos citar Hugo Von Hofmannsthal que disse: "O profundo deve ser escondido. Onde? Na superfície".[6]

Gretta & Becheroni: Change and Appropriation of an Autonomous Identity[editar | editar código-fonte]

Gretta Sarfaty. Gretta & Becheroni, 1980. Performance.

Vídeo[nota 1] produzido em 1980 em colaboração com Elvio Becheroni. Gretta performa em um cubo feito com tramas de fitas de papel. A artista atravessa o cubo rompendo os limites impostos pela trama, como uma maneira metafórica para evocar uma nova identidade. Este trabalho evidencia a prisão da mulher na sociedade através de seu aspecto voyeurístico, evocando um ritual de libertação. Este trabalho foi exibido na Pinacoteca do Estado de São Pulo e em outros países como Argentina, Itália e USA. Vídeo Gretta & Becheroni: Change and Appropriation of an Autonomous Identity, 1980.

Goya Time

La Maja, Goya Time foi um evento multimídia que contou com a participação de 100 artistas e teve como curadores Gretta Sarfaty, Sandro Bernini e Butch Morris. Gretta escreveu o roteiro e dirigiu essa arte ópera[nota 2] inspirada na obra de Francisco de Goya. Essa performance foi realizada em 1985, na Igreja “Quando”(NY) e em um estacionamento no Lower East Side, New York, EUA. Vídeo La Maja, Goya Time, 1985.

Gretta Sarfaty. Virtual Body Works V, 1988/2013. Fotografia.

Virtual Body Works 1988/2003[editar | editar código-fonte]

Durante a primavera de 1987, Gretta foi convidada a participar do evento interativo de telecomunicações, Who Killed Heinrich Hertz?,[nota 3] criado pelo InterComm (Timothy Binkley, George M. Chaikin, Ira Schneider and Willoughby Sharp). Ela se envolveu em trabalhos colaborativos com cada um dos artistas citados acima. Em 1988, Ira Schneider criou um vídeo dedicado a Gretta Sarfaty, pelo seu pioneirismo no meio digital. Vídeo Gretta at Work, 1988, by Ira Schneider.

Myth[editar | editar código-fonte]

Filme produzido em Nova York Vídeo por Denny Daniel e exibido na exposição “Life Works”, 473 Bradway Gallery, New York.  A obra é construída a partir de uma compilação de instantâneos de Gretta, manipulados por um efeito caleidoscópico e justapostos com cenas do cotidiano da artista. A estrutura do filme segue o estilo dos videoclipes do final dos anos 1980. Vídeo Myth, 2002.

Londres[editar | editar código-fonte]

Em 1995, Gretta mudou-se para Londres ao se casar com Richard Marchant, "o principal antiquário e colecionador de cerâmica oriental". Ela continuou produzindo seus trabalhos relacionados às questões do papel da mulher e da identidade feminina e foi representada para a galeria Wolseley Fine Arts. A partir de 2005, fundou sua própria artist-run gallery, a Sartorial Contemporary Arts, galeria destinada a promover exposições de jovens artistas, além das suas próprias.

Reflections of a Woman

A mulher como tema central aparece novamente nesta série de auto-retratos e pinturas, com a qual Gretta continua suas pesquisas em torno da questão do corpo e da identidade feminina. Esse trabalho foi exibido no Wolseley Fine Arts, em Londres, em 1997.

"Nessa série de pinturas, Gretta não fala somente sobre ela mesma, mas também sobre mulheres. Ela tem encontrado uma maneira de representar a natureza feminina. Não se trata de seu corpo, mas do corpo de toda mulher. Ainda que sejam auto-retratos, são também retratos da mulher contemporânea, plena de confiança sobre sua identidade e consciente de seu poder." [7]

Gretta Sarfaty, Crossarms, 2005. Série Myth of Womanhood. Fotografia.

Myth of Womanhood, 2001-2005

A série consiste em imagens da artista na sua intimidade repetida várias vezes de forma a criar um efeito caleidoscópico.

Gretta Sarfaty, Crossarms, 2001-2005. Série Myth of Womanhood. Fotografia.

O próprio título é uma declaração provocativa da artista em relação ao sexo feminino versus Feminismo e sobre como o uso deste tema se tornou clichê.

Gretta Sarfaty, Youth Versus Gravity, 2001-2005. Fotografia.

Youth Versus Gravity, 2001-2005

Gretta Sarfaty, Youth Versus Gravity, 2001-2005. Fotografia.

Nesta série, Gretta manipulou espelhos e suas reflexões para se ter uma visão completa do sujeito de diferentes ângulos. Foram usadas imagens distintas para criar composições divertidas através da simetria, que visam transportar o espectador de volta à ilusão da infância. Em Youth Versus Gravity, a artista se orientadou pelas questões relacionadas à longevidade.

Gretta Sarfaty. Permutations, 2009. Instalação.

Permutations, 2009

A instalação Permutations configura um ricochete cosmológico formado por repetidas imagens de bananas, autorretratos e uma exegese geométrica, posicionados frente a uma Estrela de Davi. Neste trabalho o interesse da artista está na sincronicidade e nas coincidências.

Atividades Recentes[editar | editar código-fonte]

Em 2005, Gretta fundou sua própria galeria, Sartorial Contemporary Art (2005–2010) que foi uma galeria dirigida por artistas e com o objetivo de promover exposições de jovens artistas emergentes. Em outubro de 2008, a galeria foi para um espaço maior em Kings Cross. Gretta foi curadora de muitas de suas exposições, tais como Notting Heaven (2008), Mothers (2008), Remember My Name (2008), Burning Candy (2008), Obsession (2006) and Water (2006). Em colaboração com Jasper Joffe e Harry Pye, Gretta foi co-editora da revista The Rebel.

Em 2010, Gretta participou da exposição Bad Girls, junto com Marina AbramovićAnnette MessagerOrlan e Gina Pane. O conceito da exposição era a comparação entre quatro gerações de artistas mulheres desde os anos 1970. Em 2011, as obras de Gretta foram exibidas na exposição Arte como registro, registro como arte [8] na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil. Esta exposição, que documenta a história da performance no Brasil, destaca Gretta Sarfaty como uma das poucas artistas brasileiras que tiveram suas obras exibidas no Centre Georges Pompidou. Um ano depois, ela participou da exposição Foto/Gráfica – a New History of the Latin-American Photobook [9] (onde exibiu a obra Autho-Photos), em Le Bal, Paris e "Libriste – Dalla collezione di libri d'artista di Marco Carminati: Gretta Sarfaty & Elvio Becheroni . Modificazione e appropriamento di una identita autonoma" na Instituzione Biblioteca Classense em Ravenna, Itália. Em 2013 teve trabalhos exibidos na mostra Ainda: O livro como Performance com curadoria de Amir Brito Cadôr no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, Brasil. Em 2015 participou da exposição Reenactment: Videoarte no Palazzo Dei Diamanti, Ferrara, Itália.

Alegre Sarfaty Collection[editar | editar código-fonte]

Alegre Sarfaty Collection é uma coleção privada de arte contemporânea criada e gerida por Francesco Quaglia e Gretta Sarfaty desde 2010. Alguns dos artistas incluídos na coleção são: Cory Arcangel, Tauba Auerbach, Jonathan Binet, Jules de Balincourt, Jean-Baptiste Bernadet, Walead Beshty, Joe Bradley, Matti Braun, Dan Colen, Sebastian Dacey, Andrew Dadson, Luca Dellaverson, Thomas Demand, Ida Ekblad, Roe Ethridge, Thilo Heinzmann, Matias Faldbakken, Alberto Fiori, Ryan Gander, Liam Gillick, Alex Israel, Wyatt Kahn, Jordan Kasey, Jacob Kassay, Annette Kelm, Ian Kiaer, Friedrich Kunath, Elad Lassry, Michael De Lúcia, Jason Martin, Landon Metz, Trevor Paglen, Nicolas Party, Eddie Peake, Alex Prager, Neil Raitt, Dan Rees, Sterling Ruby, Max Ruf, Thomas Ruff, Albert Samson, Wilhelm Sasnal, Gedi Sibony, Andreas Slominski, Josh Smith, Wolfgang Tillmans.

Exposições[editar | editar código-fonte]

Algumas exposições individuais[editar | editar código-fonte]

1979 - Evocative Recollections (performance com catálogo), Centre Georges Pompidou, Paris, França.[10]

1983 - Auto-Retrato do Brasil – Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil.

1983 - Auto-Retrato do Brasil (livro) – Museu de Arte de São Paulo, Brasil.

1988 - Europa, França e Bahia – Museu da Imagem e do Som e Paço das Artes, São Paulo, Brasil. Retrospectiva dos 15 anos do trabalho de Gretta (catálogo) compreendendo pinturas, vídeos, performances, palestras e obras em colaboração com Timothy Binkley, George Chaikin, Ira Schneider, Willoughby Sharp e outros. Com curadoria de Gretta Sarfaty e Willoughby Sharp e apoio do governo brasileiro.[11]

1993 - Body Works (performance e fotografias. Catálogo) – Foster Goldstrom Gallery (Nova York), Jansen-Perez Gallery (Los Angeles) e San Antonio, (Texas), EUA.

1994 – The Brazilian, Washington, Estados Unidos.

1997 - Reflections of a Woman (Catálogo) - Wolseley Fine Arts, Londres, Inglaterra.

2002 - Myth of Womanhood & Youth versus Gravity (Catálogo) - Sartorial Contemporary Art, Londres, Inglaterra.Com curadoria de Julia Weiner.

2003 - Life Works (exposição individual) – 473 Broadway Gallery, Nova York, EUA.

2006 - X-RAY  - Perseverance, Londres, Inglaterra.

2008 - Gretta's Progress (fotografias e performance. Catálogo) - Leeds College of Art & Design, Leeds, Inglaterra. Com curadoria de  Harry Pye and Olly Beck.

2009 - Gretta's Permutations (instalação e vídeo). Londres, Inglaterra. A mostra apresenta "Gretta's Progress" de Gordon Beswick, um documentário sobre a vida de Gretta Sarfaty desde os anos 80s.

2010 - Through a Glass Darkly (fotografias, performance). Filme de Gordon Beswick. - Sartorial Contemporary Art, Londres, Inglaterra.

2011 - Arte Como Registro, Registro Como Arte (performance e filme) – Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

2013 - Familia MemorabilisWedding Pictures and Sartorial Giveaway of a Lifetime! (Pinturas, fotografias, vídeo e instalação) - Kings Cross, Londres, Inglaterra.

Outras Exposições[editar | editar código-fonte]

1975 - XII Bienal Internacional de Arte de São Paulo - Sao Paulo, Brazil

1976 - Bienal Nacional 76, Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brazil.

1976 - Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), São Paulo, Brazil.

1977 - Internacional Woman in Arts, Große Orangerie Schloss Charlottenburg, Berlim, Alemanha.

1980 - Espaces Libres, Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, França.

1981 - International Triennal of Drawings, Warsaw, Polônia.

1985 - Purgatorio Show ’85 New York - C.U.A.N.D.O., Nova York, EUA. Organizado por Willoughby Sharp Studio, Plexus & Sandro Dernini.

1987 - Summer Solstice '87, Art Performance "The Marriage" Art Performance (The Honeymoon). Gretta Sarfaty e Willoughby Sharp - WNYC-TV special de Charlie Morrow com John Cage, Melissa Fenley, Philip Glass, Butch Morris, NY

1987 - Art in Mind - La Viande Gallery, Londres, Inglaterra.

1988 – Exposição Brasil – China, Galeria de Belas Artes da China, Pequim, China.

1989 – Goya Time, Nova York, Estados Unidos.

1989 – The Prisoners of Art, Nova York, Estados Unidos.

2000 - Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP, Museu de Arte Contemporânea (MAC/USP), São Paulo, Brazil.

2005 - The Oh House & The Night on Earth - The Oxford House, Londres, Inglaterra. Com curadoria de Harry Pye.

2005 - Bodynobody - Com curadoria de Luciano Inga Pin e Giuseppe Savoca. Milão Itália.

2005 - People Like Us (publicação) - Nomoregrey Gallery, Londres, Inglaterra.

2006 - Half Life - Fieldgate Gallery, Londres, Inglaterra.

2006 - Black History Month - Lewisham Library, Londres, Inglaterra. Com curadoria de Harry Pye.

2008 - Again and Again. Gretta Safarty e Mister Solo - East London College of Art, Londres, Inglaterra.

2010 - Bad Girls: Good girls go to heaven, bad girls go everywhere. Com Marina Abramović, Annette Messager, Orlan e Gina Pane. Itália.

2011 - PerformativeJake and Dinos Chapman, Nicola Ruben Montini e Marchant - Sartorial Contemporary Art, Londres, Inglaterra.

2012 - A New History of the Latin-American Photobook, Fóto/Gráfica Gretta Auto-Photos – Le Bal, Paris, França.

2012 - Libriste. Dalla collezione di libri d'artista di Marco Caminati;[12]Gretta & Becheroni: modificazione e appropriamento di un’identita’ autonoma - Istituzione Biblioteca Classense, Ravenna, Itália.

2013 - Ainda: Livro como Performance. Curadoria de Amir Brito Cadôr no Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brazil.

2015 – Destino dos Objetos, Sala dos Pomares, Viamão, RS.

2015 - Reenactment: Videoarte a Palazzo Dei Diamanti: 1973-1979. Ferrara, Italy

Curadoria[editar | editar código-fonte]

Gretta foi curadora de quase todas as exposições organizadas na galeria Sartorial Contemporary Art,[13] em que foi diretora por oito anos (2005-2013).

Outras mostras com curadoria de Gretta:

  • La Maja in Goya Time, Art Opera Multi-Media Event (cem realizadores interagindo) - CUANDO, Church and Courtyard, Nova York, EUA, 1985.
  • Europa Franca & Bahia  - Museu da Imagem e do Som e Paço das Artes (catálogo), São Paulo, Brasil, 1988. 15 anos de produção de Gretta Sarfaty. Exposição com apoio do Governo brasileiro.
  • It Takes Two: James Jessop versus Harry Pye (publicação) - Fish Market em South Market, Londres, Inglaterra, 2007.
  • Burning Candy (catálogo e filme) – Leeds College of Art and Design, Leeds, Inglaterra, 2008.
  • Fortless Sartorial, an Interactive Performance Installation - Jeni Snell/Group exhibition with Panick’s workshops, Corams Fields Youth Resource Centre and South Camden Youth Access Point. Com apoio de Arts Council, O2 e Camden Council, Londres, Inglaterra, 2009.
  • Em 2009, Gretta foi juri de uma premiação, Presenting the Top 100, organizada em parceria com PRS for Music e Jealous Gallery, Londres, Inglaterra.

Coleções Públicas[editar | editar código-fonte]

Euro-American Art Center, Caracas / Galleria La Filanda, Veranno-Brianza / Milan Globo TV - Brazilian Broadcasting Corp., Brazil / ICC - International Cultureel Centrum, Antwerp / Itau Bank, São Paulo / Lubavitcher Foundation, São Paulo /  MAC - Museu de Arte Contemporãnea, São Paulo / Maison de la Culture du Havre, France / MAM - Museo de Arte Moderna, Cuenca, Ecuador / MASP - Museu de Arte de São Paulo, São Paulo / MIS - Museu de Imagem e do Som, São Paulo / MNBA - Museu Nacional de Belas Artes, São Paulo / Monique Goldstrom Estate, New York / Musee d'Art Moderne de La Ville de Paris, Paris / Musee du Palais du Luxembourg, Paris / Museu da Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo / Museu de Paco das Artes, São Paulo / New York Hospital, Department of Psychiatry, USA / Palazzo dei Diamanti, Ferrara, Italy / Patterson Museum, New Jersey, USA / Petite Galerie, Rio de Janeiro / Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo / Republic National Bank of New York, New York / Safra Bank, São Paulo / Safra National Bank of New York, New York / The Chelsea Hotel, New York / The Meaningful Life Centre, Brooklyn, USA / USP - Universidade de São Paulo, São Paulo / Varig - Brazilian Airlines, Brazil / Vasp - Brazilian Airlines, Brazil / Worseley Fine Arts, UK / Euro-American Art Center, Caracas.    

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

ARTE Global 77. São Paulo: Galeria ARTE Global, 1977. , il. p.b. SPgag 1977

Burning Candy (catátogo), Leeds College of Art and Design, Leeds, 2008.

CALLINGS, Matthew. Modern Painters, London, 2006, pp. 34–35.

CANDELA, Alessandra Gagliano. Bad Girls: good girls go to heaven, bad girls go everywhere, in: Art Key. Magazine d'Arte Moderna e Contemporanea, 2010.

"FÓTO/GRAFICA" A New History of the Latin-American Photobook, LensCulture, 31 January 2012.

DORFLES, GILLO. Ultime Tendenze nell’Arte d’Oggi, Dall'informale al neo-oggettuale, Milano, 2004.

DORFLES, GILLO.  Texto La Body Art In: revista L’Arte Moderna, número 112.

GRETTA & BACHERONI. Modificazione e Appropriamento di una identità autonoma (catálogo), Prearo Editore, 1980.

Gretta Marchant: "Life Works", in: New York Arts Magazine, Vol. 8, February 2003.

Gretta . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Acesso em: 16 de Abr. 2018. Verbete da Enciclopédia.ISBN: 978-85-7979-060-7

GRETTA. Auto-retrato do Brasil: retratos e depoimentos de 50 personagens. Tradução Bibiana Marie Anna Rys; tradução Nancy Cristina Martorana, Elvio Becheroni, Patrizia Olivieri; apresentação Sabina de Libman; fotografia Romulo Fialdini. São Paulo: Arte aplicada, 1983. 147 p., il.

GRETTA. Europa, França & Bahia. São Paulo: MIS : Paço das Artes, 1988. 16 p., il. p&b. color.

GRETTA. Gretta Sarfaty: Soho scenes: desenhos e pinturas. São Paulo: Renato Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, 1993. , il. p&b. color., fot. G834 1993.

GUIMARÃES, Andréa Camargo... (et al.) Cronologia de artes plásticas : referências 1975-1995 – São Paulo : Centro Cultural São Paulo-IDART, 2010.

KLINTOWITZ, Jacob. Uma viagem pelo ego de Gretta Sarfaty. Jornal da Tarde, São Paulo, 14 mar. 1988. Não catalogado

LODA, Romana. Gretta: um tentativo de amor. Galleria Multimedia (Brescia), 1981.

Marco Carminati, Dino Silvestroni, Marta Zocchi, Libriste dalla Collezione di Libri d’Artista di Marco Carminati, introduction by: Ada de Pirro, Instituzione Biblioteca Classense, Ravenna, March 2012.

Mike Higgins, Gretta: Reflections of a Woman, in: Independent Newspaper London, December 1997.

PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, São Paulo, 1976. Pintura. Apresentação de Paulo Mendes de Almeida. São Paulo: MAM, 1976.

POÉTICAS visuais. Apresentação de Walter Zanini. Texto de Júlio Plaza. São Paulo: MAC/USP, 1977.

VERZOTTI, Giorgio. Gretta / Diagramma. Magazine G7 Studio. Itália, (Abril, 1979)

Mini-doc em 3 partes sobre a trajetória de Gretta Sarfaty: Gretta's Progress I; Gretta's Progress II; Gretta's Progress III.

Notas

  1. O vídeo "Modificazione e appropriamento di una identitá autonoma" está disponível no Youtube. Acesso 19 Setembro 2016.
  2. O vídeo "Goya Time" está disponível no Youtube. Acesso 19 Setembro 2016.
  3. O vídeo "Who killed Heinrich Hertz?" está disponível no Youtube. Acesso 19 Setembro 2016.

Referências

  1. Lemos, Fernando (4 June 1978). "Gretta: Pinturas e autophotos". Folha de S.Paulo.
  2. PONTUAL, Roberto, Jornal do Brasil: "Artes Plasticas – O corpo e a alma" (maio/1979)
  3. VERZOTTI, Giorgio. "Gretta / Diagramma". Magazine G7 Studio. Itália, (Abril,1979)
  4. BECHERONI, Elvio. "Dal «continente-donna». Una intelligente denuncia della condizione feminile nel mondo, L'Arena di Verona, 24 March 1979, p.37.
  5. DORFLES, Gillo (October 1979). Ensaio publicado para a exposição individual de Gretta Sarfaty no Centro Culturale La Filanda, Verano IItália.
  6. AVOGADRO, Gina (24 February 1981). Personaggi – Within every woman there lies a tiger. Il Giorno.
  7. VAN DER WERK, Hanneke (1997). Essay published published for Gretta's solo exhibition at Wolseley Fine Arts Gallery, London.
  8. «Fotos da exposição "Arte como registro, registro como arte: performances na Pinacoteca do Estado de São Paulo".». Consultado em 25 de setembro de 2016 
  9. «Página web da exposição FOTO/GRÁFICA: une nouvelle histoire des livres de photographie latino-americains.Le Bal, 2012.». Consultado em 11 de abril de 2018 
  10. DORFLES, Gillo, WILLER, Claudio (1979). Gretta, evocative recollections. Kandinsky Library: Sao Paulo, Brésil, Massao Ohno. p. 36
  11. SARFATY, Gretta. Europa, França & Bahia. São Paulo: Museu da Imagem e do Som e Paço das Artes, 1988.
  12. Libriste. Dalla collezione di libri d'artista di Marco Caminati. Biblioteca Classense. 2012. p. 106.
  13. «Página web da Sartorial Contemporary Art - exposições passadas». Consultado em 11 de abril de 2018 

Links externos[editar | editar código-fonte]

Página web oficial de Gretta Sarfaty

Página web da galeria Sartorial Contemporary Art

Página web da coleção Alegre Sarfaty