Centro Georges Pompidou

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Centro Georges Pompidou
Tipo museu de arte, museu nacional
Inauguração 1977 (43 anos)
Visitantes 3 335 509, 3 273 867
Administração
Diretor(a) Serge Lasvignes
Website oficial
Geografia
Coordenadas 48° 51' 38" N 2° 21' 9" E
Localização Saint-Merri
País França

O Centro Georges Pompidou (Centre national d'art et de culture Georges-Pompidou) é um complexo cultural nomeado a partir de Georges Pompidou, o Presidente da França de 1969 até 1974, que encomendou a construção. Foi desenhado por um time de arquitetos composto pelos italianos Renzo Piano e Gianfranco Franchini e pelos britânicos Richard Rogers e Su Rogers, com assessoria do engenheiro britânico Peter Rice da empresa Arup.[1]

Está localizado na área de Beauborg, no 4º arrondissement de Paris, próximo a Les Halles, um shopping subterrâneo ligado ao metrô, e a Rue de Rivoli, uma rua comercial cujas lojas incluem algumas das marcas mais elegantes do mundo. Por causa de sua localização o Centre Georges Pompidou é conhecido localmente como Beauborg apenas.

O complexo hospeda o Musée National d'Art Moderne, a Bibliothèque publique d'information (Biblioteca Pública de Informação) e o IRCAM, um centro para música e pesquisas acústicas, entre outros equipamentos culturais.[2] Também faz parte do centro cultural o Atelier Brâncuși, que abriga esculturas do artista romeno Constantin Brâncuși em um ambiente que recria as condições de trabalho e a luminosidade de seu estúdio de criação.[3]

É um dos lugares mais visitados de Paris. Na biblioteca do centro há uma vasta coleção de livros, acesso gratuito à internet, jornais e revistas de todas as partes do mundo e televisões com canais internacionais.

História[editar | editar código-fonte]

A ideia de um complexo multicultural, juntando diferentes formas de arte e literatura em um único lugar, foi desenvolvido, em parte, das ideias do primeiro-ministro de funções culturais André Malraux.

Em 1960, projetistas da cidade de Paris decidiram mover o mercado de Les Halles, com a ideia de alguns institutos culturais serem montados na antiga área do mercado. Com a esperança de renovar a ideia de Paris como uma cidade de arte e cultura foi proposto que o Musée National d'Art Moderne fosse movido para este novo local. Paris também necessitava de uma grande biblioteca pública, já que não havia nenhuma nesta época. Em 1968 o Presidente Charles de Gaulle, anunciou o Plateau Beubourg como o novo local da biblioteca. Um ano depois em 1969, o novo presidente Georges Pompidou, adotou o projeto de Beauborg, e decidiu que este seria o local tanto da biblioteca quanto de um centro para artes contemporâneas. No processo de desenvolvimento do projeto, o IRCAM (Instituto de Pesquisa e Coordenação Acústica/Música) também foi incluído no complexo.[4]

Em 1971 foi realizado um concurso público internacional de arquitetura para escolher o projeto para o complexo. Era a primeira vez na história da França que foi permitido que arquitetos internacionais participassem de um concurso de arquitetura.[1] O júri era formado pelo arquiteto francês Jean Prouvé, pelo arquiteto norte-americano Philip Johnson e pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. O projeto escolhido entre 681 propostas de diversos países foi aquele do time liderado por Renzo Piano e Richard Rogers, único que propunha uma praça em frente ao prédio.[5]

Na metade dos anos 80, o Centre Pompidou foi vitima de sua grande e inesperada popularidade, suas várias atividades, e sua estrutura complexo-administrativa. Quando Dominique Bozo retornou ao centro como diretor do Musee National d’Art Moderne em 1981, trouxe à tona a capacidade máxima, das coleções do museu, e da grande maioria das aquisições que havia feito. Em 1992, O Centro de Criações Industriais também foi Incorporado ao Centre Pompidou.

Desde sua reabertura em 2000, após 3 anos de renovação, o Centre Pompidou melhorou sua logística para visitantes, que agora só podem acessar o museu, utilizando as escadas rolantes externas, se tiverem pago seu ingresso.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Exterior do Centro Georges Pompidou

O projeto foi considerado extremamente arrojado, sendo inserido em um momento de crise da arquitetura moderna, embora tenha sido bastante criticado. Alguns teóricos afirmam que o Centro (tanto pela sua arquitetura quanto pela sua proposta) é um dos marcos do início da pós-modernidade nas artes. Sua implantação configura a existência de um espaço público (a praça do Centro) para o qual as suas atividades internas se estendem.

Trata-se de um dos principais exemplos da arquitetura high-tech - uma tendência dos anos 1970 e que continua a ser observada até hoje, inspirada na arquitetura industrial e nas novas tecnologias. A arquitetura high tech utiliza os elementos tecnológicos como objetos estéticos. No Centro Pompidou, isto pode ser observado nas grandes tubulações aparentes (dutos de ar condicionado e outros serviços), nas escadas rolantes externas e no sistema estrutural em aço.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Dal Co, Francesco, 1945-; Centre Georges Pompidou. Centre Pompidou : Renzo Piano, Richard Rogers, and the making of a modern monument. New Haven: [s.n.] OCLC 962735446 
  2. «The Building – Centre Pompidou». www.centrepompidou.fr. Consultado em 19 de outubro de 2020 
  3. Centre Pompidou. Atelier Brâncuși
  4. «The history – Centre Pompidou». www.centrepompidou.fr. Consultado em 19 de outubro de 2020 
  5. «Pompidou Centre: a 70s French radical that's never gone out of fashion». the Guardian (em inglês). 8 de janeiro de 2017. Consultado em 19 de outubro de 2020 
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