Joaquim Pimenta de Castro

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Pimenta de Castro
Joaquim Pereira Pimenta de Castro
Ministro de Guerra
Período 3 de setembro de 1911
até 8 de outubro de 1911
Antecessor(a) António Xavier Correia Barreto
Sucessor(a) Alberto Carlos da Silveira
Dados pessoais
Nome completo Joaquim Pereira Pimenta de Castro
Nascimento 5 de novembro de 1846
Pias, Monção, Reino de Portugal Portugal
Morte 14 de maio de 1918 (71 anos)
 Portugal, Lisboa
Nacionalidade Portugal português
Alma mater Universidade de Coimbra
Cônjuge Emília de Freitas
Partido Independente
Religião Católico romano
Profissão Oficial militar (General) e engenheiro
Assinatura Assinatura de Joaquim Pimenta de Castro
linkWP:PPO#Portugal

Joaquim Pereira Pimenta de Castro (Monção, Pias, 5 de novembro de 1846Lisboa, 14 de maio de 1918) foi um oficial militar, engenheiro e político português que se tornou brevemente Ministro da Guerra de Portugal, em 1911, e Presidente do Ministério em 1915, quando foi deposto do poder por um movimento militar liderado por Álvaro de Castro. Em seguida, retirou-se da política e escreveu um livro defendendo sua administração, morreu pouco tempo depois em Lisboa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Joaquim Pimenta de Castro nasceu em 5 de outubro de 1846, em Pias, Monção. Iniciou sua carreira militar em 1867, graduando-se mais tarde em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra.[1] Em 1874 foi capitão, atingindo o posto de general de brigada e em 1908 foi nomeado comandante da 3.ª Região Militar, no Porto.[1]

Foi ainda ajudante de campo de D. Manuel II, tendo também ocupado outros cargos administrativos a nível regional.[1]

Após a proclamação da República a 5 de outubro de 1910, foi ministro da Guerra,[2] por apenas dois meses, em 1911, tendo-se demitido do cargo devido a uma das incursões monárquicas de Henrique de Paiva Couceiro.

Como independente, foi escolhido pelo Presidente Manuel de Arriaga para ser presidente do Ministério (atual primeiro-ministro),[3] que governaria sem o parlamento, onde o Partido Democrático, liderado por Afonso Costa tinha a maioria. O seu governo, com o apoio do Partido Republicano Evolucionista e da União Republicana, e também de facções militares conservadoras, ficou no poder de 28 de Janeiro a 14 de Maio de 1915.

Tornou-se apegado pelo cargo e sob um governo "ditatorial" Pimenta de Castro destituiu o seu gabinete[4] e foi retirado do poder por um movimento militar a 14 de Maio de 1915 liderado por Álvaro de Castro,[5] com o apoio do Partido Democrático, que causou também a demissão do Presidente Manuel de Arriaga, sendo substituído pouco tempo depois em eleições por Teófilo Braga. Fruto do descontentamento popular face ao seu governo, na madrugada daquele dia desencadeou-se um grande alvoroço nas ruas de Lisboa.[4]

Retirou-se então da vida política, dedicando-se à escrita de um livro em sua defesa pessoal e justificando o seu governo, intitulado A Afrontosa Dictadura.[1] Joaquim Pimenta de Castro morreu em Lisboa a 14 de maio de 1918 recebendo muitos títulos políticos e militares.

Referências

  1. a b c d «Pimenta de Castro». Porto Editora. Infopédia. Consultado em 05 de outubro de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. Silva, Armando Malheiro da (2006). História de uma vida. [S.l.]: Imprensa da Univ. de Coimbra. ISBN 9728704534 
  3. Dias Santos, Miguel (2010). A contra-revolução na I República, 1910-1919. [S.l.]: Imprensa da Univ. de Coimbra. ISBN 9892600762 
  4. a b «Revolta de 14 de maio de 1915». Porto Editora. Infopédia. Consultado em 05 de outubro de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. Matos, Norton (2005). Memórias e Trabalhos da Minha Vida, Volume 1. [S.l.]: Imprensa da Univ. de Coimbra. ISBN 9728704305 
Precedido por
António Xavier Correia Barreto
Ministro da Guerra de Portugal
(1.ª vez)
1911
(II Governo Republicano)
Sucedido por
Alberto da Silveira
Precedido por
Vítor Hugo de Azevedo Coutinho
Presidente do Ministério de Portugal
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
Junta Constitucional composta por:
José Norton de Matos
António Maria da Silva
José de Freitas Ribeiro
Alfredo de Sá Cardoso
Álvaro de Castro

(interina)
João Chagas
(não empossado)
José de Castro
(de facto;
inicialmente interino)
Precedido por
Alexandre Braga
Ministro do Interior de Portugal
(interino)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
Pedro Gomes Teixeira
Precedido por
José Maria Barbosa de Magalhães
Ministro da Justiça de Portugal
(interino)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
Guilherme Alves Moreira
Precedido por
António dos Santos Lucas
Ministro das Finanças de Portugal
(interino)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
Herculano Galhardo
Precedido por
Joaquim Cerveira de Albuquerque
Ministro da Guerra de Portugal
(2.ª vez)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
Junta Constitucional composta por:
José Norton de Matos
António Maria da Silva
José de Freitas Ribeiro
Alfredo de Sá Cardoso
Álvaro de Castro

(interina)
Basílio Teles
(não empossado)
José de Castro
(de facto;
inicialmente interino)
Precedido por
Vítor Hugo de Azevedo Coutinho
Ministro da Marinha de Portugal
(interino)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
José Xavier de Brito
Precedido por
Augusto Vieira Soares
Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal
(interino)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
José Jerónimo Rodrigues Monteiro
Precedido por
Eduardo Alberto Lima Basto
Ministro do Fomento de Portugal
(interino)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
José Nunes da Ponte
Precedido por
Alfredo Rodrigues Gaspar
Ministro das Colónias de Portugal
(interino)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
Teófilo da Trindade
Precedido por
Frederico Ferreira de Simas
Ministro da Instrução Pública de Portugal
(interino)
1915
(IX Governo Republicano)
Sucedido por
Manuel Goulart de Medeiros
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