Ilha de Antônio Vaz

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A Ilha de Antônio Vaz (local que hoje corresponde aos bairros recifenses de Santo Antônio, São José, Cabanga e Coque) é o local que os holandeses escolheram para sede de suas possessões em Pernambuco.

História[editar | editar código-fonte]

Início da ocupação e urbanização[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da ilha de Antônio Vaz, entre os canais da foz do rio Capibaribe, em Recife.

Antes da segunda das Invasões holandesas do Brasil à capitania de Pernambuco, a Ilha de Antônio Vaz era pouco ocupada, ali havia apenas o convento Franciscano no norte da Ilha, e uns poucos moradores[1] Diante da invasão, em 1630, o convento foi ocupado, passando a ser chamado de Forte Ernesto.[1]

Em 1630, quando se iniciou o domínio holandês, Diederick van Waerdenburch, o comandante das forças holandesas de terra, ordenou a construção de um forte na ponta sul da Ilha de Antônio Vaz, conhecido até os dias de hoje como Forte das Cinco Pontas.[1] Quando Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen, 1604-1679) chegou ao Recife, em 1637, tratou de reforçar o sistema de defesa da ilha bem como de encomendar o plano urbanístico da Mauritsstadt (Cidade Maurícia), de autoria de Pieter Post.[1]

A Ilha de Antonio Vaz e a Cidade Maurícia constituiriam a área de expansão da cidade do Recife que possuía área exígua. A Cidade Maurícia (a oeste) e a Cidade do Recife (a leste) foram ligadas por uma ponte, construída em 1642, hoje chamada de Ponte Maurício de Nassau. Outras obras foram planejadas e executadas na Ilha de Antonio Vaz durante o período nassoviano, como a drenagem dos terrenos, canais, diques, palácios (Friburgo e Boa Vista), jardins (botânico e zoológico), museu natural, observatório astronômico, organização de serviços públicos como o de bombeiros e de coleta de lixo.

Pós-domínio batavo[editar | editar código-fonte]

Nos séculos subsequentes à ocupação holandesa o bairro prosseguiu seu desenvolvimento urbano, tendo se tornado a parte mais importante da cidade fora o porto. Nele desenvolveram-se todas as atividades citadinas de que são exemplos alguns edifícios notáveis, como o Palácio do Governo, o Teatro de Santa Isabel, o Palácio da Justiça, o Mercado de São José, a Casa de Detenção e vários outros edifícios da administração pública estadual, federal e municipal. Na ilha também há grande quantidade de edifícios privados, como sedes de bancos e casas comerciais, cinemas. Grande parte de seu patrimônio arquitetônico está nas igrejas, como a Concatedral de São Pedro dos Clérigos, a Capela Dourada e o Convento Franciscano, Basílica de Nossa Senhora do Carmo, Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares. Urbanisticamente o bairro preservou alguns pátios (pátio de São Pedro, pátio do Terço, pátio do Livramento) e a orientação predominante norte-sul de suas principais vias.

No século XX o bairro passou por diversas modificações urbanas modernizadoras que descaracterizaram seu aspecto original. Foram abertas, entre os anos de 1940 e 1970, as Avenidas Guararapes, Dantas Barreto e Nossa Senhora do Carmo, a descaracterização espacial da Praça do Diário (onde está instalado o Diário de Pernambuco), a construção da Avenida Sul e do Viaduto das Cinco Pontas. Essas intervenções urbanas transformaram radicalmente o caráter residencial do bairro. Hoje a população residente está estabelecida majoritariamente no bairro do Coque, uma área de conflitos.

O Acesso à Ilha de Antonio Vaz é feito por ônibus, inúmeras linhas usam suas avenidas como locais de transbordo e há o Terminal de Ônibus de Santa Rita. Há também duas estações do metrô (Central e Joana Bezerra). Na área sul há o Cabanga Iate Clube, de onde parte anualmente a regata oceânica Recife—Fernando de Noronha.

A Ilha de Antonio Vaz encontra-se dentro da área de abrangência do Projeto de Operação Urbana Recife-Olinda (Cais José Estelita, Cais de Santa Rita e Forte de São Tiago das Cinco Pontas.)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Luiz Geraldo Silva (2001). A faina, a festa e o rito: uma etnografia histórica sobre as gentes do mar, sécs. XVII ao XIX. [S.l.]: Papirus Editora. 256 páginas. ISBN 8530806352 
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