Joan Didion

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Joan Didion
Didion em 2008
Nascimento 5 de dezembro de 1934
Sacramento, Estados Unidos
Morte 23 de dezembro de 2021 (87 anos)
Nova Iorque, Nova Iorque, Estados Unidos
Cidadania Estados Unidos
Cônjuge John Gregory Dunne
Alma mater
Ocupação roteirista, romancista, jornalista, escritora, ensaísta
Prémios National Book Award (2005)

Prémio Médicis ensaio (2007)
Medalha Nacional de Humanidades (2012)

Género literário romance, conto
Obras destacadas O ano do pensamento mágico
Movimento estético Novo jornalismo
Causa da morte doença de Parkinson

Joan Didion (Sacramento, 5 de dezembro de 1934Nova Iorque, 23 de dezembro de 2021) foi uma escritora americana cujos trabalhos como jornalista, ensaísta e romancista a tornaram muito reconhecida tanto nos Estados Unidos quanto em outros países para os quais ela foi traduzida. Didion colaborou no The New York Review of Books e na revista The New Yorker. Ao lado de seu marido (já falecido), o escritor John Gregory Dunne, ela colaborou em diversos roteiros.

Vida[editar | editar código-fonte]

Didion nasceu em Sacramento, Califórnia e se formou pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1956, como bacharel em Inglês. Grande parte dos textos da escritora ilustra sobre o contexto de sua vida na Califórnia, especialmente durante os anos 60, como o mundo em que ela cresceu “começou a parecer parado”. Suas descrições sobre teorias conspiratórias, paranoias e sociopatias são agora consideradas parte do cânone da literatura americana.

Didion escreveu nove romances e oito livros de não-ficção. Suas coleções de ensaios, Slouching Towards Bethlehem (1968) e The White Album (1979) – que foi considerado em um suporte para explicar a Califórnia como “a capital paranoica do mundo” – tornou-a famosa por ser uma observadora da política americana que usava uma distinta técnica de reportagem unindo reflexões pessoais e análises sociais. Seu bom estilo de escrita e narrativa acabou por associar seu nome aos membros do Novo Jornalismo, como Tom Wolfe e Hunter Thompson, apesar de os laços de Diddion com este movimento nunca terem sido muito fortes.

Em 2001 a escritora publicou Political Fictions, uma coleção de ensaios publicados anteriormente na New York Review of Books. Em 2003 Didion publicou um livro de memória chamado Where I Was From, que explora os mitos californianos e a relação da autora com o lugar onde nasceu e com a sua mãe.

Seu livro mais famoso é intitulado The Year of Magical Thinking, publicado em 4 de outubro de 2005 nos Estados Unidos e, em 2006, no Brasil. O livro trata do ano seguinte ao da morte de seu marido, enquanto o qual sua filha, Quintana, passava por um grave estado de saúde. Em novembro de 2005, o livro ganhou o prêmio para a categoria de não-ficção no National Book Award.

The Year of Magical Thinking já traz no subtítulo da tradução brasileira uma lição, prenúncio do que o leitor encontrará por dentro: “A vida muda rápido. A vida muda num instante. Você senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente.”[1]

Pouco tempo após a publicação desta obra, sua filha com então 39 anos também morreu, levando a escrever sua próxima obra: Noites Azuis. Ambos os livros estão traduzidos no Brasil.

Em 2013, a jornalista e escritora ganhou o prêmio National Medal of Arts ao lado de outros 24 escritores, acadêmicos, performers e artistas. Ao premiá-la o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama declarou: “Estamos celebrando essas pessoas não só pelo seu talento, mas por criarem algo realmente novo, como Joan Didion, que com razão ganhou a distinção de uma das escritoras mais celebradas de nossa geração – estou surpreso porque ela ainda não ganhou esse prêmio”.

Em 20 de outubro de 2017 foi lançado o documentário Joan Didion: The Center Will Not Hold sobre a sua vida, o diretor foi seu sobrinho Griffin Dunne.

Didion morreu em 23 de dezembro de 2021 em Manhattan, aos 87 anos de idade, devido à doença de Parkinson.[2]

Obras[editar | editar código-fonte]

Ficção[editar | editar código-fonte]

  • Run River (1963)
  • Play It As It Lays (1970)
  • A Book of Common Prayer (1977)
  • Democracy (Democracia) (1984)
  • The Last Thing He Wanted (1996)

Não-ficção[editar | editar código-fonte]

  • Slouching Towards Bethlehem (1968)
  • The White Album (O Álbum Branco) (1979)
  • Salvador (1983)
  • Miami (1987)
  • After Henry (1992)
  • Political Fictions (2001)
  • Where I Was From (2003)
  • The Year of Magical Thinking (O Ano do Pensamento Mágico) (2005)
  • We Tell Ourselves Stories in Order to Live: Collected Nonfiction (2006; inclui seus primeiros sete livros de não-ficção)
  • Blue Nights (Noites Azuis) (2011)
  • South and West: From a Notebook (2017)

Roteiros[editar | editar código-fonte]

Peças[editar | editar código-fonte]

  • The Year of Magical Thinking (2007) (baseada em seu livro)

Referências

  1. Pereira, Gilberto G. (25 de novembro de 2017). «Documentário expõe Joan Didion do vigor à fragilidade». Jornal Opção 
  2. Grimes, William (23 de dezembro de 2021). «Joan Didion, 'New Journalist' Who Explored Culture and Chaos, Dies at 87». The New York Times (em inglês). Consultado em 23 de dezembro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Media relacionados com Joan Didion no Wikimedia Commons