Gretta Sarfaty

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Gretta Sarfaty,1976. Auto-Photos III (detalhe). Fotografia.

Gretta Alegre Sarfaty é uma pintora, desenhista, gravadora, fotógrafa e artista multimídia brasileira que ganhou reconhecimento internacional no final dos anos 1970, a partir de seus trabalhos artísticos relacionados à Body art e ao Feminismo.

Muda-se com a família para São Paulo em 1954 e naturaliza-se brasileira no mesmo ano. Em 1970, participa do Grupo de Vanguarda, no Rio de Janeiro, com Cildo Meireles, Artur Barrio e Rubens Gerchman, entre outros. Em 1972, de volta a São Paulo, é aluna de Ivald Granato e Walter Lewy. Em 1973, inicia-se em gravura em metal sob orientação de Mário Gruber  (1934) e edita suas próprias gravuras. Cursa a escola de Arte Documenta, em 1973. Muda-se para a Europa em 1976, onde vive até 1982. Nesse período, participa de exposições envolvendo vídeo e performance em diversos países, como Itália, França, Bélgica e Alemanha. Em 1983, deixa a Europa e passa a viver em Nova York.

Possui obras nos acervos do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, Palazzo dei Diamanti de Ferrara, Museum of Modern Art of New York (MoMa), The Art Institute of Chicago, University of California San Diego (UCSD), New York University (NYU), entre outros.[1]

Gretta Sarfaty,1978. Auto-Photo, 1978. Livro.

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Gretta nasceu em Atenas, Grécia, em 1947 e recebeu o nome de Alegre Sarfaty. Sua família, de origens italiana, grega e turca, mudou-se para o Brasil, especificamente para São Paulo, em 1954.

Aos 17 anos, Gretta casou-se com José Grzywacz, com quem teve três filhos: Vitória Sarfaty Grzywacz, Pedro Grzywacz e Rafaela Grzywacz Goodman.

Nos anos seguintes, Gretta dedica-se a seus trabalhos artísticos e aos 25 anos, começa a expor profissionalmente. Dentre seus estudos de arte, destacam-se os realizados na FAAP e na Escola Panamericana de Artes, com Ivald Granato e Walter Lewy. Por conta de sua produção artística e exposições, muda-se para Paris, Milão e Nova York.

Carreira Artística[editar | editar código-fonte]

As obras de Gretta foram exibidas inicialmente em São Paulo, Nova York e Londres, em exposições individuais e museus. Sua produção artística iniciou-se com pinturas, mas logo entendeu-se para variadas técnicas e suportes, como instalação, fotografia, vídeo, pintura e performance.

Brasil e Europa[editar | editar código-fonte]

No início dos anos 1970, Gretta iniciou sua série de pintura, Metamorphosis, e sua produção foi notada pelo galerista brasileiro, Franco Terranova. Em 1976, ela exibiu seu trabalho na Galeria de Arte Globa, em São Paulo.[2] Em 1979, suas obras foram exibidas em diferentes países, tais como Alemanha (Karlsruhe), Itália (Galleria Diagramma, Milão; Palazzo dei Diamanti, Ferrara) e França (Paris, Centre Georges Pompidou), onde exibiu sua série Evocative Recollections. Em 1983, ela criou seu projeto Auto-retrato do Brasil[3], uma publicação contendo uma série de pinturas feitas pela artista e textos sobre importantes personalidades do país que foi exibida no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Em 2011 participou da exposição Arte como Registro, Registro como Arte, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Auto-Photos[editar | editar código-fonte]

Essa série de fotografias, de 1976, é um dos primeiros trabalhos em que Gretta utiliza sua própria imagem para abordar o tema da identidade feminina: seu rosto aparece numa sequência de beleza e feiúra, graça e loucura.[4] Esse jogo frívolo com imagens recorrentes de si mesma faz um diálogo irônico com a imagem cultural da mulher, imposta pela sociedade. Podemos relacionar essa obra com a noção da "performatividade de gênero", um termo criado por Judith Butler em 1988. Sobre este trabalho, escreveu Roberto Pontual:

"O trabalho de Gretta Sarfaty foi originalmente mais relacionado com a linguagem da fotografia, especialmente durante sua recente estadia na Europa. Seu foco principal tem sido sempre o corpo da mulher, incluindo o seu próprio corpo como um símbolo de condição das mulheres em nossa sociedade".[5]

Transformações[editar | editar código-fonte]

Transformation I, 1976.

Nessa série, o processo de desconstruir a imagem feminina ganha ainda mais força. O rosto da artista foi manipulado e distorcido pelo processo de revelação das fotografias. Sobre a obra, diz Giorgio Verzotti:

“Estas imagens devem ser vistas como a exteriorização de uma revolta contra o padrão cultural do sexo masculino, destruindo o esteriótipo do conceito feminino de beleza para uma dimensão de distorção de uma beleza abstrata e estética, onde a artista se opõe com uma visão de aversão, através de um corpo que é deformado, desfigurado e fragmentado”.[6]

Diário de uma mulher[editar | editar código-fonte]

Esta série é outro exemplo da utilização do meio da fotografia para criar um diário de seu próprio corpo, capturando poses quase abstratas. A forma em que o corpo da artista aparece nas fotografias põe em cheque a sua materialidade. 

Evocative Recollections[editar | editar código-fonte]

Evocative Recollections, 1981

Em 1979, Gretta apresentou a perfomance Evocative Recollections no Centre Georges Pompidou, em Paris (França) e no Palazzo di Diamanti di Ferrara, (Itália).[7] Essa perfomance foi também exibida em outros países, como Bélgica, (Internationaal Cultureel Centrum, Antuérpia) e Brasil. Sob o mesmo nome, Evocative Recollections, Sarfaty continuou suas investigações acerca das questões sobre o corpo feminino e sobre a liberação das mulheres numa série de fotografias (1980–1981). Em um ensaio publicado para a exposição individual de Gretta Sarfaty no Centro Culturale La Filanda (Verano, Itália) Gillo Dorfles escreveu: "é claro que tais fotografias não seriam as mesmas se feitas por outra artista, com outra opinião, entretanto, mesmo considerando sob o ponto de vista da fotografia como documento, as opções corpóreas de Gretta alcançam uma eficácia incomum. Estamos diante de uma combinação pouco comum, entre a atividade criativa de uma artista que sabe como aproveitar as possibilidades expressivas e plásticas de seu corpo e a realização de uma documentação fotográfica que se mantém autônoma, tanto de seus valores técnicos como estéticos".[8]

Nova York[editar | editar código-fonte]

Em 1983, Gretta mudou-se para Nova York e depois de um evento traumático, o incêndio no Hotel Chelsea, ela iniciou uma colaboração com o grupo de artistas americanos de vídeo e perfomance, InterComm. Nesse momento, Gretta também iniciou suas pesquisas em torno do pensamento esotérico da Kabbalah. Ela tornou-se amiga de Simon Jacobson e Kenny Vance e decidiu retratar a comunidade da Kabbalah em suas pinturas (Kabbalah, 1984–1985). Gretta também criou a performance, Goya Time (1985) e o vídeo, My Single Life in New York (1987).

Durante o tempo em que foi representada pela galeria nova iorquina, Foster Goldstrom Fine Arts, a artista esteve envolvida na vida artística e cultural da cidade. Assim, conheceu o diretor e produtor de cinema, Arthur Penn, com quem colaborou no filme The Portrait, em 1993, em cuja equipe estavam Gregory Peck e Lauren Bacall.


Body Works[editar | editar código-fonte]

No final dos anos 1980 e início dos 1990, Gretta criou a série fotográfica Body Works, em que corpos nus "constituem uma denúncia das práticas hedonísticas e alienantes as quais a forma feminina é submetida, uma denúncia da repressão e mistificação para as quais se expõem a educação da mulher em todas as direções. E são uma afirmação da real sensualidade da mulher, cuja respeitabilidade, no entanto, ainda se tenta esconder ou reprimir (a cortina ou mosqueteiro)" . E assim, como a crítica de arte Romana Loda, podemos citar Hugo Von Hofmannsthal que disse: "O profundo deve ser escondido. Onde? Na superfície".[9]

Gretta & Becheroni: Change and Appropriation of an Autonomous Identity[editar | editar código-fonte]

Vídeo[nota 1] produzido em 1980 em colaboração com Elvio Becheroni. Gretta performa em cubo feito de laços de papel, fazendo de si uma passagem para o espaço. Como uma maneira metafórica para evocar uma nova identidade.

Goya Time[editar | editar código-fonte]

La Maja, Goya Time foi um evento multimídia que contou com 100 artistas e cujos curadores foram Sandro Bernini e Butch Morris. Gretta escreveu o roteiro e dirigiu essa art opera[nota 2] inspirada na obra de Francisco de Goya. Essa perfomance foi realizada em 1985, na Igreja CUANDO e em um estacionamento no Lower East Side, Nova York, EUA.

Virtual Body Works 1988/2003[editar | editar código-fonte]

Durante a primavera de 1987, Gretta foi convidada a participar do evento interativo de telecomunicações, Who Killed Heinrich Hertz?,[nota 3] criado pelo InterComm (Timothy Binkley, George M. Chaikin, Ira Schneider and Willoughby Sharp). Ela se envolveu em trabalhos colaborativos com cada um dos artistas citados acima. Em 1988, Ira Schneider criou um vídeo dedicado a Gretta Sarfaty.

Myth[editar | editar código-fonte]

Vídeo produzido por Denny Daniel em 2003, a partir de uma compilação de instantâneos de Gretta, manipulados por um efeito caleidoscópico e justapostos com cenas do cotidiano da artista. A estrutura do filme segue o estilo dos vídeos de música do final dos anos 1980.

Londres[editar | editar código-fonte]

Em 1995, Gretta mudou-se para Londres ao se casar com Richard Marchant, "o principal antiquário e colecionador de cerâmica oriental". Ela continuou seus trabalhos relacionados às questões do papel da mulher e da identidade feminina. Em Londres, Gretta foi representada pela galeria Wolseley Fine Arts e a partir de 2005, ela teve seu próprio espaço, a Sartorial Contemporary Arts, para a qual se dedicou à realização de exposições de jovens artistas, além das suas próprias.  

Reflections of a Woman[editar | editar código-fonte]

A mulher como tema central aparece novamente nesta série de auto-retratos e pinturas, com a qual Gretta continua suas pesquisas em torno da questão do corpo e da identidade feminina. Esse trabalho foi exibido no Wolseley Fine Arts, em Londres, em 1997.

"Nessa série de pinturas, Gretta não fala somente sobre ela mesma, mas também sobre mulheres. Ela tem encontrado uma maneira de representar a natureza feminina. Não se trata de seu corpo, mas do corpo de toda mulher. Ainda que sejam auto-retratos, são também retratos da mulher contemporânea, plena de confiança sobre sua identidade e consciente de seu poder." [10]

Atividades Recentes[editar | editar código-fonte]

Em 2005, Gretta fundou sua própria galeria, Sartorial Contemporary Art. Em outubro de 2008, a galeria foi para um espaço maior em Kings Cross. Gretta foi curadora de muitas de sua exposições, tais como Notting Heaven (2008), Mothers (2008), Remember My Name (2008), Burning Candy (2008), Obsession (2006) and Water (2006). Em colaboração com Jasper Joffe e Harry Pye, Gretta foi co-editora da revista The Rebel .

Em 2010, Gretta participou da exposição Bad Girls, junto com Marina AbramovićAnnette MessagerOrlan e Gina Pane. O conceito da exposição era a comparação entre quatro gerações de artistas mulheres desde os anos 1970. Em 2011, as obras de Gretta foram exibidas na exposição Arte como registro, registro como arte [11] na Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil. Esta exposição, que documenta a história da performance no Brasil, destaca Gretta Sarfaty como um das poucas artistas brasileiras que tiveram suas obras exibidas no Centre Georges Pompidou. Um ano depois, ela participou da exposição Foto/Gráfica – a New History of the Latin-American Photobook [12] (onde exibiu a obra Autho-Photos), em Le Bal, Paris e "Libriste – Dalla collezione di libri d'artista di Marco Carminati: Gretta Sarfaty & Elvio Becheroni . Modificazione e appropriamento di una identita autonoma" na Instituzione Biblioteca Classense em Ravenna, Itália.

Exposições[editar | editar código-fonte]

Exposições Individuais[editar | editar código-fonte]

1979 - Evocative Recollections (performance com catálogo), Centre Georges Pompidou, Paris, França.[13][14]

1983 - Auto-Retrato do Brasil – Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil.[15]

1983 - Auto-Retrato do Brasil (livro) – Museu de Arte de São Paulo, Brasil.[16]

1988 - Europa, França e Bahia – Museu da Imagem e do Som e Paço das Artes, São Paulo, Brasil. Retrospectiva dos 15 anos do trabalho de Gretta (catálogo) compreendendo pinturas, vídeos, performances, palestras e obras em colaboração com Timothy Binkley, George Chaikin, Ira Schneider, Willoughby Sharp e outros. Com curadoria de Gretta Sarfaty e Willoughby Sharp e apoio do governo brasileiro.[17][18]

1993 - Body Works (performance e fotografias. Catálogo) – Foster Goldstrom Gallery (Nova York)[19], Jansen-Perez Gallery (Los Angeles) e San Antonio, (Texas)[20], EUA.

1997 - Reflections of a Woman (Catálogo) - Wolseley Fine Arts, Londres, Inglaterra.

2002 - Myth of Womanhood & Youth versus Gravity (Catálogo) - Sartorial Contemporary Art, Londres, Inglaterra.Com curadoria de Julia Weiner.

2003 - Life Works (exposição individual) – 473 Broadway Gallery, Nova York, EUA.

2006 - X-RAY  - Perseverance, Londres, Inglaterra.

2008 - Gretta's Progress (fotografias e performance. Catálogo) - Leeds College of Art & Design, Leeds, Inglaterra. Com curadoria de  Harry Pye and Olly Beck.

2009 - Gretta's Permutations (instalação e vídeo). Londres, Inglaterra. A mostra apresenta "Gretta's Progress" de Gordon Beswick, um documentário sobre a vida de Gretta Sarfaty desde os anos 80s.

2010 - Through a Glass Darkly (fotografias, performance). Filme de Gordon Beswick. - Sartorial Contemporary Art, Londres, Inglaterra.

2011 - Arte Como Registro, Registro Como Arte (performance e filme) – Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

2013 - Familia MemorabilisWedding Pictures and Sartorial Giveaway of a Lifetime! (Pinturas, fotografias, vídeo e instalação) - Kings Cross, Londres, Inglaterra.

Exposições Coletivas[editar | editar código-fonte]

1975 - 13ª Bienal Internacional de São Paulo. Fundação Bienal, São Paulo, Brasil. [21]

1976 - Bienal Nacional 76. Fundação Bienal, São Paulo, Brasil. [22]

1976 - 8° Panorama de Arte Atual Brasileira. Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil. [23]

1977 - 9° Panorama de Arte Atual Brasileira. Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil. [24]

1977 - Poéticas Visuais. São Paulo, Brasil. [25]

1977 - International Woman in Arts. Große Orangerie Schloss Charlottenburg, Berlim, Alemanha. [26]

1980 - Espaces Libres, Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris, França.

1981 - International Triennal of Drawings, Warsaw, Polônia.

1985 - Purgatorio Show ’85 New York - C.U.A.N.D.O., Nova York, EUA. Organizado por Willoughby Sharp Studio, Plexus & Sandro Dernini.

1987 - Summer Solstice '87, Art Performance "The Marriage" Art Performance (The Honeymoon). Gretta Sarfaty e Willoughby Sharp - WNYC-TV special de Charlie Morrow com John Cage, Melissa Fenley, Philip Glass, Butch Morris, NY[27]

1987 - Art in Mind - La Viande Gallery, Londres, Inglaterra.

2000 - Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP - Galeria de Arte do Sesi, São Paulo, Brasil.[28]

2005 - The Oh House & The Night on Earth - The Oxford House, Londres, Inglaterra. Com curadoria de Harry Pye.

2005 - Bodynobody - Com curadoria de Luciano Inga Pin e Giuseppe Savoca. Milão Itália.

2005 - People Like Us (publicação) - Nomoregrey Gallery, Londres, Inglaterra.

2006 - Half Life - Fieldgate Gallery, Londres, Inglaterra.

2006 - Black History Month - Lewisham Library, Londres, Inglaterra. Com curadoria de Harry Pye.

2008 - Again and Again. Gretta Safarty e Mister Solo - East London College of Art, Londres, Inglaterra.

2010 - Bad Girls: Good girls go to heaven, bad girls go everywhere. Com Marina Abramović, Annette Messager, Orlan e Gina Pane. Itália.

2011 - PerformativeJake and Dinos Chapman, Nicola Ruben Montini e Marchant - Sartorial Contemporary Art, Londres, Inglaterra.

2012 - A New History of the Latin-American Photobook, Fóto/Gráfica Gretta Auto-Photos – Le Bal, Paris, França.

2012 - Libriste. Dalla collezione di libri d'artista di Marco Caminati;[29]Gretta & Becheroni: modificazione e appropriamento di un’identita’ autonoma - Istituzione Biblioteca Classense, Ravenna, Itália.

2013 - Ainda: Livro como Performance. Curadoria de Amir Brito Cadôr no Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brazil.

2013 - Fotolivros Latin-americanos, Instituto Moreira Sales, São Paulo e Rio de Janeiros, Brasil. Curadoria de Horacio Fernández.

2015 - Reenactment: Videoarte a Palazzo dei Diamanti, 197301979. Ferrara, Itália.

2018 - MAM 70: MAM e MAC - exposição comemorativa de 70 anos do Museu em parceria com o MAC/USP, São Paulo, Brasil.

Curadoria[editar | editar código-fonte]

Gretta foi curadora de quase todas as exposições organizadas na galeria Sartorial Contemporary Art,[30] em que foi diretora por oito anos (2005-2013).

Outras mostras com curadoria de Gretta:

  • La Maja in Goya Time, Art Opera Multi-Media Event (cem realizadores interagindo) - CUANDO, Church and Courtyard, Nova York, EUA, 1985.
  • Europa Franca & Bahia  - Museu da Imagem e do Som e Paço das Artes (catálogo), São Paulo, Brasil, 1988. 15 anos de produção de Gretta Sarfaty. Exposição com apoio do Governo brasileiro.
  • It Takes Two: James Jessop versus Harry Pye (publicação) - Fish Market em South Market, Londres, Inglaterra, 2007.
  • Burning Candy (catálogo e filme) – Leeds College of Art and Design, Leeds, Inglaterra, 2008.
  • Fortless Sartorial, an Interactive Performance Installation - Jeni Snell/Group exhibition with Panick’s workshops, Corams Fields Youth Resource Centre and South Camden Youth Access Point. Com apoio de Arts Council, O2 e Camden Council, Londres, Inglaterra, 2009.
  • Em 2009, Gretta foi juri de uma premiação, Presenting the Top 100, organizada em parceria com PRS for Music e Jealous Gallery, Londres, Inglaterra.

Coleções Públicas[editar | editar código-fonte]

Euro-American Art Center, Caracas / Galleria La Filanda, Veranno-Brianza / Milan Globo TV - Brazilian Broadcasting Corp., Brazil / ICC - International Cultureel Centrum, Antwerp / Itau Bank, São Paulo / Lubavitcher Foundation, São Paulo /  MAC - Museu de Arte Contemporãnea, São Paulo / Maison de la Culture du Havre, France / MAM - Museo de Arte Moderna, Cuenca, Ecuador / MASP - Museu de Arte de São Paulo, São Paulo / MIS - Museu de Imagem e do Som, São Paulo / MNBA - Museu Nacional de Belas Artes, São Paulo / Monique Goldstrom Estate, New York / Musee d'Art Moderne de La Ville de Paris, Paris / Musee du Palais du Luxembourg, Paris / Museu da Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo / Museu de Paco das Artes, São Paulo / New York Hospital, Department of Psychiatry, USA / Palazzo dei Diamanti, Ferrara, Italy / Patterson Museum, New Jersey, USA / Petite Galerie, Rio de Janeiro / Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo / Republic National Bank of New York, New York / Safra Bank, São Paulo / Safra National Bank of New York, New York / The Chelsea Hotel, New York / The Meaningful Life Centre, Brooklyn, USA / USP - Universidade de São Paulo, São Paulo / Varig - Brazilian Airlines, Brazil / Vasp - Brazilian Airlines, Brazil / Worseley Fine Arts, UK / Euro-American Art Center, Caracas / Museum of Modern Art of New York (MoMa), New York / The Art Institute of Chicago, Chicago / University of California San Diego (UCSD), San Diego / New York University (NYU), New York.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Gretta & Becheroni: Modificazione e Appropriamento di una identità autonoma (catálogo), Prearo Editore, 1980.

Gretta Marchant: "Life Works", in: New York Arts Magazine, Vol. 8, February 2003.

Gilberto Kassab, Cronología de Artes Plásticas. Referencias 1975 – 1995, Centro Cultural São Paulo, IDART, 2010.

Mike Higgins, Gretta: Reflections of a Woman, in: Independent Newspaper London, December 1997.

Alessandra Gagliano Candela, Bad Girls: good girls go to heaven, bad girls go everywhere, in: Art Key. Magazine d'Arte Moderna e Contemporanea, 2010.

"FÓTO/GRAFICA" A New History of the Latin-American Photobook, LensCulture, 31 January 2012.

Fotolivros Latino-Americanos, Horacio Fernández - Ed. Cosac & Naify, 2001.

Gillio Dorfles, Ultime Tendenze nell’Arte d’Oggi, Dall'informale al neo-oggettuale, Milano, 2004.

Matthew Collings, Modern Painters, London, 2006, pp. 34–35.

Marco Carminati, Dino Silvestroni, Marta Zocchi, Libriste dalla Collezione di Libri d’Artista di Marco Carminati, introduction by: Ada de Pirro, Instituzione Biblioteca Classense, Ravenna, March 2012.

Burning Candy (catátogo), Leeds College of Art and Design, Leeds, 2008.

Documentários[editar | editar código-fonte]

1987 - Kabbalah

1987 - My Single Life in NYC

1988 - Gretta at Work

2009 - Gretta’s Progress I; Gretta’s Progress II; Gretta’s Progress III

Notas

  1. O vídeo "Modificazione e appropriamento di una identitá autonoma" está disponível no Youtube. Acesso 19 Setembro 2016.
  2. O vídeo "Goya Time" está disponível no Youtube. Acesso 19 Setembro 2016.
  3. O vídeo "Who killed Heinrich Hertz?" está disponível no Youtube. Acesso 19 Setembro 2016.

Referências

  1. Cultural, Instituto Itaú. «Gretta | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  2. Alvaro, Egidio (1976). "Gretta". Artes Plasticas.
  3. SARFATY, Gretta (1983). Auto-retrato do Brasil - Retratos e Depoimentos de 50 Personagens. São Paulo: Arte Aplicada 
  4. Lemos, Fernando (4 June 1978). "Gretta: Pinturas e autophotos". Folha de S.Paulo.
  5. PONTUAL, Roberto, Jornal do Brasil: "Artes Plasticas – O corpo e a alma" (maio/1979)
  6. VERZOTTI, Giorgio. "Gretta / Diagramma". Magazine G7 Studio. Itália, (Abril,1979)
  7. BECHERONI, Elvio. "Dal «continente-donna». Una intelligente denuncia della condizione feminile nel mondo, L'Arena di Verona, 24 March 1979, p.37.
  8. DORFLES, Gillo (October 1979). Ensaio publicado para a exposição individual de Gretta Sarfaty no Centro Culturale La Filanda, Verano IItália.
  9. AVOGADRO, Gina (24 February 1981). Personaggi – Within every woman there lies a tiger. Il Giorno.
  10. VAN DER WERK, Hanneke (1997). Essay published published for Gretta's solo exhibition at Wolseley Fine Arts Gallery, London.
  11. «Fotos da exposição "Arte como registro, registro como arte: performances na Pinacoteca do Estado de São Paulo".». Consultado em 25 de setembro de 2016. 
  12. «Página web da exposição FOTO/GRÁFICA: une nouvelle histoire des livres de photographie latino-americains.Le Bal, 2012.». Consultado em 26 de abril de 2018. 
  13. DORFLES, Gillo, WILLER, Claudio (1979). Gretta, evocative recollections. Kandinsky Library: Sao Paulo, Brésil, Massao Ohno. p. 36
  14. Cultural, Instituto Itaú. «Gretta (1979 : Paris, França) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  15. Cultural, Instituto Itaú. «Auto-Retrato do Brasil (1983 : Rio de Janeiro, RJ) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  16. Cultural, Instituto Itaú. «Auto-Retrato do Brasil (1983 : São Paulo, SP) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  17. SARFATY, Gretta. Europa, França & Bahia. São Paulo: Museu da Imagem e do Som e Paço das Artes, 1988.
  18. Cultural, Instituto Itaú. «Europa, França & Bahia (1988 : São Paulo, SP) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  19. Cultural, Instituto Itaú. «Gretta (1993 : Nova York, Estados Unidos) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  20. Cultural, Instituto Itaú. «Gretta (1993 : San Antonio, Estados Unidos) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  21. Cultural, Instituto Itaú. «Bienal Internacional de São Paulo (13. :1975 : São Paulo, SP) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  22. Cultural, Instituto Itaú. «Bienal Nacional 76 (1976 : São Paulo, SP) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  23. Cultural, Instituto Itaú. «Panorama de Arte Atual Brasileira (8. : 1976 : São Paulo, SP) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  24. Cultural, Instituto Itaú. «Panorama de Arte Atual Brasileira (9. : 1977 : São Paulo, SP) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  25. Cultural, Instituto Itaú. «Poéticas Visuais (1977 : São Paulo, SP) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  26. Cultural, Instituto Itaú. «International Woman in Arts (1977 : Berlim, Alemanha) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  27. Cultural, Instituto Itaú. «The Honeymoon (1987 : Nova York, Estados Unidos) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  28. Cultural, Instituto Itaú. «Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP (2000 : São Paulo, SP) | Enciclopédia Itaú Cultural». Enciclopédia Itaú Cultural 
  29. Libriste. Dalla collezione di libri d'artista di Marco Caminati. Biblioteca Classense. 2012. p. 106.
  30. «Página web da Sartorial Contemporary Art - exposições passadas». Consultado em 26 de abril de 2018..  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Links externos[editar | editar código-fonte]

Página web oficial de Gretta Sarfaty

Página web da galeria Sartorial Contemporary Art

Página web da coleção Alegre Sarfaty