Mosteiro dos Jerónimos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pix.gif Mosteiro dos Jerónimos
(faz parte do sítio Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém)
 *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Jerónimos April 2009-4.jpg
Mosteiro dos Jerónimos
País Portugal
Critérios C (iii) (vi)
Referência 263
Coordenadas 38º 41'52"N 9º 12'24"W
Histórico de inscrição
Inscrição 1983  (7ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Mosteiro dos Jerónimos é um mosteiro manuelino, testemunho monumental da riqueza dos Descobrimentos portugueses. Situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma das principais igrejas-salão da Europa.

Destacam-se o seu claustro, completo em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos. O monumento é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.

Em 2010 teve 644 729 visitantes, 92,2% estrangeiros.[1]

Em 2013 teve 722 mil entradas.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Arcada do claustro, Mosteiro de Santa Maria de Belém

Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Escolhido o local, junto ao rio em Santa Maria de Belém, em 1502 é iniciada a obra com vários arquitectos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (novo plano,abóbadas das naves e do transepto – está com uma rede de nervuras em forma de estrela –, pilares, porta sul, claustro, sacristia e fachada) que substitui o primeiro em 1516/1517. No reinado de D. João III foi acrescentado o coro alto.

Deriva o nome de ter sido entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao sismo de 1755 mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão Bonaparte no início do século XIX[carece de fontes?].

Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa. O corpo de Almeida Garrett encontrou-se aqui sepultado entre 08-03-1926 e 01-12-1966, altura em que fora solenemente trasladado para o Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia.

Após 1834, com a expulsão das Ordens Religiosas, o templo dos Jerónimos foi destinado à Igreja Paroquial da Freguesia de Santa Maria de Belém.

Numa extensão construída em 1850 está localizado o Museu Nacional de Arqueologia. O Museu de Marinha situa-se na ala oeste. Integrou, em 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui multimídias sobre Mosteiro dos Jerónimos


Imagem: Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém O Mosteiro dos Jerónimos faz parte do sítio Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, Património Mundial da UNESCO. Welterbe.svg