ISDB

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Mapa dos sistemas de televisão digital adotados por país, em verde o ISDB.

O Integrated Services Digital Broadcasting (sigla ISDB), em português Serviço Integrado de Transmissão Digital, é o padrão japonês de TV digital, apontado como o mais flexível por responder melhor a necessidades de mobilidade e portabilidade. É uma evolução do sistema DVB, usado pela maior parte do mundo, e vem sendo desenvolvido desde a década de 70 (1971) pelo laboratório de pesquisa da rede da TV NHK em parceria com a SONY.

No Brasil, o ISDB-T (terrestre) foi eleito o melhor nos testes técnicos comparativos conduzidos por um grupo de trabalho formado pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET), Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Universidade Presbiteriana Mackenzie, e ratificados pela Fundação CPqD. Em 29 de junho de 2006 foi anunciado como padrão adotado pelo Brasil na transmissão de TV digital, e em abril de 2009, o Peru anunciava que o adotara como padrão.

É um sistema altamente versátil. Além de enviar os sinais da televisão digital, pode ser empregado em outras atividades, como transmissão de dados, recepção parcial em PDA ou telefone celular; recepção por meio de computador ou servidor doméstico; acesso a sítios de programas de televisão; serviços de atualização do receptor por cópia de arquivos da Rede; sistema multimeios para fins educacionais. Assim, prevê serviço de transmissão para dispositivos fixos, móveis ou portáteis no mesmo sinal.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Entrou em operação comercial na região de Tóquio em 2003. Possui um mercado de 100 milhões de televisores.

ISDB-T[editar | editar código-fonte]

Versão terrestre.

1seg[editar | editar código-fonte]

Parte do sinal ISDB-T destinado a dispositivos como telefones.

1seg no Japão transmite a 15 quadros por segundo, enquanto é 30 no Brasil. Portanto, devemos prestar atenção aos recursos do dispositivo que estamos comprando.

ISDB-Tmm[editar | editar código-fonte]

Derivado do 1seg para dispositivos móveis mais modernos.

ISDB-Tsb[editar | editar código-fonte]

Derivado de 1seg destinado a transmitir apenas áudio.

ISDB-Tb[editar | editar código-fonte]

O Brasil fez melhorias (por exemplo, H.264) que foram traduzidas pelos padrões SBTVD, ISDB-Tb, ISDB-T International ou SATVD (Argentina). Esse padrão é oferecido pelo Japão e pelo Brasil em todo o mundo.

MPEG-H Audio, HLG e SL-HDR1 foram adicionados ao ISDB-Tb em 2019.

ISDB-C[editar | editar código-fonte]

Versão com fio.

ISDB-S[editar | editar código-fonte]

Versão de satélite.

ISDB-S3[editar | editar código-fonte]

Nova versão de satélite com capacidade 4K, 8K, HDR, HFR e áudio 22.2.[2]

Características[editar | editar código-fonte]

Formato do ISDB-T.
  • Aplicações: EPG, t-GOV, t-COM, Internet
  • Middleware: ARIB
  • Compressão de audio: MPEG-2 AAC
  • Compressão de video: MPEG-2 HDT, H.264, ou HEVC
  • Transporte: MPEG-2
  • Modulação: BST-COFDM

Evolução do sistema DVB-T[editar | editar código-fonte]

O sistema ISDB-T foi uma evolução do sistema DVB-T, ao qual se acrescentou:

  • Um intercalador temporal para melhorar o desempenho na presença de interferências concentradas, tais como o ruído impulsivo;
  • A banda de RF de 6 MHz (megahertz) foi subdividida em 13 segmentos independentes, com a possibilidade de serem enviadas 3 programações diferentes ao mesmo tempo, por exemplo: uma em QPSK, outra em 16QAM e a terceira em 64QAM;
  • Modo 4K;
  • Método de modulação "Differential Quaternary Phase Shift Keying" — DQPSK.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Este foi o padrão de TV digital escolhido para operar no território brasileiro, com algumas modificações como a substituição do MPEG2 pelo MPEG4, além da inclusão de novas tecnologias desenvolvidas no país. A versão brasileiro-japonesa[3] é o ISDB-TB e foi lançada em 2007.

MPEG-H Audio, HLG e SL-HDR1 foram adicionados ao ISDB-Tb em 2019.

Proteção contra cópias[editar | editar código-fonte]

Cada transmissão de TV (incluindo TV aberta) é cifrada com cópia única (copy-once), que permite aos usuários gravar somente uma cópia em um meio digital (D-VHS, DVD, HDD, etc). Por outro lado, a tecnologia de "cópia única" não proíbe todos os tipos de cópia. É possível copiar para meios analógicas (como um VHS padrão) e também, se gravadas num HDD, é permitido aos usuários "mover" o conteúdo para um D-VHS, mas não copiar. Em contrapartida, transmissões digitais 1seg, feitas para celulares, ocupando 1/13 do canal digital, são transmitidas "puras", sem proteção contra cópia.

Muitos usuários também estão preocupados com as recentes notícias de proteção aumentada, no futuro. Há modos no ISDB para impedir a saída do sinal para conectores analógicos (cabos vídeo componente, vídeo composto, S-Video etc.). Já há planos para impedir a saída analógica para proteção de copyright. Isso tornará inutilizáveis todos os conversores atuais e a maioria das TVs de LCD/Plasma que não têm entrada HDMI. Além disso, todos os VHSs e D-VHSs analógicos, que só gravam com entrada analógica, assim como todos os leitores de DVD, ficarão também inutilizáveis. Essas tecnologias de proteção contra cópia mais reforçadas só começarão após o fim das transmissões analógicas (quando não houver mais escolha para os telespectadores).

No ISDB-TB, versão brasileira do padrão ISDB, a proteção contra cópias é regulada pela norma ABNT NBR 15605-1, Televisão digital terrestre — Tópicos de segurança, ‘Parte 1: Controle de cópias’[carece de fontes?].

Futuro[editar | editar código-fonte]

Uma nova versão terrestre deve ser proposta em 2020 e aprovada em 2021.

Isso seria capaz de suportar 4K, 8K, HDR, HFR e áudio imersivo. [4]

Foi sugerido o uso de compactação de vídeo VVC.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências