João de Castilho

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João de Castilho
Efígie de João de Castilho no Mosteiro dos Jerónimos.
Outros nomes Juan de Castillo
Nascimento 1470
Morte 1552 (82 anos)
Ocupação Arquiteto
Escultor
Obras notáveis Mosteiro dos Jerónimos
Mosteiro dos Jerónimos: portal sul da igreja (c. 1517).
Fortaleza de Mazagão: cisterna (1513-1541).

João de Castilho ou, em espanhol, Juan de Castillo (Castillo Siete Villas, atual município de Arnuero, c. 14701552[1]) foi um arquitecto originário da Cantábria, à época parte do Reino de Castela (atual Espanha). Desenvolveu a maior parte do seu trabalho em Portugal, como o maior arquiteto do país no seu tempo e um dos maiores da Europa.[carece de fontes?] Interveio, entre muitos outros trabalhos, na direção de cinco monumentos declarados Património Mundial pela Unesco.

Biografia

Sabe-se que começou por trabalhar na Catedral de Burgos, seguindo depois para a Catedral de Sevilha. De Sevilha foi chamado pelo arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, em 1509, para fazer a capela-mor da .

Seguiu depois para a Igreja Matriz de Vila do Conde, cidade que então vivia um período de dinamismo económico, graças ao movimento do seu porto.

De Vila do Conde, João de Castilho passou para as obras do Convento de Cristo, em Tomar. Aí executou a celebrada porta da Igreja, como resposta à famosa janela de Diogo de Arruda. Em breve porém lhe foi entregue a direção superior das obras do Convento, que manteve até ao fim da vida.

Em 1517 sucedeu a Diogo Boitaca na direcção das obras do Mosteiro dos Jerónimos, onde se destaca o extraordinário pórtico sul (onde terá tido a colaboração de Gil Vicente, autor da Custódia de Belém - com que o portal ostenta tão visíveis afinidades), as colunas em palmeira que sustentam o teto da igreja, o transepto, etc. O seu nome está ainda ligado à conclusão do Claustro, onde parece possível ver também influência vicentina, à sacristia, etc.

Em 1528 era mestre das obras do Mosteiro da Batalha.

Em 1541 foi enviado para o Norte d'África para fiscalizar as obras que ali estavam a decorrer.

Foi chamado a fazer a obra da Praça-forte de Mazagão.

O contacto com mestres de várias nacionalidades vai levá-lo a superar o Manuelino das suas realizações de Tomar e dos Jerónimos e a caminhar decididamente na direcção da Renascença. São de grande pureza clássica algumas criações que têm a sua assinatura em Tomar, quer no Convento quer na pequena Igreja de Nossa Senhora da Conceição.[2]

Referências

  1. João de Castilho (c. 1470 - 1552)
  2. "Le muse", De Agostini, Novara, 1964, Vol.III, pag.151

Bibliografia

  • Lexikon der Kunst, E. A. Seemann Verlag, 2004.

Ver também

Ligações externas

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