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Igreja de Miranda do Douro

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Igreja de Miranda do Douro
Informações gerais
Nomes anterioresSé de Miranda do Douro
Nomes alternativosIgreja de Santa Maria Maior
Catedral de Miranda
Estilo dominanteManeirista
ArquitetoGonçalo de Torralva
Miguel de Arruda (1552-1554)
Início da construção1552
Fim da construçãoFinal do séc. XVI
Função inicialReligiosa (catedral)
Proprietário atualEstado Português
Função atualReligiosa (concatedral e igreja paroquial)
ReligiãoCatólica
DioceseDiocese de Bragança-Miranda
Património de Portugal
Classificação Monumento Nacional
Ano1910
DGPC70282
SIPA1066
Geografia
PaísPortugal
CidadeMiranda do Douro
Coordenadas41° 29′ 36″ N, 6° 16′ 25″ O
Mapa
Localização em mapa dinâmico

A Igreja de Miranda do Douro, antiga Sé de Miranda do Douro ou Concatedral de Miranda do Douro, é um templo católico localizado na cidade de Miranda do Douro, nordeste de Portugal.[1][2]

A construção da igreja teve início em 1552, tendo sido concluída na última década do século XVI. O projecto foi feito por Gonçalo de Torralva e de Miguel de Arruda. Em 1566 o bispo D. António Pinheiro consagrou o altar-mor e em 1609, D. Diogo de Sousa informa o Papa que a construção fora concluída.

No interior, ressalta o retábulo do altar-mor sendo dos grupos escultóricos do Gregorio Fernández.

A Concatedral de Miranda do Douro é o maior templo religioso da região de Trás-os-Montes, estando classificada como Monumento Nacional de Portugal pelo decreto n.º 136 de 23 de junho de 1910.[3][1]

Arquitetura

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O material utilizado no exterior do edifício é o granito (estilo filipino).[4] Esta escolha, aliada à sobriedade retilínea do desenho da fachada, revela uma forte influência do palácio-mosteiro do Escorial, construído sensivelmente na mesma época.[5] No entanto, o corpo central da fachada apresenta uma maior leveza decorativa, graças à sobreposição de pares de colunas rematados por um frontão triangular central.

O interior da igreja organiza-se em três naves; trata-se de uma igreja-salão (Hallenkirche), uma vez que as abóbadas de cruzaria de ogivas do corpo central e das naves laterais se encontram à mesma altura. Um detalhe técnico relevante é que estas abóbadas domicais ou de claustro, estilo abodada de barrete de clérigo (técnica de busung), o que significa que os gomos entre as nervuras possuem uma curvatura convexa própria para reforçar a estabilidade e a estética do conjunto.[6][7] Este tipo de tetos abobadados são mais comuns do período gótico tardio. Neles, cada quadrante da abóbada tem a forma de uma cúpula inclinada. Os pontos mais altos dos quadrantes podem ser mais altos que a intersecção das nervuras (comuns em modelos vesfalianos chamados Domikalgewölbe).[8]

Enquanto as naves laterais terminam em absides — integradas exteriormente na massa do edifício —, a capela-mor central prolonga-se para sul, apresentando um fechamento de cabeceira plana.

O retábulo do altar principal, erguido em 1614, é obra do entalhador Gregorio Fernández, que viveu e trabalhou em Valladolid, ou de sua oficina; pertence ao estilo do Renascimento Tardio.[9] Outras capelas laterais têm, na sua maioria, altares barrocos menores.

Referências

  1. 1 2 «Património no Território: Sé de Miranda do Douro». Consultado em 5 de janeiro de 2014. Arquivado do original em 6 de janeiro de 2014
  2. Ficha na base de dados SIPA
  3. Pesquisa de Património: Igreja de Miranda do Douro
  4. Kubler, George. Portuguese Plain Architecture: Between Spices and Diamonds, 1521-1706. Wesleyan University Press
  5. Pereira, Paulo. Arte Portuguesa: História Essencial. Temas e Debates.
  6. ver Chicó, Mário Tavares, A Arquitectura Gótica em Portugal, Livros Horizonte.
  7. Koepf, Hans; Binding, Günther (2005). Bildwörterbuch der Architektur: Mit englischem, französischem, italienischem und spanischem Fachglossar (PDF). Col: Kröners Taschenausgabe. 194 4 ed. Stuttgart: Kröner. p. 98. ISBN 3-520-19404-X. Consultado em 26 de dezembro de 2023. Cópia arquivada (PDF) em 27 de abril de 2026
  8. Wilhelm Rave: Das Domikalgewölbe. In: Deutsche Kunst und Denkmalpflege, Jg. 13 (1955), S. 33–43.
  9. Altarretabel von Gregorio Fernández em alemão

Ligações externas

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