José Ramos Preto

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José Ramos Preto
Presidente do Ministério
de  Portugal
Período 6 de junho de 1920
até 26 de junho de 1920
Antecessor(a) António Maria Baptista
Sucessor(a) António Maria da Silva
Ministro da Administração Interna
de  Portugal
(interino)
Período 6 de junho de 1920
até 14 de junho de 1920
Antecessor(a) António Maria Baptista
Sucessor(a) José Pedroso de Lima
Ministro da Justiça e dos Cultos
de  Portugal
Período 8 de março de 1920
até 26 de junho de 1920
Antecessor(a) Luís Mesquita de Carvalho
Sucessor(a) António de Oliveira e Castro
Dados pessoais
Nascimento 1871
Louriçal do Campo, Castelo Branco, Reino de Portugal Portugal
Morte 7 de janeiro de 1949 (78 anos)
Louriçal do Campo, Castelo Branco,  Portugal
Alma mater Universidade de Coimbra
Partido Partido Democrático
Profissão Advogado, jurista e reitor de liceu

José Ramos Preto (Castelo Branco, Louriçal do Campo, 1871Castelo Branco, Louriçal do Campo, 7 de Janeiro de 1949) foi um jurista e político português dos tempos da Primeira República Portuguesa que, entre outras funções, foi governador civil, senador, ministro e presidente do Ministério.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, exercendo depois a carreira de advogado, na qual se distinguiu de forma notável, principalmente pelos seus apurados dotes oratórios.

Era o principal proprietário da sua localidade natal e dos mais influentes políticos da região de Castelo Branco, cidade de que foi Governador Civil e reitor do respectivo Liceu. Foi também eleito senador pelo círculo eleitoral de Castelo Branco.

Foi deputado e sobraçou várias pastas ministeriais, alcançando a da Justiça entre 8 de Março e 26 de maio de 1920, no governo presidido por António Maria Batista. Na sequência da morte súbita, a 3 de Junho de 1920, do presidente do governo António Maria Baptista, ocorrida em pleno conselho de ministros, José Ramos Preto foi inopinadamente escolhido para o substituir na Presidência do Ministério. Contudo, logo a 18 de Junho,o governo de Ramos Preto foi obrigado a apresentar a demissão, depois de ser criticado por aumentar os vencimentos dos membros dos gabinetes ministeriais. Várias personalidades são convidadas sucessivamente para constituir governo, desistindo, pelo que o governo se mantém em funções até 26 de Junho, data em que é substituído por um ministério presidido por António Maria da Silva.

Esteve ligado ao Colégio de São Fiel, do qual foi aluno e cuja história estudou, sendo o responsável pelo reaproveitamento do mesmo, sendo o primeiro diretor do Reformatório de S. Fiel, e à fundação, em 1938, da Sociedade Filarmónica de Louriçal do Campo, duas instituições da sua terra natal, a qual lhe dedica uma artéria na sua toponímia.

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

José Ramos Preto casou-se aos 25 anos com Maria Antónia de Matos Cardoso, natural de Amieira (Nisa), com quem teve duas filhas, Maria Sttela e Maria Ema, sendo que nenhuma delas deixou descendência, tiveram alguns afilhados, entre eles o embaixador Gregório Faria e Sebastião Faria Louro, professor.


Precedido por
Luís Mesquita de Carvalho
Ministro da Justiça
1920
(XXIV Governo Republicano)
Sucedido por
António de Oliveira e Castro
Precedido por
António Maria Baptista
Presidente do Ministério de Portugal
(inicialmente interino)
1920
(XXIV Governo Republicano)
Sucedido por
António Maria da Silva
Precedido por
António Maria Baptista
Ministro do Interior
(interino)
1920
(XXIV Governo Republicano)
Sucedido por
José Pedroso de Lima