Jaime Daniel Leote do Rego

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Jaime Daniel Leote do Rego
Leote do Rego (Ilustração Portuguesa, 1915-05-24).png
Retrato do Capitão-de-Fragata Leote do Rego
(Illustração Portugueza n.º 483, 24 de Maio de 1915).
Nascimento 1 de dezembro de 1867
Lagos
Morte 26 de julho de 1923 (55 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal Portuguesa

Jaime Daniel Leote do Rego OTEComTEComAGCA (Lagos, 1 de dezembro de 1867Lisboa, 26 de julho de 1923) foi um militar e oficial da Marinha, tendo atingido o posto de contra-almirante.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho de António Silvestre do Rego, funcionário do Governo Civil do Distrito de Faro e de sua mulher Júlia Leote. Casou-se com Amélia da Costa Trancoso, com quem teve cinco filhos e filhas. Um deles, o Capitão Jaime Trancoso Leote do Rego, foi feito Cavaleiro da Ordem Militar de Avis a 5 de Outubro de 1926 e Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo a 26 de Outubro de 1933.[1]

Fez o curso da Escola Naval entre 1885-1887 e como guarda-marinha, em 1890, comandou pela primeira vez uma lancha canhoneira. Promovido a primeiro-tenente em 1894 e a capitão-tenente em 1906. Envolveu-se em vários conflitos militares, com destaque para os combates com os Manganjas, em Quelimane, onde em 1888, obteve a condecoração de Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Em maio de 1901, estava na Divisão Naval do Índico, com a patente de 1.º tenente da Armada.

Destacou-se nas colónias, em especial em Moçambique, onde realizou estudos geoedrográficos, verificou a navegabilidade do rio Zambeze e organizou um Guia da Navegação à Costa de Moçambique. À altura da instauração da República, era governador de São Tomé (de junho a agosto de 1910), mas aderiu ao regime. Foi convidado a ocupar idêntica função na mesma colónia entre 14 de Junho de 1911 e 24 de Dezembro de 1911.

Em 1912 foi iniciado na Maçonaria, com o nome simbólico Pêro de Alenquer, na Loja Elias Garcia de Lisboa.

Filiado ao Partido Regenerador Liberal, foi eleito deputado ao Congresso da República entre 1915 e 1919 e de novo em 1922, eleito por Angola. Opôs-se ao governo de Pimenta de Castro na Revolta de 14 de Maio de 1915.

Durante a I Guerra Mundial, comandou a divisão naval que defendia a costa portuguesa e apoiou a participação de Portugal no conflito.

Exilou-se em Paris, devido aos acontecimentos de 5 de Dezembro de 1917, que conduziram Sidónio Pais ao poder, regressando a Portugal, a 2 de Março de 1919. Na véspera, fora elevado a Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, e no dia 11 desse mês foi feito Comendador da Ordem Militar de Avis, sendo elevado a Grã-Cruz da mesma Ordem a 19 de Outubro de 1922.[2]

Referências

  1. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Jaime Trancoso Leote do Rego". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 17 de março de 2016. 
  2. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Jaime Daniel Leote do Rego". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 17 de março de 2016. 
Precedido por
António Pinto Miranda Guedes
Governador de São Tomé e Príncipe
1911
Sucedido por
Mariano Martins