Jequitibá-branco

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Cariniana Strelensis- jequitiba branco.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 NT pt.svg
Quase ameaçada
Classificação científica
Reino: Plantae
Filo: Tracheophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Lecythidaceae
Género: Cariniana
Espécie: C. estrellensis
Nome binomial
Cariniana estrellensis
(Raddi) Kuntze 1898
Sinónimos
Cariniana excelsa Casar.

Cariniana excelsa var. puberula Chodat & Hassl.
Couratari estrellensis Raddi 1820
Couratari excelsa Casar.
Couratari glaziovii Taub. ex-Glaz.

O jequitibá-branco (Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze) é uma árvore brasileira da família Lecythidaceae.

Está na lista de espécies ameaçadas do estado de São Paulo,[1] onde é símbolo estadual.

Descrita em 1820 por Raddi como Couratari estrellensis, a espécie foi renomeada na revisão de gêneros botânicos de Kuntze em 1898[2].

Nomes populares: jequitibá, estopa, jequitibá-rei, jequitibá-vermelho, jequitibá-rosa, cachimbeiro, jequitibá vermelho, pau-de-cachimbo, pau-estopa, mussambê, coatinga.

Características morfológicas[editar | editar código-fonte]

Altura até 45 m, tronco com até 120 cm de diâmetro. Há no Rio de Janeiro um exemplar de Cariniana estrellensis com 60 m de altura e mais de 6 m de diâmetro (DAP), ou seja com aproxidamente 18,9 m de comprimento de circunferência.[3].

As flores, pequenas, perfumadas, que surgem de outubro a dezembro, são de cor creme, e formam racemos axilares.

O fruto é um pixídio elíptico, cuja abertura espontânea, de julho a setembro, libera as sementes de dispersão eólia. Um quilograma contém cerca de 12 mil sementes, que germinam em ambiente semi-sombreado, emergindo o broto entre 12 e 25 dias. É importante para distinguir Cariniana estrellensis de outras espécies de Jequitibás, pois esta tem a margem de abertura do pixídio asserrilhada, ou seja, com dentículos que a fazem irregular.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, na Mata Atlântica (floresta ombrófila densa), no Acre e nas matas de galeria do Brasil Central (Goiás e Minas Gerais).

Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Peru.

Usos[editar | editar código-fonte]

Suas sementes são muito apreciadas por macacos.

A madeira, leve, é usada na construção civil apenas em obras internas, pois é pouco resistente ao tempo.

Ornamental e de porte monumental, pode ser usada no paisagismo de parques, praças e áreas rurais.

Indispensável na revegetação de áreas desmatadas.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Semidecídua, heliófita ou de luz difusa, seletiva higrófita, característica da mata clímax.

Referências

Veja também[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Lorenzi, Harri, Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol 1, 4a. edição, Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. ISBN 85-86714-16-X