Guerra Egípcio-Otomana (1839–1841)

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Segunda Guerra Egípcio-Otomana
Data 1839–1841
Local Oriente Médio, principalmente no Levante
Desfecho Egito renuncia a reivindicação a Síria, Grã-Bretanha reconhece Muhammad Ali do Egito e seus descendentes como governantes legítimos do Egito.
Combatentes
Império Otomano Império Otomano

Potências aliadas:

Reino Unido Império Britânico
Império Austríaco Império Austríaco
Império Russo Império Russo

Reino da Prússia Reino da Prússia

Flag of Egypt (1844-1867).svg Egito

Potências alinhados com o Egito:

França Monarquia de Julho

Espanha Império Espanhol

A Segunda Guerra Egípcio-Otomana ou Segunda Guerra Turco-Egípcia foi provocada pelo interesse do Império Otomano em retomar territórios perdidos ao Egito Otomano sob Muhammad Ali na Primeira Guerra Egípcio-Otomana.

O conflito[editar | editar código-fonte]

Em 1839, o Império Otomano se move para reocupar territórios perdidos para Muhammad Ali do Egito na Primeira Guerra turco-egípcia. Assim, o sultão otomano Mahmud II reúne as suas tropas na fronteira síria. Sentindo-se ameaçado por seu lado, Ibrahim Paşa tomou a iniciativa de atacar as tropas otomanas. O Império Otomano invade a Síria, e Hafiz Paşa, acompanhado de Moltke, marcham com um exército para a Síria. Na Batalha de Nezib, o exército de Hafiz Paşa é derrotado pelo exército egípcio, sob o comando de Ibrahim Paşa. Em 1 de julho, a frota otomana partiu para Alexandria e se rende a Muhammad Ali.

Depois de sofrer uma derrota na Batalha de Nezib, o Império Otomano parece à beira do colapso. Grã-Bretanha, Áustria e outros países europeus, correm para intervir e forçar o Egito a aceitar um tratado de paz. As tropas franco-britânicas, reforçada por tropas gregas, foram imediatamente invadirem o Egito. Observando as muitas disputas e competições entre os britânicos e os franceses, Mohamed Ali tentou contemporizar, esperando por um possível fim da aliança franco-britânica. Essa expectativa agravou a sua derrota, porque os franceses estavam decididos a manter sua aliança com os britânicos na guerra.

Em 15 de julho de 1840, o Tratado de Londres é assinado entre a Quádrupla Aliança (Grã-Bretanha, Prússia, Rússia e Áustria-Hungria) e o Império Otomano reconhece o direito hereditário da família de Mohamed Ali no Egito e no Sudão, mas deveriam evacuar a Síria e o Líbano. A França, com outros interesses na Palestina, não concorda com alguns termos, assim como Muhammad Ali. Respondendo a essa rejeição, de setembro a novembro de 1840, a Grã-Bretanha e Áustria-Hungria iniciam um bloqueio naval ao longo da costa do delta do Nilo, e bombardeiam Beirute em 11 de setembro de 1840. Após a capitulação da cidade de Acre, em 3 de novembro de 1840, Mohamed Ali teve que aceitar os termos do Tratado de Londres em 27 de novembro de 1840. O almirante britânico Charles John Napier chega a um acordo com o governo egípcio, abandonando assim reivindicações na Síria e retornando à frota otomana; os egípcios também foram forçados a deixar Creta e Hijaz, e reduzir as suas tropas para 18 mil pessoas. Em fevereiro de 1841, Ibrahim deixa a Síria e retorna ao Egito.

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Dupuy, Trevor, The Harper Encyclopedia of Military History. Macdonald and Jane's, 1977.