Jabuti-tinga

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Dois Jabuti-tinga no Suriname.

Dois Jabuti-tinga no Suriname.
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável [1]
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Reptilia
Ordem: Testudinata
Família: Testudinidae
Género: Chelonoidis
Espécie: C. denticulata
Nome binomial
Chelonoides denticulata
(Linnaeus, 1766)
Sinónimos
  • Geochelone denticulata (Linnaeus, 1766)
  • Testudo cagado Spix, 1824
  • Testudo denticulata Linnaeus, 1766
  • Testudo hercules Spix, 1824
  • Testudo sculpta Spix, 1824
  • Testudo tabulata Schoepff, 1793
  • Testudo terrestris subspecies americana Schweigger, 1812
  • Testudo terrestris subspecies brasiliensis Schweigger, 1812
  • Testudo terrestris subspecies cayennensis Schweigger, 1812
  • Testudo terrestris subspecies surinamensis Schweigger, 1812
  • Testudo tesselata Schneider, 1792

Jabuti-tinga (Chelonoidis denticulata) é uma das duas espécies de jaboti ou jabuti. Conhecido por seu casco brilhante, é encontrado majoritariamente na Região da Amazônia e nas ilhas ao norte da América do Sul, mas pode habita também o centro-oeste do Continente, e em menor escala, Região Sudeste do Brasil.[2]

É considerada uma espécie vulnerável.[1]

Descrição física[editar | editar código-fonte]

Em Tupi, Jabuti-tinga quer dizer "O que come pouco branco". Em Inglês, é chamado de Yellow-Footed Tortoise (Tartaruga de Pés Amarelos), pois possui escamas amarelas, ou amarelo-alaranjadas, nas patas e na cabeça.[2] Seu casco possui coloração mais opaca.[2]

O jabuti tinga é maior do que o jabuti piranga.[2] Possui cerca de 70 centímetros, podendo chegar a ter mais e 1 metro de comprimento, contando só a carapaça, o que faz dele a maior tartaruga terrestre da América do Sul continental.[2] Chega a pesar 60 quilos.[2]

Em média, um jabuti tinga vive 80 anos, mas pode ultrapassar os 100 anos de idade.[2]

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Esses répteis são onívoros: cerca de 85% de sua dieta ideal é composta de vegetais folhosos[2], 10% à base de frutas, e os 5% restantes podem ser complementados com proteína animal[2], tais como insetos, minhocas e outros pequenos animais.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

Geralmente os machos da espécie atingem a maturidade sexual entre os 6 8 anos, e as fêmeas, entre 12 e 15 anos.[2] Na época do acasalamento o macho monta na fêmea, encaixando o seu corpo sobre o dela. Depois de alguns meses o jabuti fêmea cava uma toca e nela deposita de 3 a 20 ovos.[2] Seus filhotes, logo no primeiro mês de vida, são muito vulneráveis aos predadores por terem um casco muito mole.

Criação[editar | editar código-fonte]

Pelo fato de terem uma coloração muito brilhante os jabutis tingas são capturadas para o tráfico de animais e isso fez com que o jabuti tinga entrasse para a lista de extinção , atualmente é proibido possuir um jabuti tinga como qualquer outro animal silvestre sem a autorização do IBAMA pois muitos animais que são capturados para o tráfico muitas vezes acabam morrendo no caminho antes de chegarem nas lojas para serem vendidos como animais de estimação. Além do tráfico de animais o jabuti tinga está sofrendo com o desmatamento de seu habitat a floresta amazônica.[carece de fontes?]


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Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]